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Forças de Segurança participam do 3º Encontro Técnico Nacional da Renarc
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Brasília, 11/12/2025 – Autoridades de segurança pública de diferentes regiões do País se reuniram, nessa quarta-feira (10), no 3º Encontro Técnico Nacional da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento ao Narcotráfico (Renarc), promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A reunião teve como objetivo aprimorar o planejamento estratégico das ações voltadas ao enfrentamento do narcotráfico e das organizações criminosas.
Criada para fortalecer a investigação qualificada, a Renarc integra unidades da Polícia Judiciária Civil responsáveis pela repressão ao tráfico de drogas, considerado uma das principais fontes de financiamento de atividades ilícitas e um fator de instabilidade social. A coordenação da iniciativa é realizada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi/Senasp), que tem a missão de articular esforços entre os entes federativos, promover o intercâmbio de informações e ampliar a capacidade de resposta do Estado.
A Rede busca construir um sistema integrado de cooperação que agilize a coleta de provas, identifique lideranças criminosas, desmantele estruturas operacionais e financeiras vinculadas ao tráfico e amplie a recuperação de ativos ilícitos. O aprimoramento desses mecanismos de investigação e coordenação é considerado estratégico para elevar a eficiência das operações conduzidas pelas forças de segurança.
Durante a abertura do encontro, o diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), Rodney da Silva, destacou a relevância da atuação conjunta para enfrentar fenômenos criminosos que ultrapassam limites geográficos.
“No Brasil, o crime organizado não trabalha com fronteiras. Este encontro é para avaliarmos resultados e para que, de forma franca e aberta, possamos aprimorar as estratégias das operações das unidades especializadas, que são as forças de segurança”, afirmou.
O diretor também reforçou a importância do diálogo para o fortalecimento da Renarc e de sua capacidade de atuação.
“O principal objetivo da reunião é ouvir sugestões para que possamos melhorar a atuação da Rede. A missão é criar condições e fomentar a ação das forças de segurança. O trabalho consiste em integrar por meio de diálogo e iniciativas”, completou.
Ao longo do evento, foram apresentados dados consolidados das atividades desenvolvidas este ano, com destaque para a Operação Narke, conduzida em três edições ao longo do ano. A ação, estruturada a partir do compartilhamento de informações e de esforços coordenados entre unidades estaduais e o MJSP, demonstrou o potencial da atuação integrada no enfrentamento ao tráfico de drogas.
Resultados da Operação Narke em 2025
As ações coordenadas da Renarc no âmbito da Operação Narke registraram:
● 27,7 toneladas de drogas apreendidas
● 121 toneladas de drogas incineradas
● 280 veículos apreendidos
● 330 armas retiradas de circulação
● 478 mandados de busca e apreensão cumpridos
● 60.700 unidades de drogas sintéticas apreendidas
● 2.197 pessoas presas
● R$ 915.313.189 em prejuízo financeiro ao crime organizado
Os números refletem a consolidação de uma política pública baseada na integração, modernização investigativa e fortalecimento institucional. A expectativa da Senasp é ampliar, nos próximos ciclos, a capacidade de articulação entre as unidades especializadas e aumentar o impacto das ações sobre redes criminosas que atuam em escala interestadual.
A realização do 3º Encontro Técnico Nacional da Renarc reforça o compromisso do MJSP com o aperfeiçoamento contínuo das estratégias de enfrentamento ao narcotráfico, com foco na cooperação federativa, na inteligência policial e na execução de operações qualificadas que contribuam para a redução da criminalidade e o fortalecimento da segurança pública no País.
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Decreto cria o Sistema Nacional de Trilhas para fortalecer o ecoturismo, gerar emprego e promover o desenvolvimento regional
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, assinaram nesta quarta-feira (10) o decreto que institui o Sistema Nacional de Trilhas (Sintrilhas). A medida transforma a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas) em uma política pública permanente, fortalecendo o turismo de natureza como instrumento de geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.
O decreto foi assinado em meio a um conjunto de medidas para fortalecer a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável no Brasil, anunciadas durante cerimônia no Palácio do Planalto. As ações reforçam a conservação dos biomas e o enfrentamento à mudança do clima e seus impactos, ampliam o reconhecimento aos serviços ambientais prestados por pessoas que protegem a natureza e impulsionam investimentos para a promoção da transformação ecológica no país.
A instituição oficial do Sintrilhas consolida uma malha que já reúne 22 trilhas oficialmente reconhecidas, mais de 7 mil quilômetros sinalizados, presença em 18 estados, 184 municípios abrangidos e 347 unidades de conservação conectadas. Ao todo, o planejamento nacional projeta ultrapassar os 16 mil quilômetros de rotas, cobrindo todos os biomas terrestres brasileiros, além da zona costeira e marinha.
Coordenado pelo Ministério do Turismo, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o sistema busca estruturar as trilhas brasileiras, ampliar a segurança dos usuários e fortalecer o posicionamento do Brasil no mercado internacional de turismo de natureza.
Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de preservar as riquezas naturais brasileiras e ampliar o acesso da população às áreas protegidas.
“Temos a obrigação de preservar nossas riquezas naturais e fazer com que elas tenham utilidade para o povo brasileiro. Precisamos valorizar nossas áreas protegidas, atrair visitantes e mostrar ao mundo a riqueza que o Brasil possui”, afirmou o presidente.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a nova política fortalece o turismo de natureza e amplia as oportunidades para comunidades e empreendedores em todo o país.
“O Sintrilhas transforma uma iniciativa construída ao longo dos últimos anos em uma política pública permanente. Estamos fortalecendo um modelo de turismo que leva visitantes para novos destinos, gera emprego, distribui renda e cria oportunidades, principalmente, para quem vive da pousada familiar, do pequeno restaurante, do artesanato, da produção local e dos serviços turísticos”, destacou o ministro.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, ressaltou que conservação ambiental e desenvolvimento econômico caminham juntos e destacou o papel das trilhas na valorização dos territórios, na proteção da biodiversidade e na geração de oportunidades para as comunidades locais.
Oportunidades
Ao conectar paisagens naturais, áreas protegidas, comunidades e atrativos turísticos, as trilhas ajudam a movimentar economias locais e ampliar oportunidades para quem vive do turismo.
Na prática, o Sintrilhas cria condições para ampliar a circulação de visitantes, aumentar o tempo de permanência nos destinos e fortalecer atividades ligadas à hospedagem, alimentação, guiamento turístico, artesanato, produção local e turismo de base comunitária.
A política também contribui para levar visitantes a regiões que muitas vezes ficam fora dos grandes circuitos turísticos, ampliando a distribuição dos benefícios econômicos do setor por diferentes municípios brasileiros.
Estrutura permanente
Criada originalmente em 2018, a rede passa agora a contar com uma estrutura nacional permanente voltada ao planejamento, implantação, gestão, monitoramento e promoção das trilhas.
O decreto institui instrumentos para fortalecer a governança do setor, entre eles a Estratégia Nacional de Trilhas, o Cadastro Nacional de Trilhas e o Comitê Nacional de Trilhas. A medida também amplia a participação integrada de estados, municípios, comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil e iniciativa privada.
A Estratégia Nacional de Trilhas deverá ser elaborada em até 180 dias após a instalação de um comitê, que definirá as metas prioritárias para o desenvolvimento do segmento.
Medidas
Entre as medidas anunciadas nesta quarta estão a assinatura de seis decretos e a sanção de dois projetos de lei. Uma delas é a lei que institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga e cria o Programa Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga. A norma busca incentivar a recuperação de áreas degradadas do bioma, ampliar a produção sustentável de alimentos na região, garantir a segurança hídrica e estimular a bioeconomia e o manejo florestal sustentável.
Os anúncios contemplam ainda o decreto que regulamenta o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), definindo regras para repasses mais ágeis a estados e municípios no combate a incêndios florestais e no manejo populacional ético de cães e gatos.
Já os investimentos para estimular o desenvolvimento sustentável envolvem aportes de R$ 834 milhões do Fundo Clima e de pelo menos R$ 210 milhões do Fundo Amazônia, que teve oficializada a doação de R$ 270 milhões do Reino Unido. O programa ARPA Comunidades também recebeu doação de R$ 370 milhões para investimentos nas cadeias da sociobioeconomia junto às comunidades extrativistas.
Entre os anúncios, estão ainda a criação do Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru (RO) e a ampliação do Parque Nacional Serra das Confusões (PI). Lideradas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo ICMBio, as ações fortalecem a conectividade ecológica, a conservação de espécies ameaçadas e a valorização do patrimônio natural e cultural do país.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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