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Trigo deve seguir com preços pressionados no curto prazo, mas alguns fatores podem conter quedas mais fortes

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O mercado internacional de trigo segue enfrentando pressão sobre os preços no curto prazo, em meio a um cenário de ampla oferta global do cereal. De acordo com análises da TF Agroeconômica, o comportamento recente indica tendência lateral a levemente baixista nos próximos 30 dias, com possibilidade de repiques pontuais, refletindo a predominância dos fatores de oferta sobre a demanda.

Cotações seguem próximas das mínimas na Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato de trigo com vencimento em março de 2026 continua operando em torno das mínimas recentes, variando entre 529 e 534 centavos de dólar por bushel. O mercado mostra resistência em sustentar movimentos de recuperação mais consistentes, influenciado pelo fechamento fraco das últimas sessões e pela falta de direcionamento claro.

Oferta global elevada pressiona as cotações

Entre os principais fatores que mantêm os preços sob pressão estão as revisões positivas das safras em grandes países exportadores.

A produção da Argentina foi ajustada para 27,7 milhões de toneladas, um volume considerado recorde ou muito acima da média histórica. A esse cenário se somam as colheitas robustas da Austrália e da Rússia, ampliando a oferta internacional.

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Relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também apontam estoques globais elevados, reforçando o quadro de abundância. Além disso, a competitividade do trigo argentino tem pressionado os preços de exportação de outros fornecedores.

Produção brasileira reduz dependência de importações

No Brasil, a Conab revisou a estimativa de produção para 7,96 milhões de toneladas, o que deve reduzir a necessidade de importações. Esse fator contribui para aliviar os preços internos e, consequentemente, exercer pressão adicional sobre o mercado internacional.

Fatores que podem limitar novas quedas

Apesar do cenário predominantemente negativo, alguns elementos podem conter recuos mais acentuados nas cotações. As exportações dos Estados Unidos permanecem firmes, sinalizando uma demanda consistente.

Além disso, tensões geopolíticas na região do Mar Negro ainda representam um potencial de volatilidade pontual no mercado. Outro ponto observado é o dólar mais fraco frente ao euro, que oferece um suporte técnico moderado aos preços — embora insuficiente para alterar a tendência geral.

Perspectivas para os próximos dias

Com base nas condições atuais, a TF Agroeconômica projeta que as cotações do trigo devem oscilar entre 520 e 550 centavos de dólar por bushel. Movimentos mais expressivos dependerão de revisões nas estimativas de oferta, surpresas na demanda global ou de eventos climáticos e geopolíticos inesperados.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula recebe propostas da CNA para o Plano Safra 2026/2027

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, nesta terça-feira (28), de reunião na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília (DF), com o presidente da entidade, João Martins. Na ocasião, o ministro recebeu as dez propostas da Confederação para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027.

Durante o encontro, o ministro destacou a importância do diálogo permanente entre o governo federal e as entidades representativas do setor agropecuário. “Quero marcar minha passagem como um ministro que buscou compreender, dialogar e contribuir para o fortalecimento do setor. Essa é uma parceria permanente, orgânica e necessária, e me coloco à disposição para avançarmos juntos”, afirmou.

O presidente da Confederação, João Martins, ressaltou a relevância da atuação conjunta entre o setor produtivo e o governo federal. “A CNA e o Senar sempre estiveram abertos à parceria em benefício do produtor rural. Precisamos trabalhar em conjunto, propor soluções e buscar ações que realmente sejam impactantes. Este é um momento importante, de deixar uma marca”, disse.

Na ocasião, foram apresentadas as propostas da entidade para o Plano Safra 2026/2027. O documento foi elaborado com base em reuniões regionais realizadas com produtores, federações, associações e instituições financeiras nas cinco regiões do país. A edição adota formato plurianual, medida que busca ampliar a racionalidade, a previsibilidade e a capacidade de planejamento da política agrícola brasileira.

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Entre os pontos prioritários apresentados pela CNA estão a previsibilidade orçamentária, o planejamento plurianual, o fortalecimento da saúde financeira do produtor rural, o aprimoramento dos instrumentos de renegociação de dívidas, a ampliação do acesso ao crédito e o reforço de recursos para o seguro rural.

As propostas têm como objetivo contribuir para a sustentabilidade econômica do setor e para a manutenção do papel estratégico do Brasil como um dos principais produtores e fornecedores de alimentos do mundo.

Além disso, representantes e presidentes de federações de agricultura presentes à reunião apresentaram temas considerados prioritários para o setor, como securitização, fundo fitossanitário para a fruticultura, defesa agropecuária, sustentabilidade e sequestro de carbono, cadeia produtiva do arroz e o Programa de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes).

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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