CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

POLITÍCA NACIONAL

CMO aprova 11 dos 16 relatórios setoriais do Orçamento de 2026

Publicados

POLITÍCA NACIONAL

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou na terça-feira (9) 11 dos 16 relatórios setoriais do Orçamento de 2026 (PLN 15/2025). Os demais relatórios devem ser votados nesta quarta (10).

Foram aprovados os relatórios das áreas de Poderes de Estado e Representação; Ciência & Tecnologia e Comunicações; Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio; Assistência Social e Família; Esporte; Defesa; Trabalho e Previdência; Justiça e Segurança Pública; Educação e Cultura; Integração, Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente; e Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Pesca.

Alguns dos maiores programas orçamentários estão no relatório setorial de Assistência Social e Família. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome tem recursos programados para 2026 de R$ 301 bilhões concentrados no Bolsa Família e no programa de Segurança Alimentar e Nutricional, que paga despesas como o auxílio-gás.

O senador Esperidião Amim (PP-SC), relator da área de Defesa, comentou que a falta de recursos tem tornado mais caros os problemas das Forças Armadas. Ele citou como exemplo a situação da compra de caças para a Aeronáutica:

— O atraso acumulado é de oito anos, sendo inicialmente prevista sua conclusão para 2024. Ela foi postergada para 2032. As recorrentes repactuações contratuais elevaram o custo do projeto em 14%, equivalente ao valor de aproximadamente seis aeronaves, dentre as 36 previstas.

Leia Também:  Comissão debate consequências da liquidação extrajudicial do Banco Master

A CMO é presidida pelo senador Efraim Filho (União-PB).

Emendas

A maior destinação de emendas parlamentares foi para o relatório setorial de Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio, que acolheu 808 emendas em um total de R$ 9,9 bilhões. Cerca de R$ 7 bilhões são de emendas individuais de transferência especial, as chamadas emendas Pix.

Essas emendas são transferidas diretamente para prefeituras e governos estaduais, sem a necessidade de convênios.

Outros relatórios que absorveram emendas parlamentares foram Educação e Cultura, com R$ 2,3 bilhões, e Integração, Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, com R$ 2,5 bilhões.

Na votação do relatório de Ciência & Tecnologia, o deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO) criticou o fato de que uma emenda apoiada por ele não aparecia com a destinação de recursos para um projeto de pesquisa sobre o capim-dourado em Tocantins.

O senador Efraim Filho explicou que a emenda é genérica porque as emendas de comissão têm que ter abrangência nacional.

— O relator não pode, na emenda de comissão, destinar para aquela unidade específica. Ela entra no guarda-chuva nacional e aí é dialogar. O Ministério da Ciência e Tecnologia está ciente de que foi um trabalho encaminhado por vossa excelência — disse.

Leia Também:  CCJ aprova licença-maternidade para atletas, inclusive em caso de guarda judicial e adoção

Obras irregulares

O colegiado aprovou relatório do Comitê de Avalição de Obras com Indícios de Irregularidades Graves. O coordenador do grupo, deputado Junio Amaral (PL-MG), sugeriu a manutenção da obra da BR-040 — subida da Serra de Petrópolis (RJ) — na condição de vedação para recebimento de recursos orçamentários em 2026. Apesar de a obra agora ser tocada por uma nova empresa, permanecem passivos da administração anterior que estão sendo discutidos na Justiça.

A comissão também aprovou dois projetos que abrem créditos no Orçamento de 2025 de R$ 14,4 bilhões (PLN 26/2025) e de R$ 205,4 milhões (PLN 21/2025) para vários ministérios e órgãos federais. 

Da Agência Câmara

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Propaganda

POLITÍCA NACIONAL

Projeto libera fundos de pensão de limite de juros em empréstimos

Publicados

em

O Projeto de Lei 237/26 afasta o limite de juros para empréstimos dos fundos de pensão aos seus participantes. O texto em análise na Câmara dos Deputados impede a aplicação da Lei da Usura, que prevê taxa máxima de 12% ao ano.

Segundo o deputado Tadeu Veneri (PT-PR), autor da proposta, a ideia é proteger as futuras aposentadorias. Ele afirma ainda que entidades fechadas de previdência complementar não buscam lucro, mas precisam rentabilizar os seus recursos.

Tadeu Veneri ressalta que, atualmente, a Justiça tem limitado os juros cobrados pelos fundos de pensão a 12% ao ano. Para ele, isso ameaça o equilíbrio dos planos de benefícios e pode resultar em contribuições extras dos participantes.

Alteração em lei
A proposta altera a Lei 14.905/24, que trata da aplicação de juros e correção monetária nos contratos, para incluir os fundos de pensão na lista de exceções à Lei da Usura. Hoje, bancos e outras instituições financeiras integram a relação.

“A submissão às restrições da Lei da Usura desvirtua a função institucional dessas entidades, inviabiliza a rentabilização dos ativos e reduz a capacidade de cumprir as metas atuariais”, diz Tadeu Veneri.

Leia Também:  Projeto proíbe o Conanda de abordar temas relacionados a aborto

Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA