MATO GROSSO
Ouvidoria-Geral do TCE-MT encerra ciclo de 2025 do projeto Articulação Propositiva
MATO GROSSO
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| 9ª edição do projeto “Articulação Propositiva – Visitas Técnicas”. Clique aqui para ampliar |
A Ouvidoria-Geral do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) realizou, nesta terça-feira (16), a 9ª edição do projeto “Articulação Propositiva – Visitas Técnicas”, iniciativa voltada ao fortalecimento e à qualificação das ouvidorias públicas no estado. A ação, que contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), marcou o encerramento das atividades do projeto em 2025.
“Quando o Poder Público responde às manifestações da população, a gestão se torna mais eficiente e mais próxima da realidade. Esse é um caminho fundamental para que o estado possa enfrentar seus desafios e é por isso que estamos orientando e construindo soluções junto aos municípios”, pontuou o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.
Na ocasião, o ouvidor-geral, conselheiro Antonio Joaquim, destacou que a ação é resultado de um trabalho contínuo desenvolvido há anos com o objetivo de consolidar o sistema de ouvidorias em Mato Grosso. “Esse é um processo de alguns anos de trabalho do Tribunal no sentido de consolidar o sistema de ouvidoria do estado. Nós começamos com a proposta de implantação do programa Ouvidoria para Todos, que inclusive passou a ser modelo para todo o Brasil”, afirmou.
Segundo o ouvidor-geral, o foco é estimular todas as instituições públicas a terem ouvidorias estruturadas, com servidores capacitados e funcionamento adequado. “A ouvidoria é democracia na veia, porque o cidadão não precisa de intermediário. Ele mesmo provoca a situação, denuncia e elogia. Mas para isso funcionar de verdade, precisa ser uma ouvidoria que opere de forma adequada”, completou.
Nesta edição, foram recebidos representantes de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Nobres, Planalto da Serra e Santa Rita do Trivellato, que participaram de um dia de capacitação com palestras, orientações técnicas e troca de experiências. Ao longo de 2025, o projeto reuniu mais de 100 participantes de 47 municípios mato-grossenses, ampliando o diálogo entre o Tribunal e as unidades gestoras por meio de suas ouvidorias.
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| A ação, que contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), marcou o encerramento das atividades do projeto em 2025. |
Para o secretário-executivo da Ouvidoria-Geral do TCE-MT, Américo Corrêa, o projeto apresentou uma evolução significativa desde a primeira edição. “Normalmente, o Tribunal vai ao município. Agora, estamos chamando as ouvidorias aqui e dando um tratamento diferenciado. Na primeira reunião, convidamos cinco municípios e tivemos ausências. Hoje, temos seis municípios e 12 ouvidorias, isso demonstra uma maturidade muito grande”, avaliou.
Representando a CGU, o superintendente Ricardo Plácido avaliou que o projeto demonstra uma evolução tanto no número de participantes quanto na profundidade dos conteúdos abordados. “No primeiro encontro, a participação foi mais tímida e, hoje, vemos que não há mais espaço na sala, de tantos participantes. Além disso, percebemos um aprofundamento dos conteúdos, como a discussão sobre relatórios de ouvidoria e os desafios para receber e devolver informações ao cidadão.”
Segundo Plácido, a iniciativa evidencia o valor da ouvidoria não apenas para o cidadão, mas também para a administração pública. “A parceria da CGU com o TCE-MT é ímpar. Essa iniciativa de aproximar e fortalecer as ouvidorias é algo único no Brasil e a CGU faz questão de estar junto”, ressaltou.
Na avaliação dos participantes, o projeto contribui diretamente para o fortalecimento do trabalho desenvolvido na ponta. A ouvidora-geral da Câmara Municipal de Cuiabá, Vanuza Galiciani, destacou a relevância da articulação promovida pelo Tribunal. “É um momento extremamente importante, principalmente para o fortalecimento e o aprimoramento das articulações com os munícipes. Nós, ouvidores, somos a ponte que recebe diretamente a demanda da população. Esse projeto nos dá mais segurança e nos encoraja a fazer um atendimento cada vez melhor.”
Além desta, a Ouvidoria-Geral do TCE-MT mantém outras iniciativas de capacitação continuada, como o “Tricotando sobre Ouvidoria”, ampliando o debate e o aperfeiçoamento das práticas em todo o estado, com foco no fortalecimento do controle social.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561
Fonte: TCE MT – MT
MATO GROSSO
MT avança em eficiência e produtividade mesmo com um dos maiores volumes de processos do país
Apesar da alta demanda processual registrada em Mato Grosso, a Justiça Estadual de Mato Grosso (TJMT) tem se destacado nacionalmente em indicadores de produtividade, celeridade e gestão processual. Segundo dados do relatório Justiça em Números 2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Judiciário mato-grossense registrou 165,7 casos novos por mil habitantes, índice superior à média nacional da Justiça Estadual, que é de 132,5 casos novos por mil habitantes.
Classificado pelo CNJ como um tribunal de médio porte, o indicador demonstra que Mato Grosso está entre os estados com maior judicialização do país. Contudo, mesmo com a alta demanda, o Poder Judiciário mato-grossense apresentou um avanço de 22 pontos percentuais no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus) da área judiciária, passando de 75% para 97%. O IPC-Jus é um dos principais indicadores do CNJ para medir a eficiência dos tribunais brasileiros.
“Mato Grosso possui uma das maiores demandas processuais do país quando analisamos o número de casos por habitante. Por isso, alcançar indicadores de produtividade e eficiência acima da média nacional demonstra a capacidade do Poder Judiciário mato-grossense de se organizar, inovar e responder com qualidade às necessidades da sociedade”, afirma o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.
O bom desempenho também pode ser verificado na taxa de congestionamento dos processos na fase de conhecimento. Conforme o relatório, o TJMT registrou índice de 53%, um dos menores do país e entre os melhores desempenhos da Justiça Estadual. “O que demonstra a capacidade do Judiciário mato-grossense de dar vazão ao acervo processual e reduzir o volume de processos pendentes nessa etapa da tramitação”, detalha o juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira.
O relatório também mostrou queda no estoque de execuções fiscais. Mato Grosso registrou redução de 26,8% no quantitativo de casos pendentes de execução fiscal em comparação com o ano anterior. Um desempenho superior à média da Justiça Estadual, que é de 25,2%.
Esse trabalho também teve reflexo na redução do tempo de tramitação dos processos. Segundo dados do relatório, o tempo de giro do acervo processual no primeiro grau passou de um ano e dois meses para um ano e um mês, uma redução de 7,1%. O que coloca Mato Grosso na terceira colocação entre os 27 tribunais do país e na segunda posição entre os tribunais estaduais de médio porte.
Mato Grosso ainda se destaca na arrecadação de custas judiciais. Conforme o relatório Justiça em Números 2026, o Estado ocupa a terceira posição entre os Tribunais de Justiça do país no indicador que relaciona os valores arrecadados ao número de processos sujeitos à cobrança de custas.
O TJMT registrou arrecadação média de R$ 3.548,12 por processo ingressado, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 4.386,38) e Rio de Janeiro (R$ 4.333,84). O resultado coloca o Estado acima da média da Justiça Estadual, que foi de R$ 2.861,96 por processo. “O que demonstra a efetividade na arrecadação dos valores legalmente devidos e contribuindo para a sustentabilidade das atividades do Poder Judiciário mato-grossense”, afirma o juiz auxiliar, Jorge Alexandre.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
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