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Senadores celebram prêmios do cinema brasileiro no Globo de Ouro

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O cinema brasileiro conquistou destaque internacional no Globo de Ouro 2026 com o filme O Agente Secreto. Dirigida por Kleber Mendonça Filho, a obra foi premiada na noite de domingo (11) como melhor filme em língua não inglesa e garantiu ainda o reconhecimento de Wagner Moura, vencedor do prêmio de melhor ator em filme de drama. 

A conquista repercutiu entre os senadores, que celebraram o alcance global da produção nacional e o simbolismo do prêmio para a cultura brasileira. A senadora Teresa Leitão (PT-PE), presidente da Comissão de Educação e Cultura (CE), destacou o significado da premiação para o país e, em especial, para Pernambuco. 

— Para todo o Brasil, e especialmente para nós de Pernambuco, a premiação do Globo de Ouro foi muito significativa e muito emocionante — disse a senadora à Rádio Senado. 

Para ela, o reconhecimento internacional comprova a força do cinema nacional. 

— Premiar o diretor Kleber Mendonça e o ator Wagner Moura é um sinal da vitalidade do audiovisual brasileiro — avaliou. 

Teresa Leitão também associou o cinema à preservação da memória histórica, ao lembrar que tanto o filme premiado do ano passado no Globo de Ouro (Ainda Estou Aqui, de Walter Salles) quanto o eleito deste ano, O Agente Secreto, “relatam fatos da nossa história que não podem ser esquecidos”. 

Outros senadores também celebraram o prêmio por meio de postagens em redes sociais.

Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, exaltou a trajetória do ator baiano. “O baiano tem o molho e também o Globo de Ouro! Parabéns, Wagner Moura, pelo prêmio de melhor ator no @goldenglobes. O menino que saiu da Bahia ganhou o mundo! Você é orgulho pro #Brasil!”, comemorou. 

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) destacou o reconhecimento do filme e seu papel como registro histórico. “O reconhecimento do filme O Agente Secreto é motivo de orgulho para todo o Brasil! Essa vitória mostra a força do cinema como instrumento de memória. Relembrar o que vivemos na ditadura militar é essencial para proteger a democracia e garantir que a história não se repita”, ressaltou. 

O senador Humberto Costa (PT-PE) celebrou a conquista nas duas categorias. “Que espetáculo, Brasil. Parabéns a O Agente Secreto, a Kleber Mendonça Filho, a Wagner Moura pela histórica vitória em duas categorias do Globo de Ouro. Viva o cinema nacional!”, comemorou. 

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Para o senador Rogério Carvalho (PT-SE), a premiação representa o papel transformador da cultura. “Wagner Moura, no Globo de Ouro, é vitória da cultura brasileira e do cinema que pensa, questiona e transforma. Arte não é luxo, é identidade, crítica social e voz do povo. O Brasil mostra ao mundo que cultura forte também é projeto de país”, declarou. 

O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) ressaltou o reconhecimento internacional. “Wagner Moura conquista o Globo de Ouro como melhor ator por O Agente Secreto, também premiado, marcando um feito para o cinema brasileiro no cenário global. É o reconhecimento de um trabalho de alto nível e mais um motivo de orgulho para o cinema brasileiro no exterior”, escreveu. 

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) também comemorou. “A vitória de Wagner Moura e do filme O Agente Secreto no Globo de Ouro é motivo de orgulho para o Brasil. Reconhecimento que valoriza nossa arte, nossa cultura e a força do cinema brasileiro no mundo. Parabéns a toda a equipe!”, pontuou. 

O senador Paulo Paim (PT-RS) associou a conquista à defesa de valores democráticos e dos direitos humanos. “Viva o cinema brasileiro! A arte como resistência da memória e da verdade. Arte que também mostra que a vida é a razão maior da existência e que, sim, é preciso respeitar os direitos humanos. Para que nunca mais ocorram tempos sombrios em nosso país. Parabéns ao diretor Kleber Mendonça Filho, ao ator Wagner Moura e a toda a equipe do filme”, destacou. 

Já o senador Angelo Coronel (PSD-BA) enfatizou o orgulho baiano. “O prêmio de melhor ator de drama no @goldenglobes para o baiano Wagner Moura é mais uma confirmação de que o cinema brasileiro merece cada vez mais respeito. E a #Bahia? A Bahia é puro orgulho! Deus me livre de não ser baiano!”, brincou. 

A senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) celebrou as duas conquistas. “Sensacional! O Agente Secreto ganhou o Globo de Ouro como melhor filme de língua não inglesa, e Wagner Moura como melhor ator em filme de drama. Viva o cinema brasileiro! Viva o Brasil!”, comentou. 

A senadora Leila Barros (PDT-DF) destacou o impacto cultural da vitória. “O cinema brasileiro brilhou no Globo de Ouro. Wagner Moura venceu como melhor ator de drama por O Agente Secreto e mostrou ao mundo a força da nossa cultura. Viva o cinema nacional. Viva o Brasil que emociona e inspira”, afirmou. 

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O senador Weverton (PDT-MA) ressaltou o protagonismo nordestino. “Parabéns, Wagner Moura, pelo Globo de Ouro de melhor ator! Um orgulho imenso ver um ator nordestino ganhando o mundo com uma atuação tão forte em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, filme que também levou o Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa. O cinema brasileiro vive uma fase incrível, mostrando nosso talento, nossa cultura e nossas histórias para o mundo. Orgulho do Brasil!”, resumiu. 

