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Cavalo Crioulo gera R$ 5,36 bilhões e emprega mais de 160 mil pessoas no Brasil
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Cavalo Crioulo movimenta economia e cria empregos
O Cavalo Crioulo movimenta aproximadamente R$ 5,36 bilhões por ano no Brasil, segundo estudo divulgado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Crioulos (ABCCC) em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). O valor engloba comercialização de animais, mercado veterinário, medicamentos, rações, turismo e competições esportivas, além de indústrias e serviços associados, como selarias e ferrageamento.
Com um rebanho de 508.080 animais, cada Cavalo Crioulo gera em média R$ 10.550 por ano, contribuindo para a renda de mais de 160 mil famílias no país, entre 31,3 mil empregos diretos e mais de 130 mil indiretos.
O presidente da ABCCC, André Rosa, empossado em 1º de dezembro, afirma:
“O Cavalo Crioulo é mais que uma paixão do Sul ou ferramenta de trabalho no campo. É a base de empresas lucrativas, instrumento de saúde mental e destaque no esporte.”
Expansão do esporte como principal motor da criação
O estudo aponta que 75% dos criatórios de Cavalo Crioulo no Brasil estão voltados para o esporte, com destaque para modalidades como Laço Comprido, Doma de Ouro, Freio de Ouro e competições de Morfologia. O uso para trabalho de campo representa 22,56% das finalidades da raça.
Segundo Gérson de Medeiros, gerente de expansão da ABCCC, o esporte tem impulsionado a expansão da raça nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Ele projeta um aumento de 15% no número de provas para 2026 nessas localidades, incluindo também Norte e Nordeste.
“A raça é muito adaptada para rodeios e competições e deve crescer de forma consistente nos próximos anos”, destaca Medeiros.
Perfil das propriedades e dos criadores
A pesquisa da Esalq indica que os criadores de Cavalo Crioulo possuem propriedades com média de 440 hectares, sendo 92 hectares destinados ao manejo das tropas. A principal ocupação desses proprietários está ligada à agricultura (64,95%) e à pecuária (22,45%).
O professor e pesquisador da Esalq, Roberto Arruda de Souza Lima, ressalta que a equideocultura forma um complexo econômico, diferentemente de outros setores agropecuários, e que estatísticas históricas sobre equídeos são raras, devido à tradição de não considerar os cavalos como animais de produção econômica.
Distribuição geográfica e potencial de expansão
O Rio Grande do Sul concentra 80% da produção e da renda gerada pela raça, com 412 mil animais movimentando R$ 4,28 bilhões. Santa Catarina vem em segundo lugar, com 33,7 mil animais, e o Paraná em terceiro, com 31,8 mil animais.
“O RS segue como berço da raça, com criatórios de alta qualidade genética. A força do Cavalo Crioulo se espalha pelos 497 municípios gaúchos, garantindo emprego e renda, e há grande potencial de expansão no restante do Brasil e no mercado internacional”, afirma André Rosa, que recentemente participou de agenda internacional da raça na Itália.
Perspectivas de crescimento no Brasil e no mundo
O estudo reforça o papel da raça no agronegócio esportivo e evidencia oportunidades de crescimento em novas regiões, tanto no território nacional quanto fora do país, consolidando o Cavalo Crioulo como um ativo econômico e cultural de relevância.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Promulgação do acordo Mercosul-União Europeia abre novas oportunidades para o agro, afirma ministro André de Paula
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou, nesta terça-feira (28), no Palácio do Planalto, o decreto que promulga o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou do ato. O tratado encerra mais de duas décadas de negociações entre os blocos e abre novas perspectivas para as exportações do agro brasileiro.
“Esse acordo foi feito a ferro, suor e sangue, porque tem muita coisa que querem evitar que o Brasil cresça, dispute e coloque seus produtos no mercado estrangeiro”, afirmou o presidente Lula durante a cerimônia de assinatura.
O acordo foi promulgado pelo Congresso Nacional em 17 de março e deve entrar em vigor provisoriamente nesta sexta-feira (1º). O texto prevê a redução gradual de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela União Europeia ao longo dos próximos anos.
Durante a cerimônia, o presidente também destacou que o entendimento entre os blocos amplia as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado internacional e ressaltou o acordo como resultado de um longo processo de negociação.
Também foram anunciados procedimentos para eventual aplicação de salvaguardas bilaterais no âmbito de acordos comerciais dos quais o Brasil seja parte, mecanismo que permite a adoção de medidas temporárias para proteger setores produtivos em caso de aumento significativo das importações.
OPORTUNIDADES PARA O AGRO BRASILEIRO
Para o ministro André de Paula, a promulgação do acordo representa um avanço relevante para o setor agropecuário brasileiro. “Esse ato coroa 26 anos de esforço de negociação que vão trazer inúmeras boas notícias, principalmente para o agro, esse setor gigante que agora tenho a honra de liderar”, destacou.
Segundo o ministro, reuniões recentes com representantes do setor produtivo indicam ganhos para diferentes cadeias exportadoras. Ele citou exemplos como a citricultura, o café, a fruticultura e a carne bovina.
No caso do suco de laranja, o ministro ressaltou que o Brasil já responde por grande parte do consumo mundial e que o acordo pode ampliar a competitividade do setor no mercado europeu. Também mencionou perspectivas positivas para o café solúvel e para frutas exportadas ao continente.
Na pecuária, o acordo prevê redução de tarifas para produtos brasileiros destinados à União Europeia, medida que tende a ampliar o acesso da carne bovina ao mercado europeu.
Para André de Paula, a promulgação do decreto marca o início de uma nova etapa nas relações comerciais entre os blocos. “A assinatura deste decreto não é o ponto final de uma negociação. É o ponto de partida de um novo capítulo da nossa história”, concluiu.
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