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Frio atrasa maturação do pêssego no RS e preocupa produtores para festas de fim de ano
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Clima frio atrasa colheita na Serra Gaúcha
As baixas temperaturas registradas nas últimas semanas estão atrasando a maturação do pêssego na região administrativa de Caxias do Sul (RS), segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. O documento aponta que o ciclo das frutas está pelo menos uma semana atrasado, o que tem preocupado produtores locais — especialmente diante da proximidade das festas de fim de ano, período de maior demanda pela fruta.
Entre as variedades precoces, como a BRS Kampai, a colheita já se aproxima do fim. Outras cultivares, como PS 25399 (do cedo), Chimarrita, Fascínio e Charme, seguem em processo de colheita. De acordo com o relatório, os pomares que realizaram o raleio adequado apresentam frutos de calibre médio a grande, com boa qualidade visual.
Boa oferta reduz preços ao consumidor
Apesar do atraso em parte das colheitas, a oferta de pêssegos está elevada nos mercados e fruteiras da região, resultando em preços mais acessíveis ao consumidor. Nas feiras do produtor, os valores variam entre R$ 3,50 e R$ 7,00 por quilo.
Na Ceasa/Serra, em Caxias do Sul, a variedade PS 25399 está sendo comercializada a R$ 6,58/kg, enquanto os frutos de menor calibre são vendidos por R$ 5,00/kg. A expectativa é de que os preços se mantenham estáveis nas próximas semanas, conforme novas variedades entrem no mercado.
Variedades tardias despertam atenção de pesquisadores
A preocupação com o atraso nas cultivares de ciclo mais longo também mobiliza o meio acadêmico. No dia 15 de novembro, um grupo da Faculdade de Agronomia da UFRGS realizou uma visita técnica em Pinto Bandeira para acompanhar o desenvolvimento da cultivar PS 10711 (PS do Tarde), que apresenta atraso significativo na maturação.
Segundo a Emater/RS-Ascar, essa condição pode comprometer a oferta de pêssegos maduros durante as festas de fim de ano — período em que a fruta é bastante procurada tanto para consumo in natura quanto para a produção de sobremesas e conservas.
Produção avança no sul do Estado com foco industrial
Enquanto isso, na região de Pelotas, as cultivares precoces como Bonão e Citrino já estão em plena colheita e seguem para o recebimento e processamento pelas indústrias de conservas. Os produtores locais seguem realizando tratamentos fungicidas preventivos e aplicações de iscas tóxicas para o controle da mosca-das-frutas, praga que pode comprometer a qualidade dos frutos.
O preço definido pela indústria é de R$ 2,10/kg para o pêssego tipo I e R$ 1,85/kg para o tipo II, valores que refletem o padrão de qualidade e o destino industrial da produção.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE
O avanço dos biocombustíveis volta ao centro da política energética com a possibilidade de aumento da mistura obrigatória no diesel e na gasolina. A proposta de elevar o biodiesel para 17% (B17) e o etanol para 32% (E32) deve ser analisada na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para a próximo próxima quinta-feira (07.05), e pode ampliar a demanda por matérias-primas do agro e reforçar a posição do País na transição energética.
A defesa do aumento foi formalizada por parlamentares ligados ao setor produtivo, em articulação da Coalizão dos Biocombustíveis. O grupo reúne lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel, que veem na medida uma resposta à volatilidade dos preços internacionais de energia e uma oportunidade de expansão do mercado interno para combustíveis renováveis.
Na prática, a elevação das misturas tem efeito direto sobre cadeias como soja e milho — bases para a produção de biodiesel e etanol, ao ampliar o consumo doméstico e estimular novos investimentos industriais. Além disso, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.
O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à ampliação da mistura de etanol. Segundo a pasta, testes técnicos validaram a viabilidade de avanço do atual patamar para o E32, dentro de uma estratégia que também busca levar o País à autossuficiência em gasolina.
Hoje, os percentuais obrigatórios estão em 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), definidos pelo próprio CNPE. Qualquer alteração depende de deliberação do colegiado, que assessora a Presidência da República na formulação de diretrizes para o setor energético.
Além do impacto econômico, o argumento central do setor está na segurança energética. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil reduz a exposição a choques externos, como oscilações no preço do petróleo, que recentemente voltou a subir no mercado internacional e ganha previsibilidade no abastecimento.
O tema também tem peso ambiental. A ampliação das misturas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e reforça compromissos assumidos pelo País em acordos internacionais, ao mesmo tempo em que consolida a vantagem competitiva brasileira na produção de energia de base renovável.
Por outro lado, a decisão envolve equilíbrio entre oferta, demanda e impactos sobre preços. O governo avalia o momento adequado para avançar, considerando o cenário de combustíveis, a capacidade produtiva do setor e os reflexos sobre inflação e abastecimento.
Se aprovado, o aumento das misturas tende a fortalecer a integração entre energia e agronegócio, ampliando o papel do campo não apenas como produtor de alimentos, mas também como fornecedor estratégico de energia no mercado interno.
Fonte: Pensar Agro
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