AGRONEGOCIOS
Preço do leite recua no Paraná e Lei antirreconstituição gera expectativa para 2026
AGRONEGOCIOS
O mercado de leite no Paraná registrou nova queda no preço pago aos produtores, acompanhada por um aumento nas importações de leite em pó, cenário que motivou a aprovação de uma lei estadual para proteger a produção local. O movimento impacta diretamente a rentabilidade da cadeia produtiva e os pequenos e médios produtores.
Preço do leite volta a cair em novembro
Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), o valor pago ao produtor pelo litro de leite entregue às indústrias apresentou recuo de 5,74% em novembro de 2025 em comparação ao mês anterior. No acumulado de 12 meses, a perda chega a 18%, evidenciando a pressão sobre a margem de lucro dos pecuaristas paranaenses.
A queda ocorre mesmo com o aumento da produção, que eleva a oferta e reduz o preço médio, afetando especialmente os produtores familiares e de pequeno porte.
Importações de leite em pó pressionam o mercado
Entre setembro e outubro, as importações de leite em pó pelas indústrias do Paraná cresceram 25%, totalizando 250 toneladas, ao custo de US$ 891 mil, segundo dados do Agrostat.
Para frear a concorrência do produto importado, foi sancionada a Lei 22.765/2025, que proíbe a reconstituição de leite em pó importado no estado. A medida visa proteger a produção local, garantindo maior estabilidade para os preços pagos aos produtores.
Especialistas apontam que, apesar do volume importado ainda ser considerado baixo, a lei deve reduzir gradualmente a entrada de leite em pó a partir de novembro, fortalecendo a cadeia láctea paranaense.
Perspectivas para 2026
Analistas do setor destacam que o mercado de leite continuará desafiador até o final de 2025, devido à combinação de custos de produção elevados, excesso de oferta e demanda interna ainda limitada.
A expectativa para 2026 é de melhora gradual, impulsionada pela Lei 22.765/2025 e pela retomada da confiança na produção nacional. No entanto, o sucesso dependerá de políticas de apoio que permitam o repasse de preços adequados ao produtor e garantam a sustentabilidade econômica da atividade leiteira no Paraná.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27
Isan Rezende
“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.
Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.
O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.
Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.
Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.
O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.
Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.
Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão