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) também celebrou as trajetórias do ator e do diretor. “De Salvador para o mundo, Wagner Moura acaba de levar o Globo de Ouro de melhor ator em drama! Parabéns, Wagner, por representar o Brasil com tanta verdade. E parabéns também ao diretor Kleber Mendonca Filho, por conduzir essa história com sensibilidade, força e visão. Quando talento encontra direção, o resultado atravessa fronteiras. Nosso baiano tem o molho, tem história e agora tem Globo de Ouro! Que orgulho ver o cinema brasileiro brilhando assim”, enfatizou. 

Por sua vez, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) classificou a vitória como histórica e destacou o reconhecimento a Wagner Moura. “Uma atuação poderosa, que nos enche de orgulho. Parabéns!”, citou. 

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, também ressaltou o caráter histórico da conquista. “Histórico! O cinema brasileiro mostrando mais uma vez a sua força. Vamos comemorar de pé, porque O Agente Secreto venceu o Globo de Ouro de melhor filme de língua não inglesa. É motivo de orgulho. Estamos vendo nossa cultura, nossa criatividade e nossas histórias ganhando o mundo”, relatou. 

O filme O Agente Secreto conta a história de um professor universitário perseguido durante a ditadura militar brasileira, em 1977. Ameaçado de morte, o personagem vivido por Wagner Moura busca refúgio no Recife, onde reencontra o filho e tenta fugir dos perseguidores.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão do Código Civil encerra debates com foco em propriedade e contratos

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Comissão Temporária para Reforma do Código Civil (CTCivil) realizou nesta quinta-feira (14) a 18ª e última audiência pública, dedicada aos temas de direito das coisas e direito empresarial. Desde setembro de 2025 o grupo tem se reunido para analisar o Projeto de Lei (PL) 4/2025, de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que visa modernizar o Código Civil de 2002. 

Ao abrir a reunião, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que presidiu a comissão, afirmou que os debates das últimas semanas consolidaram consensos sobre pontos sensíveis da proposta, especialmente em relação à segurança jurídica, ao crédito e à preservação da autonomia do direito empresarial.  

— A nossa responsabilidade aqui como Parlamento não é proteger nenhuma redação, seja nova, seja antiga. Não pretendemos tampouco fazer o novo Código Civil, mas sim entregar ao Brasil uma atualização adequada, com responsabilidade e segurança jurídica — declarou.  

Entre os temas destacados pela senadora estiveram a preocupação com mudanças na desapropriação judicial privada por posse e trabalho e os possíveis impactos sobre a ocupação de terras e o pagamento de indenizações. Ela também ressaltou a importância da propriedade fiduciária para o crédito no país e defendeu cautela em alterações que possam fragilizar o instituto. 

Segundo a parlamentar, houve ainda apoio às atualizações sobre posse, condomínio edilício e hospedagem atípica, embora pontos como a boa-fé do possuidor e os efeitos processuais da posse ainda permaneçam em debate.  

Segurança jurídica e contratos 

Os debatedores concentraram parte das manifestações na necessidade de preservar previsibilidade jurídica e segurança para investimentos. 

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Representante da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Soraya Albernaz Alves Figlioli alertou para os efeitos de mudanças na regulamentação dos fundos de investimento e da alienação fiduciária. 

— Uma eventual percepção de que você não consegue ter acesso à garantia impacta diretamente no crédito. A previsibilidade dessas operações e dessas relações jurídicas é extremamente relevante — ponderou.  

O professor Rodrigo Xavier Leonardo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), defendeu maior objetividade na função social do contrato para evitar insegurança jurídica. 

— A liberdade de contratar tem que ser exercida nos limites do ordenamento jurídico, independentemente de um critério subjetivo de função social — disse.  

Também houve críticas à ampliação de cláusulas abertas no texto. O advogado Pedro Zanette Alfonsin, conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), afirmou que o direito de propriedade deve permanecer como núcleo de estabilidade e demonstrou preocupação com regras para empresas estrangeiras. 

— Nós devemos dizer muito obrigado para esse dinheiro novo que vem à nação — falou, ao defender menos barreiras para investimentos estrangeiros no país.  

Propriedade, posse e população vulnerável 

As discussões sobre posse e propriedade também mobilizaram os participantes. O professor Luciano de Souza Godoy, da Fundação Getulio Vargas (FGV) Direito São Paulo, avaliou que mudanças no direito das coisas exigem cautela por afetarem patrimônio e investimentos. 

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— O Código Civil é um núcleo de estabilidade e deve ser mudado com muito cuidado — enfatizou.  

Já a defensora pública-geral de São Paulo, Luciana Jordão, defendeu que a reforma considere os impactos sobre famílias vulneráveis e ocupações urbanas. 

— Uma norma pode ser tecnicamente correta, mas produzir efeitos negativos na prática se não considerar a realidade — afirmou.  

Também participaram da audiência o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e relator parcial do livro de direito das coisas do anteprojeto, Marco Aurélio Bezerra de Melo; a professora titular de direito comercial da Universidade de São Paulo e relatora parcial do livro de direito empresarial do anteprojeto, Paula Andrea Forgioni; a relatora-geral da comissão de juristas criada pelo Senado para atualização do Código Civil, Rosa Maria de Andrade Nery; o relator-geral da comissão de juristas, Flávio Tartuce; o advogado Leonardo Corrêa; o advogado Mario Luiz Delgado; e o especialista em direito empresarial Gustavo Moraes Stolagli, representante do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa.

No encerramento da reunião, os debatedores apontaram a necessidade de equilíbrio entre atualização legislativa, proteção à propriedade, preservação do ambiente de negócios e atenção às demandas sociais. Com a audiência desta quinta-feira, a comissão concluiu o ciclo de debates públicos sobre a proposta de reforma do Código Civil. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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