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Prioridade na fila da habitação para filhos órfãos, vítimas de feminicídio, é aprovada na Assembleia de Mato Grosso

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, em Sessão Ordinária desta quarta-feira (26), o Projeto de Lei 1637, de autoria do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB), que coloca crianças e adolescentes órfãos de vítimas de feminicídio entre as prioridades na distribuição de moradias dos programas habitacionais do Estado. A proposta, que havia recebido parecer contrário da CCJR (Comissão de Constituição Justiça e Redação) foi apreciada em Plenário e teve o entendimento revertido pelos parlamentares, que derrubaram o parecer e aprovaram o mérito do Projeto. Agora, o texto segue para sanção do governador Mauro Mendes.

O Projeto de Lei determina que crianças e adolescentes que perderam a mãe para o feminicídio, sem casa própria e com renda familiar per capita de até três salários mínimos, sejam incluídos na lista de prioridades para receber casas ou apartamentos construídos ou financiados pelo programa estadual de habitação. Amparado pela Constituição Estadual, o projeto dá um tratamento objetivo e claro a uma realidade dura e crescente, reconhecendo na política habitacional um instrumento direto de proteção social às famílias atingidas por esse tipo de crime.

Dal Bosco ressaltou o caráter humano do projeto e o compromisso do Legislativo com a proteção dos mais vulneráveis. “Quando uma mulher é vítima de feminicídio, não é só uma vida que é interrompida, é uma família inteira que fica marcada. São filhos que perdem a mãe, muitas vezes perdem também a casa, a segurança e a referência de cuidado. Este projeto nasce olhando para esses filhos, para essas crianças e adolescentes que não podem ser esquecidos pelo poder público. Dar prioridade na habitação é dar um recomeço mais digno, é dizer que o Estado enxerga essa dor e se responsabiliza em construir caminhos de proteção e justiça social”, afirmou Dilmar.

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A iniciativa nasce da constatação de um cenário doloroso. O aumento dos casos de feminicídio em Mato Grosso não termina na violência contra a mulher, ele se prolonga na vida dos filhos que ficam, muitas vezes sem o amparo da mãe, sem estabilidade financeira e sem um teto para morar. Ao priorizar essas crianças e adolescentes na fila da habitação, o estado reconhece que não se trata apenas de um número nas estatísticas, mas de vidas concretas em situação de vulnerabilidade, que precisam de amparo efetivo e de políticas públicas que façam diferença no dia a dia.

Emocionado, o deputado estadual Gilberto Cattani, do PL, usou a própria dor para reforçar a importância do Projeto de Lei de Dilmar Dal Bosco. Ele lembrou que sua filha foi vítima de feminicídio e deixou dois filhos, hoje órfãos de mãe e de pai, já que o autor do crime está preso. Cattani relatou que, mesmo nessa situação, o pedido de pensão para os netos foi negado pelo Ministério Público, sob o argumento de que a filha seria empresária de um grande laticínio. Ao declarar apoio ao projeto, ele afirmou que a proposta de Dilmar abre uma perspectiva concreta para o futuro dessas crianças: “Quero parabenizar o deputado Dilmar, porque isso pode garantir que, quando meus netinhos tiverem 17, 18 anos, possam pleitear uma casa e não se sintam sozinhos no mundo”, desabafou Cattani.

Na mesma linha, o deputado Eduardo Botelho (UB), também fez questão de se manifestar em defesa do projeto de Dilmar Dal Bosco. Ele parabenizou a iniciativa, disse que concorda integralmente com as palavras de Gilberto Cattani e destacou o trabalho técnico da Comissão, ressaltando que a CCJR conta com um corpo técnico qualificado, treinado e constantemente atualizado, inclusive em cursos no Congresso Nacional. Botelho lembrou que, na Comissão, acompanhou o parecer apresentado, porém reforçou que o Plenário tem a prerrogativa de rever entendimentos quando a matéria tem forte relevância social. “Aqui no Plenário, eu voto com o deputado Dilmar para derrubar o parecer e aprovar o projeto”, afirmou, ao convocar os colegas a levantarem a mão e votarem contra o parecer da CCJ, em apoio à proposta.

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Dilmar salientou que a CCJR havia emitido parecer contrário ao projeto, mas em Plenário o debate resgatou a essência social da proposta. “Todos os Deputados se solidarizaram com a pauta e reconsideraram seus posicionamentos, votando contra o parecer da Comissão, garantindo a aprovação do texto. Fiquei feliz em ouvir alguns deputados, ao fazer uso a palavra, reconhecerem publicamente a importância da iniciativa”, finalizou Dal Bosco.

Com a aprovação da Assembleia Legislativa e o envio do projeto para sanção do governador Mauro Mendes, Mato Grosso avança em uma política habitacional que dialoga diretamente com a realidade de quem mais precisa. A proposta de Dilmar Dal Bosco reforça o papel do Parlamento na construção de respostas concretas para problemas complexos, aproxima a legislação da vida real das famílias atingidas pelo feminicídio e abre a possibilidade de que o lar, tantas vezes destruído pela violência, volte a ser símbolo de proteção, acolhimento e esperança para essas crianças e adolescentes.

Fonte: Política Mato Grosso

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2ª Expedição Justiça Sem Fronteiras começa nesta quinta-feira (11) na Comunidade de Palmarito

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Cartaz Começa nesta quinta-feira (11) a 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras, promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. A primeira parada da comitiva formada por profissionais de diversas áreas será na Comunidade de Palmarito, localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Os atendimentos começam às 8h na Escola Municipal Duque de Caxias. No local, a população terá acesso facilitado a serviços essenciais nas áreas de saúde, orientação jurídica, educação, cultura e integração social. A iniciativa é da Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Nesta edição, os atendimentos serão realizados em três localidades. Nos dias 11 e 12 de junho, as equipes estarão na Comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade. Na sequência, a expedição seguirá para o Distrito de Santa Clara de Monte Cristo, também em Vila Bela, onde os serviços serão ofertados nos dias 14 e 15 de junho.

A programação será encerrada nos dias 17 e 18 de junho, no Distrito Vila Picada, no município de Porto Esperidião. Em todas as localidades, os serviços estarão disponíveis das 8h às 11h30 e das 13h às 17h.

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A Expedição Justiça Sem Fronteiras foi criada com o compromisso de garantir acesso à Justiça e aos direitos básicos a populações que enfrentam dificuldades em obter serviços públicos. Nesse contexto, a iniciativa leva serviços de cidadania e atendimentos essenciais a comunidades em situação de vulnerabilidade social localizadas na região fronteiriça do estado.

Veja a programação de atendimentos:

Comunidade de Palmarito – Município de Vila Bela da Santíssima Trindade/MT

Data: 11 e 12 de junho de 2026

Local de atendimento: Escola Municipal Duque de Caxias

Distrito de Santa Clara de Monte Cristo – Município de Vila Bela da Santíssima Trindade/MT

Data: 14 e 15 de junho de 2026

Local de atendimento: Escola Estadual/Municipal Ponta do Aterro

Distrito Vila Picada – Município de Porto Esperidião/MT

Data: 17 e 18 de junho de 2026

Local de atendimento: Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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