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Exportações de carne suína caem 30% em volume e 6,5% em receita até a terceira semana de novembro
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Volume exportado de carne suína tem retração em novembro
As exportações brasileiras de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 75,1 mil toneladas até a terceira semana de novembro de 2025, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira (24). O resultado representa uma queda expressiva em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram embarcadas 107,6 mil toneladas em 19 dias úteis.
A média diária exportada neste mês ficou em 5,3 mil toneladas, redução de 5,3% frente à média registrada em novembro de 2024, que era de 5,6 mil toneladas por dia.
Preço médio da carne suína registra leve queda
No mercado internacional, o preço médio da carne suína brasileira apresentou uma leve desvalorização. A tonelada foi negociada, em média, a US$ 2.506,20, valor 1,3% inferior ao observado no mesmo período do ano anterior (US$ 2.540,10 por tonelada).
A redução dos preços médios reflete a maior concorrência global e oscilações na demanda de países importadores, o que tem pressionado as margens do setor.
Receita das exportações também diminui
Com o menor volume embarcado e a queda nos preços, o faturamento acumulado pelas exportações brasileiras de carne suína atingiu US$ 188,3 milhões até a terceira semana de novembro. No mesmo mês de 2024, a receita havia alcançado US$ 273,4 milhões, o que representa uma queda significativa na comparação anual.
A média diária de faturamento recuou 6,5%, passando de US$ 14,39 milhões em novembro do ano passado para US$ 13,45 milhões neste mês.
Setor acompanha cenário externo com cautela
Com a desaceleração nas vendas e o recuo dos preços, o setor suinícola brasileiro observa com atenção o comportamento da demanda internacional nas próximas semanas. A expectativa é de que eventuais recomposições de estoques em mercados asiáticos possam ajudar a impulsionar os embarques no final de novembro e início de dezembro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Vale dos Vinhedos leva pauta de infraestrutura à bancada gaúcha em Brasília e defende investimentos de R$ 27,5 milhões
O Vale dos Vinhedos esteve no centro das discussões da bancada gaúcha em Brasília nesta semana, em uma mobilização liderada pela Aprovale para defender um conjunto de obras estruturantes voltadas à infraestrutura e ao desenvolvimento regional.
O projeto “Qualificação Regional: Vale dos Vinhedos, RS” foi protocolado em 11 de maio junto à Bancada Gaúcha e prevê investimentos estimados em R$ 27,542 milhões em obras viárias, mobilidade e ampliação de conexões estratégicas dentro do território.
Aprovale articula agenda com parlamentares em Brasília
A comitiva foi liderada pelo presidente da Aprovale, André Larentis, e pelo diretor de infraestrutura, Marcos Giordani, que cumpriram agendas com deputados federais e senadores gaúchos.
Também participaram das reuniões o prefeito de Bento Gonçalves, Amarildo Lucatelli, o deputado estadual Guilherme Pasin e o vereador Volnei Cristofoli. As tratativas incluíram encontros nos gabinetes parlamentares e uma apresentação oficial no Palácio das Comissões, nos dias 25 e 26.
Projeto prevê obras estratégicas de mobilidade na Serra Gaúcha
O plano apresentado contempla intervenções em trechos estratégicos das Linhas 6 da Leopoldina, 15 e 40 da Graciema, além de vias em São José de Costa Real e Santa Lúcia.
Também está prevista a ampliação de três quilômetros da ciclovia recentemente inaugurada na região, considerada fundamental para a integração entre turismo, mobilidade ativa e segurança viária.
Segundo a Aprovale, as obras têm impacto direto na ligação entre os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi, Monte Belo do Sul e Santa Tereza, fortalecendo rotas turísticas e acessos essenciais em situações emergenciais, especialmente diante de eventos climáticos extremos recentes no Rio Grande do Sul.
Enoturismo impulsiona economia e demanda infraestrutura
O Vale dos Vinhedos é reconhecido como a primeira Indicação Geográfica e Denominação de Origem de vinhos e espumantes do Brasil, além de ser considerado Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul.
O território recebe mais de 500 mil visitantes por ano e reúne mais de 160 empresas ligadas ao enoturismo, incluindo vinícolas, hotéis, restaurantes, serviços e agroindústrias, formando uma cadeia econômica diversificada e altamente integrada.
A região foi apresentada em Brasília como o principal destino de enoturismo do país, com forte impacto econômico na Serra Gaúcha e papel relevante no turismo nacional.
Setor registra crescimento e reforça potencial do enoturismo
Durante a apresentação, a Aprovale destacou indicadores recentes que reforçam o avanço do setor. Em 2025, o enoturismo no Rio Grande do Sul registrou crescimento de 57,8% na comercialização de experiências, enquanto o consumo de vinhos no Brasil avançou 41,9%, em contraste com a retração observada em outros mercados globais.
Os dados foram utilizados para reforçar a necessidade de investimentos estruturais que acompanhem a expansão da atividade turística e produtiva na região.
Infraestrutura é tratada como pauta estratégica para o futuro do território
Para a entidade, as intervenções propostas vão além da mobilidade turística e se consolidam como uma pauta de desenvolvimento regional, com impacto direto na segurança, economia e permanência das famílias no campo.
“Investir na infraestrutura do Vale dos Vinhedos é proteger pessoas, fortalecer o turismo brasileiro e preparar a região para o futuro climático e econômico do Rio Grande do Sul”, destacou Marcos Giordani durante a apresentação aos parlamentares.
A Aprovale reforça que o objetivo do projeto é garantir continuidade ao crescimento sustentável do território, ampliando sua competitividade como destino turístico e sua relevância econômica para a Serra Gaúcha e para o Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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