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Mercado de Trigo 2026: Preços Devem Manter Tendência Lateral com Pressão em Chicago

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O setor de trigo inicia o ano de 2026 enfrentando um cenário de estabilização nos preços internacionais e desafios logísticos e qualitativos no Brasil. Segundo análises da consultoria TF Agroeconômica, o mercado global, balizado pela Bolsa de Chicago (CBOT), ainda não apresenta sinais de reversão para a tendência de baixa que se consolidou desde o ano passado.

Tendências na Bolsa de Chicago (CBOT): Suportes e Resistências

O contrato SRW para dezembro de 2026 mantém uma estrutura técnica de baixa. O mercado observou uma desvalorização acentuada, saindo do patamar de 690 centavos de dólar por bushel para a faixa atual de 560 a 565 centavos.

  • Ponto de Suporte: O nível entre 550 e 555 centavos é considerado o principal suporte psicológico. Caso essa barreira seja rompida, o preço pode recuar até os 520 centavos.
  • Barreiras de Resistência: No curto prazo, as resistências estão fixadas entre 585 e 590 centavos. Em casos de correções mais fortes, o teto pode chegar a 620 centavos.

O aumento no volume de vendas recente indica que os fundos de investimento continuam apostando na queda, refletindo um conforto global em relação à oferta do grão.

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O Cenário no Rio Grande do Sul: Desafio é Qualidade, não Volume

No cenário doméstico, o Rio Grande do Sul apresenta um equilíbrio ajustado entre oferta e demanda. Com uma disponibilidade estimada em 4,05 milhões de toneladas e um consumo projetado de 3,9 milhões, o estoque final deve girar em torno de 150 mil toneladas.

A grande questão para o produtor gaúcho em 2026 é a qualidade industrial. Grande parte da safra está sendo destinada à produção de ração e biscoitos, o que obriga a indústria a buscar blends (misturas) para panificação, mantendo o mercado dependente de lotes com melhores especificações técnicas.

Paraná e a Dependência de Importações

Diferente do vizinho do sul, o Paraná enfrenta um mercado estruturalmente apertado. A capacidade de moagem das indústrias paranaenses supera a produção estadual, o que sustenta preços mais elevados.

  • Diferencial de Preço: O trigo paranaense deve manter um prêmio superior a R$ 200 por tonelada em relação ao trigo gaúcho e argentino.
  • Fator Mercosul: A instabilidade na qualidade do trigo da Argentina e as variações no fluxo de exportações do bloco reforçam o descolamento dos preços paranaenses em relação às cotações internacionais da CBOT.
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Perspectivas Macroeconômicas e Projeções para 2026

A demanda interna brasileira deve ser favorecida por estímulos ao consumo e à renda. No entanto, o bom nível de abastecimento dos moinhos e a disputa por margens de lucro devem conter altas agressivas nos preços finais.

O mercado deve ser marcado por “ralis” técnicos (altas momentâneas), mas com uma volatilidade muito menor do que a registrada em anos anteriores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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