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Mamona ganha destaque na recuperação de solos degradados e impulsiona a agricultura regenerativa no Cerrado
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Mamona se consolida como aliada da agricultura regenerativa
Tradicionalmente cultivada em regiões semiáridas, a mamona (Ricinus communis L.) vem se destacando como uma cultura estratégica para a recuperação de áreas degradadas e para práticas de agricultura regenerativa.
Segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a planta apresenta alta adaptabilidade a solos de baixa fertilidade e climas secos, desenvolvendo-se bem mesmo em ambientes com pouca disponibilidade de água e nutrientes.
Devido à sua resistência natural, a mamona tem sido adotada em projetos voltados à regeneração de ecossistemas agrícolas no Cerrado brasileiro, especialmente nas regiões do MATOPIBA, Pará, Rondônia e Mato Grosso.
Raízes profundas e benefícios diretos ao solo
As raízes da mamona são profundas e vigorosas, o que favorece a aeração do solo e a infiltração de água, além de contribuir para o retorno de nutrientes à terra.
De acordo com Igor Borges, head de sustentabilidade da ORÍGEO – joint venture entre a Bunge e a UPL, voltada a soluções sustentáveis –, essa característica faz da cultura uma ferramenta valiosa para recompor solos degradados e, ao mesmo tempo, gerar retorno econômico ao produtor.
“A mamona tem papel importante na agricultura regenerativa. Suas raízes ajudam a soltar o solo, facilitam a entrada de água e devolvem nutrientes para a terra. É uma cultura resistente, que recupera áreas degradadas e ainda oferece rentabilidade ao agricultor”, destaca Borges.
Potencial industrial e uso sustentável da planta
Além de seu papel ambiental, a mamona também se destaca pela versatilidade na indústria. O óleo extraído de suas sementes é utilizado na fabricação de cosméticos, tintas, plásticos biodegradáveis e medicamentos.
O grão é uma alternativa renovável para a produção de biodiesel, enquanto o farelo resultante da extração do óleo pode ser empregado como fertilizante natural, enriquecendo novamente o solo e fechando o ciclo de sustentabilidade.
“A mamona ajuda o solo a se recuperar, como se fosse um alimento para a terra, e ainda gera produtos com valor agregado, como combustíveis e cosméticos. É uma opção que une sustentabilidade e produtividade”, reforça o especialista da ORÍGEO.
Sustentabilidade e rentabilidade lado a lado
Com benefícios que vão desde a melhoria da qualidade do solo até a geração de renda sustentável, a mamona surge como uma alternativa viável para produtores que buscam integrar conservação ambiental e competitividade econômica.
A combinação entre baixo custo de cultivo, resiliência climática e diversas aplicações industriais reforça o potencial da cultura como protagonista da agricultura regenerativa no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

