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Rede Nacional de Cidades Acolhedoras capacita mais de 270 servidores e reforça políticas migratórias nos municípios em 2025

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Brasília, 06/01/2026 – A Rede Nacional de Cidades Acolhedoras (RNCA) retomou, em 2025, suas atividades com foco no fortalecimento da capacidade institucional dos municípios brasileiros para o acolhimento e a integração de pessoas migrantes, refugiadas e apátridas. Ao longo do ano, mais de 270 gestores públicos, técnicos municipais e representantes da sociedade civil participaram de oficinas e webinários promovidos pela Rede, o que a consolida como espaço estratégico de formação, articulação e troca de experiências entre governos locais.

Instituída em 2023, por meio da Portaria Senajus/MJSP nº 84, a RNCA tem como objetivo apoiar os municípios no desenvolvimento e na institucionalização de políticas públicas voltadas à população migrante, refugiada e apátrida, além de incentivar ações intermunicipais e a cooperação federativa.

Após uma pausa em 2024, em razão dos preparativos para a 2ª Conferência Nacional de Migrações e Refúgio (Comigrar), a Rede retomou suas ações em 2025, sob a coordenação da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), por meio da Coordenação-Geral de Política Migratória (CGPMIG) e do Departamento de Migrações (Demig).

Formação e articulação em rede

O principal eixo de atuação da RNCA em 2025 foi a capacitação de gestores e equipes técnicas municipais. Em parceria com instituições nacionais e internacionais, a Rede promoveu um ciclo de oficinas temáticas e webinários formativos, que abordaram desde os fundamentos das políticas migratórias até temas específicos, como proteção de crianças migrantes, primeira infância, articulação federativa, captação de recursos e integração por meio da educação e da arte.

As atividades reuniram participantes de dezenas de municípios, em encontros virtuais e presenciais, o que ampliou o diálogo entre diferentes atores e fortaleceu a governança colaborativa sobre migrações, refúgio e apatridia. Somente em 2025, foram realizadas oito ações formativas, que alcançaram mais de 270 participantes, reforçando o papel da Rede como espaço permanente de qualificação das políticas locais.

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Parcerias estratégicas

A atuação da RNCA contou com o apoio de uma ampla rede de parceiros, incluindo organismos internacionais, ministérios, universidades, fundações e organizações da sociedade civil. Instituições como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a Universidade de Brasília (UnB), além de redes internacionais como a Associação de Cidades e Territórios de Acolhida da França (Anvita) e Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU), contribuíram diretamente para a realização das capacitações e para o intercâmbio de boas práticas.

Essas parcerias garantiram diversidade de perspectivas e aprofundamento técnico, o que ampliou a capacidade dos municípios de responder aos desafios relacionados à acolhida e à integração da população migrante.

Municípios protagonistas

Atualmente, a Rede Nacional de Cidades Acolhedoras conta com 23 municípios participantes, distribuídos por diferentes regiões do País:

  • Bahia (BA): Itabuna, Lauro de Freitas, Una;
  • Distrito Federal (DF): Brasília;
  • Mato Grosso do Sul (MS): Corumbá;
  • Minas Gerais (MG): Juiz de Fora;
  • Pará (PA): Marabá;
  • Paraná (PR): Curitiba, Foz do Iguaçu, Maringá;
  • Pernambuco (PE): Recife;
  • Rio de Janeiro (RJ): Nova Iguaçu;
  • Rio Grande do Sul (RS): Canoas, Caxias do Sul, Esteio, Porto Alegre, São Leopoldo;
  • Roraima (RR): Pacaraima;
  • Santa Catarina (SC): Itajaí;
  • São Paulo (SP): Amparo, Araraquara, Guarulhos.
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São cidades que atuam na linha de frente do acolhimento e que encontram, na RNCA, um espaço para compartilhar experiências, identificar desafios comuns e construir soluções conjuntas.

Em levantamento realizado em 2025 junto aos municípios da Rede, foram identificados avanços, como a capacitação de servidores, a produção de materiais informativos multilíngues, a criação de abrigos e casas de passagem e o fortalecimento de parcerias locais.

Os municípios interessados em integrar a Rede devem enviar o Termo de Adesão assinado para o e-mail: [email protected]

Integração com a Política Nacional de Migrações

A atuação da RNCA está alinhada à Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA), instituída em outubro de 2025, que reconhece o papel central dos municípios na implementação das políticas migratórias. Ao fortalecer capacidades locais e promover a articulação em rede, a RNCA contribui diretamente para a consolidação de uma governança migratória integrada, baseada em direitos humanos e na cooperação entre os diferentes níveis de governo.

No ano passado, as ações da Rede demonstraram que investir na formação de gestores e técnicos municipais é fundamental para qualificar o atendimento, ampliar o acesso a direitos e promover a integração social e econômica de pessoas migrantes, refugiadas e apátridas. A RNCA segue como instrumento estratégico para apoiar os municípios e fortalecer as políticas migratórias no território.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

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Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

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Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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