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Brasil apresenta avanços na política migratória em fórum internacional da ONU na Suíça

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Genebra, 18/12/2025 – A Secretaria Nacional de Justiça (Senajus) e a Assessoria Especial de Assuntos Internacionais (Assint), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), representaram o Brasil no Global Refugee Forum Progress Review 2025, realizado de 15 a 17 de dezembro, em Genebra, na Suíça. O evento, promovido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), reuniu governos, organizações internacionais e representantes da sociedade civil para avaliar os avanços na implementação do Pacto Global sobre Refugiados.

Participação do MJSP

O diretor do Departamento de Migrações da Senajus, Victor Semple, marcou presença nos eventos paralelos sobre Participação Social relevante e Implementação do Pacto Global sobre Refugiados na América Latina e no Caribe.

No painel dedicado à implementação do Pacto Global, Semple destacou os compromissos assumidos pelo governo brasileiro no âmbito do Mercosul, anunciados durante o Fórum Global sobre Refugiados. Ele ressaltou a importância da cooperação, do fortalecimento institucional e da responsabilidade compartilhada como elementos centrais para uma resposta eficaz ao deslocamento forçado na região.

“Temos demonstrado que respostas eficazes ao deslocamento forçado dependem da colaboração regional e global e de um compromisso conjunto com os direitos humanos e com a divisão de responsabilidades”, afirmou Victor Semple.

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Na ocasião, ele também apresentou iniciativas do Brasil durante a Presidência Pro Tempore do Mercosul em 2025, com ênfase em medidas voltadas ao fortalecimento dos sistemas de refúgio dos Estados-membros e associados, incluindo capacitação técnica sobre procedimentos de reconhecimento da condição de refugiado.

Em outro painel do Fórum, dedicado à participação social na elaboração de políticas migratórias, Semple falou sobre a centralidade da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA) como instrumento estruturante e como novo marco da governança migratória brasileira.

O diretor destacou a 2ª Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (Comigrar) como etapa fundamental do processo, por mobilizar todas as regiões do País e assegurar o envolvimento direto de migrantes, refugiados, pessoas apátridas, representantes da sociedade civil e do poder público.

“As contribuições aprovadas na conferência são a base do Primeiro Plano Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia, atualmente em desenvolvimento, e reforçam o compromisso do Brasil com uma política migratória pautada em direitos humanos, inclusão e participação contínua”, enfatizou Semple. Segundo ele, as decisões sobre a PNMRA devem sempre considerar o envolvimento ativo dos próprios migrantes, refugiados e apátridas.

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Programa Brasileiro de Patrocínio Comunitário

Como parte dos compromissos assumidos pelo Brasil no Fórum Global, o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do MJSP, João Ernesto Christófolo, participou do Senior Officials Meeting, no âmbito da Resettlement Diplomacy Network. Durante o encontro, ele apresentou o Programa Brasileiro de Patrocínio Comunitário, iniciativa que amplia as vias complementares de acolhimento, por meio do engajamento da sociedade civil organizada.

O programa reforça a tradição humanitária do Brasil na proteção de pessoas em situação de deslocamento forçado.

Avaliação periódica dos avanços

Realizado a cada dois anos, o Progress Review tem como objetivo acompanhar os compromissos assumidos nas edições anteriores do Fórum Global sobre Refugiados e orientar a construção da agenda do próximo encontro, previsto para 2027.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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