MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre mandado de prisão por roubo contra casal de idosos em Cuiabá
MATO GROSSO
A Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva, bem como de busca e apreensão, em desfavor de um suspeito investigado por crime de roubo majorado, praticado mediante o uso de arma de fogo, concurso de pessoas e restrição de liberdade das vítimas. A ação foi realizada nesta segunda-feira (22.12), por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf).
De acordo com as investigações, o crime ocorreu na madrugada do dia 15 de novembro de 2025, em uma residência localizada no bairro Santa Cruz, na Capital. Na ocasião, dois suspeitos armados invadiram o imóvel e renderam as vítimas, um casal de idosos.
Durante a ação criminosa, as vítimas foram amarradas, submetidas a agressões físicas, ameaças de morte e atos de extrema violência. Os autores exigiam dinheiro, joias, ouro e armas, e chegaram a tentar mutilar uma das vítimas.
Os criminosos subtraíram diversos bens do local, incluindo documentos pessoais, cartões bancários, joias, objetos pessoais e um veículo que, posteriormente, foi abandonado em outro bairro da cidade. Os autores também levaram o sistema de armazenamento das imagens de segurança da residência, com o objetivo de dificultar a identificação.
Com base nas provas colhidas durante a investigação, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva de um dos suspeitos, a qual foi cumprida nesta segunda-feira (22.12), pela equipe da Derf/Cuiabá.
O investigado foi encaminhado às autoridades competentes e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil segue com as investigações, com objetivo de identificar, localizar e responsabilizar os demais envolvidos no crime.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Nova edição do “Explicando Direito” aborda critérios científicos para análise da palavra da vítima
A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) lançou uma nova edição do programa Explicando Direito, abordando um tema central para a rotina dos magistrados que atuam no âmbito criminal: a análise da palavra da vítima e da prova testemunhal a partir de critérios técnico-científicos.
Apresentado pelo juiz coordenador das atividades pedagógicas da Esmagis-MT, Antônio Veloso Peleja Júnior, o episódio conta com a participação do juiz Tiago Gagliano Pinto Alberto, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), reconhecido pela sua atuação acadêmica e científica nas áreas de Direito, Psicologia do Testemunho e Neurociência.
Durante a entrevista, Gagliano explica como a Psicologia Cognitiva pode contribuir para a construção de critérios objetivos na análise da credibilidade dos depoimentos. Segundo ele, a forma como a memória é construída e expressa permite identificar elementos técnicos na narrativa.
“Nós temos um marcador mnemônico, marcador da memória, que se transforma em um marcador de narrativa. Se nós, da estrutura decisória, pudermos identificar os marcadores de narrativa de determinadas situações, nós podemos analisar, por consequência, a credibilidade do relato”.
O magistrado também chama a atenção para um dos principais equívocos na prática jurídica: a confusão entre confiança e credibilidade. Para ele, são conceitos distintos e frequentemente indevidamente misturados. Segundo ele, essa confusão pode levar a decisões baseadas em premissas equivocadas e gerar falsos positivos na análise da prova.
Outro ponto relevante do episódio é a discussão sobre a natureza da memória humana. Gagliano enfatiza que ela não é estática, mas sim constantemente reconstruída, o que exige cautela na interpretação de depoimentos. Ele destaca ainda que fatores emocionais podem afetar significativamente a recordação de fatos, especialmente em situações traumáticas, mencionando casos em que vítimas não conseguem lembrar detalhes básicos. “O bloqueio de memória faz com que a vítima não consiga lembrar determinadas situações”, salienta.
Ao tratar dos instrumentos técnicos disponíveis, o entrevistado destaca as ferramentas de análise da credibilidade do testemunho baseadas no conteúdo verbal, como o protocolo SVA e a análise CBCA. Ele também ressalta o potencial uso da Inteligência Artificial como apoio para cruzar esses critérios técnicos com os depoimentos, sempre com a necessária avaliação crítica por parte do julgador.
Gagliano enfatiza a importância de decisões fundamentadas em critérios científicos, e não apenas em presunções. “Você decide não mais baseado em presunções, mas sim quanto à presença ou ausência de determinados marcadores”, o que, segundo ele, contribui para maior segurança e qualidade na prestação jurisdicional.
Clique neste link para assistir a entrevista completa no YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=R5vpD2CtzyE
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
Autor: Lígia Saito
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT
Email: [email protected]
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