BRASIL
MEC inaugura três núcleos da Rieh no Ceará
BRASIL
O Ministério da Educação (MEC) inaugurou três núcleos de inovação da Rede de Inovação para Educação Híbrida (Rieh), no Ceará, na sexta-feira, 27 de fevereiro. As unidades buscam fortalecer a Política Nacional de Ensino Médio e a formação de professores para essa estratégia pedagógica, visando à qualidade do ensino. A iniciativa conta com a parceria do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (Nees), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que integra a Pnaem e o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens.
O evento foi realizado em formato híbrido, com transmissão pelo YouTube da Coordenadoria Estadual de Formação Docente e Educação a Distância (Coded/CED). A solenidade teve a participação de representantes do MEC, integrantes responsáveis pelo desenvolvimento das ferramentas digitais da Rieh e autoridades estaduais. Dos três núcleos da rede em operação no Ceará, dois estão instalados na Coded/CED, em Sobral, e o outro no Centro de Formação e Desenvolvimento para Profissionais da Educação (FormaCE), em Fortaleza.
De acordo com a coordenadora-geral de Ensino Médio do MEC, Valdirene Alves de Oliveira, a inovação moderniza normativos, criando identidades nos territórios e colaborando com a formação de professores a partir da utilização de material de ponta. “Quando investimos em tecnologia a serviço da educação, fazemos isso com um compromisso muito claro de garantir equidade, qualidade e protagonismo para estudantes e professores. Com respeito às diversas realidades, esses espaços se tornam ainda mais estratégicos porque viabilizam a produção local de conteúdos, respeitam os contextos culturais e fortalecem a autonomia pedagógica dos educadores”, afirma.
Rede – A Rieh é um projeto que visa aprimorar a educação por meio do uso de tecnologias e metodologias participativas e inovadoras, com foco nas ações pedagógicas para a formação dos estudantes e apoio aos professores. No total, o MEC disponibilizou 52 núcleos de inovação nas 24 unidades da Federação que aderiram à rede. Atualmente, 40 estão em pleno funcionamento nas cinco regiões brasileiras.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



