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MEC conclui seminários sobre acesso, permanência e êxito na EPT

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Teve início, nesta quarta-feira, 10 de novembro, no Campus Várzea Grande, do Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT), a etapa final do Ciclo de Seminários do projeto Acesso, Permanência e Êxito na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Instituto Federal Farroupilha. Essa etapa reúne representantes dos institutos federais do Centro-Oeste. Ao longo do segundo semestre, as discussões ocorreram em todas as regiões do país. 

O secretário substituto de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Sérgio Pedini, destacou que o enfrentamento à evasão é uma prioridade. “Somente em 2024, segundo o IBGE, o Brasil registrou 8,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos de idade que não completaram o ensino médio. Nós podemos mudar esses dados”, afirmou. Pedini elencou programas e ações do MEC, tais como o Pé-de-Meia, que apoia a permanência e a conclusão dos cursos pelos estudantes. 

O coordenador-geral de Projetos e Supervisão da Rede Federal, Pierry Teza, falou sobre a importância dos seminários para conhecer diagnósticos, compartilhar experiências e construir o Plano Nacional de Acesso, Permanência e Êxito na Rede Federal. “Esse documento vai ser a mais importante iniciativa do MEC em relação ao tema. Acreditamos que acesso sem permanência é oportunidade perdida, é apenas uma ilusão de inclusão”, afirmou Teza. 

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Representando os estudantes, Maria Izabel Almeida dos Santos, relembrou que sua relação com o IFMT começou ainda na infância, aos sete anos, quando participou de um projeto de extensão, experiência que despertou o sonho de estudar na instituição. “A permanência estudantil não é apenas sobre não desistir; é sobre encontrar condições reais de aprendizado, acolhimento e desenvolvimento”, destacou Maria, que faz o curso técnico em desenho de construção civil no Campus Várzea Grande. 

Participantes – Também integraram a mesa de abertura o reitor do IFMT, Júlio César dos Santos; a diretora-substituta do Campus Várzea Grande (IFMT), Mariane Batista; e a coordenadora do Projeto Acesso, Permanência e Êxito, Carla Jardim. O evento segue até quinta-feira, 11 de dezembro, com uma programação que envolve painéis, fóruns e palestras e conta com transmissão ao vivo pela WebTV IF Farroupilha. 

Histórico – O Projeto Acesso, Permanência e Êxito (Rede APE) surgiu com o objetivo de debater e implementar ações que garantam que os estudantes não apenas ingressem, mas também concluam seus estudos com sucesso, recebendo o apoio necessário em termos de infraestrutura, assistência estudantil e ações inclusivas. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec do IF Farroupilha e do IFMT 

Fonte: Ministério da Educação

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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