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Regras ambientais entram de vez na conta do agronegócio em 2026

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Depois de um 2025 marcado pela centralidade do Brasil no debate climático global, o agronegócio entra em 2026 diante de um ambiente regulatório mais exigente e, ao mesmo tempo, cheio de condicionantes econômicos. As discussões realizadas ao longo do último ano — com destaque para a conferência climática das Nações Unidas sediada no País — deixaram de ser apenas compromissos diplomáticos e passaram a influenciar diretamente o acesso ao crédito rural, ao seguro agrícola, aos mercados internacionais e às políticas públicas voltadas ao campo.

Na prática, a agenda ambiental deixa de ser um tema periférico e passa a integrar o cálculo econômico da produção agropecuária. Instituições financeiras, programas oficiais de financiamento e compradores internacionais caminham para exigir, de forma cada vez mais objetiva, comprovação de regularidade ambiental, rastreabilidade e adoção de práticas produtivas alinhadas à redução de emissões e ao uso eficiente da terra.

Um dos efeitos mais imediatos desse movimento é a tendência de diferenciação no custo do crédito. Linhas de financiamento que incorporam critérios ambientais já começaram a oferecer condições mais favoráveis para produtores que investem em tecnologias de baixo impacto, recuperação de áreas degradadas e manejo sustentável. Em um cenário de juros elevados, essa diferença pode se tornar decisiva na viabilidade econômica das propriedades, especialmente nas atividades mais intensivas em capital.

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Ao mesmo tempo, a questão do desmatamento passa a ter impacto direto dentro das fronteiras do País. A comprovação de que a produção não está associada à supressão irregular de vegetação deixa de ser apenas uma exigência externa e passa a influenciar a relação do produtor com bancos, seguradoras e órgãos de fiscalização. A regularização ambiental, especialmente por meio do Cadastro Ambiental Rural e da implementação efetiva do Código Florestal, ganha peso como instrumento não apenas de conformidade legal, mas também de acesso a políticas públicas e a novos mecanismos de remuneração.

No mercado internacional, o ambiente segue desafiador. Mesmo com ajustes e adiamentos em algumas normas estrangeiras, cresce o uso de critérios ambientais como argumento para restrições comerciais. A incapacidade de diferenciar, com dados claros, o desmatamento legal do ilegal tende a ampliar a vulnerabilidade do Brasil a esse tipo de pressão, afetando cadeias exportadoras estratégicas do agronegócio.

Outro vetor que entra definitivamente no radar do setor é o mercado de carbono. A criação do sistema brasileiro de comércio de emissões abre oportunidades, mas também exige cautela. A expectativa é de avanço na regulamentação ao longo de 2026, definindo quem poderá gerar créditos, em que condições e com quais garantias. No campo, a mensagem é clara: o carbono não deve ser visto como uma “nova safra”, mas como parte de uma estratégia mais ampla de gestão da propriedade, integrada à produção e à conservação.

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Além disso, normas infralegais — como resoluções e instruções de órgãos ambientais — tendem a ganhar relevância prática, muitas vezes com impacto direto sobre licenciamento, uso da terra e manejo de áreas produtivas. Mesmo sem passar pelo Congresso, essas regras influenciam decisões no dia a dia do produtor e exigem acompanhamento atento.

Com 2026 apenas começando, o cenário que se desenha é de um agronegócio cada vez mais pressionado a demonstrar eficiência produtiva aliada à conformidade ambiental. O desafio não está apenas em produzir mais, mas em provar, com dados e registros, como essa produção acontece. Ao mesmo tempo, abre-se espaço para políticas que combinem exigências ambientais com incentivos econômicos, desde que o setor consiga se posicionar de forma organizada e estratégica diante dessa nova realidade.

Fonte: Pensar Agro

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MPA participa da Fishing Show Brazil 2026

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste mês, da Fishing Show Brazil 2026, considerada o principal ponto de encontro da pesca esportiva da América Latina. Representando o Ministério, o Secretário Carlos Mello e a Coordenadora-Geral Lariessa Soares acompanharam a programação do evento, realizado em São Paulo, fortalecendo o diálogo com representantes do setor produtivo, empresas, entidades e praticantes da pesca esportiva.

A Fishing Show Brazil reuniu os principais atores da cadeia produtiva da pesca esportiva, da náutica, do turismo e das atividades outdoor, consolidando-se como um espaço estratégico para a troca de experiências, apresentação de inovações e discussão de oportunidades para o desenvolvimento sustentável do segmento. Para o secretário Carlos Mello, “a participação do Ministério em eventos estratégicos como a Fishing Show é fundamental para aproximar o poder público das demandas do setor e construir soluções conjuntas para seu crescimento sustentável”.

Em 2026, o evento recebeu mais de 15 mil visitantes, contou com mais de 190 marcas expositoras e promoveu uma ampla programação voltada à geração de negócios, capacitação e fortalecimento do mercado. Durante a feira, os representantes do MPA realizaram interlocuções com empresários, fabricantes, operadores de turismo, associações e lideranças do setor, destacando as iniciativas do Governo Federal voltadas ao fortalecimento da pesca esportiva e do turismo de pesca como importantes vetores de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização dos recursos naturais.

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A participação do MPA no evento reafirma o compromisso do Ministério com o fortalecimento da pesca esportiva e recreativa no Brasil, incentivando a construção de políticas públicas que contribuam para o desenvolvimento do setor, a conservação dos recursos pesqueiros e a ampliação das oportunidades econômicas para os municípios brasileiros.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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