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Ciência em ação pelo clima: ações do MCTI têm foco em sustentabilidade e bioeconomia

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A ciência ocupou lugar de destaque na agenda ambiental do Brasil em 2025. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) atuou ao longo do ano para o fortalecimento da pesquisa, dos dados e da inovação como pilares das políticas públicas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas, à bioeconomia e à proteção dos biomas. 

Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), a Casa da Ciência, instalada no Museu Paraense Emílio Goeldi, aproximou produção científica, saberes locais e a sociedade. O espaço reuniu pesquisadores, gestores, estudantes e o público em torno de soluções baseadas em evidências, reforçando o papel da ciência como instrumento de desenvolvimento sustentável e justiça climática. 

Para a ministra Luciana Santos, o avanço passa necessariamente pelo fortalecimento da ciência. “Não há política climática eficaz sem ciência. Em 2025, o MCTI recolocou o conhecimento, os dados e a inovação no centro das decisões para enfrentar a crise climática, proteger nossos biomas e promover um desenvolvimento sustentável e soberano”, destacou.  

DataClima+: transparência e dados para política climática 

Um dos principais anúncios do MCTI na COP30 foi o lançamento do DataClima+, novo Sistema Nacional de Transparência Climática do Brasil. A plataforma integra dados e informações sobre mitigação, adaptação e financiamento climático, atendendo às diretrizes da Estrutura de Transparência Aprimorada do Acordo de Paris. 

O sistema conta com uma infraestrutura tecnológica escalável, capaz de integrar bases de dados já existentes — como Sirene, AdaptaBrasil e Sinapse — e de ampliar a capacidade analítica do Estado, inclusive com o uso de inteligência artificial. O objetivo é fortalecer o planejamento, o monitoramento e a avaliação das ações climáticas do País.  

Editais que transformam pesquisa em desenvolvimento 

Durante a conferência, o MCTI lançou três editais de investimentos para empresas e instituições de pesquisas em sustentabilidade, bioeconomia e valorização do conhecimento científico. A iniciativa reforça o compromisso de transformar ciência e tecnologia em motores de desenvolvimento, especialmente para a Amazônia e áreas de alta relevância socioambiental. Conheça os editais: 

• O Pró-Amazônia 2025 vai investir R$ 150 milhões em institutos de ciência e tecnologia (ICTs) da Amazônia Legal para financiar projetos em biotecnologia, biodiversidade, energias renováveis, recursos hídricos, urbanismo sustentável, saúde, TICs, inteligência artificial e conectividade. O edital cobre equipamentos, serviços, bolsas e a formação de redes de pesquisa com até três ICTs, inclusive uma de fora da região. 

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• O Edital Recuperação e Preservação de Acervos 2025, com R$ 250 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), apoia ações de recuperação, digitalização e preservação de acervos científicos, históricos e culturais. As propostas variam de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões, com execução de até 36 meses e exigência de acessibilidade física e digital, dividindo os recursos igualmente entre acervos científicos e históricos e culturais.  

• O Edital Fundos de Investimento em Bioeconomia e Sustentabilidade destina R$ 60 milhões do FNDCT para selecionar até dois Fundos de Investimento em Participações (FIPs) que apoiarão empresas brasileiras focadas em bioeconomia e sustentabilidade. A seleção inclui habilitação, análise de mérito, avaliação técnica e due diligence, valorizando certificação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e diversidade nas equipes gestoras. Os fundos escolhidos terão o FNDCT como cotista e financiarão empresas com projetos de economia circular e uso sustentável da biodiversidade.  

Programa Nacional de Bioinformática 

Também foi na Casa da Ciência que o MCTI lançou o Programa Prioritário de Interesse Nacional em Bioinformática (PPI BioinfoBR), iniciativa voltada ao desenvolvimento de tecnologias nacionais em bioinformática, que abrange o desenvolvimento de hardware, software, algoritmos, infraestrutura de dados e serviços digitais aplicados à biotecnologia. A iniciativa tem como metas criar uma plataforma nacional interoperável e segura, formar e reter talentos especializados, integrar a política industrial de TICs à agenda de bioeconomia e soberania tecnológica, facilitar o acesso a tecnologias avançadas — incluindo computação quântica aplicada à bioinformática — e estimular a inovação aberta ao aproximar empresas de institutos de pesquisa. 

Pacto Global da ONU 

O MCTI também anunciou, em Belém, um acordo de cooperação técnica com o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) para desenvolver e aprimorar ferramentas de adaptação às mudanças climáticas. Ainda em elaboração, a parceria está estruturada em três eixos centrais: o compartilhamento de dados e informações para apoiar decisões de empresas e governos; a realização de estudos, capacitações, pesquisas e eventos voltados à formação técnica e disseminação de conhecimento; e a troca de experiências e o alinhamento de metodologias para criar ferramentas de adaptação climática aplicadas ao setor empresarial, incorporando também a temática da biodiversidade. 

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Pró-Amazônia 

Outro anúncio feito no Pará foi o Pró-Amazônia, programa do MCTI que destina R$ 650 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para impulsionar ciência, tecnologia e inovação voltadas à proteção da Amazônia e ao desenvolvimento sustentável da região. Criado após a instituição da Subsecretaria de Ciência e Tecnologia para a Amazônia (SCTA), em 2023, o programa coordena ações que fortalecem a pesquisa científica, a infraestrutura tecnológica, a bioeconomia e a inclusão social.   

Entre as iniciativas, está o apoio ao Museu Paraense Emílio Goeldi, com investimentos em pesquisas, modernização de laboratórios, formação de redes de inovação e revitalização de espaços como o Museu Zoobotânico. O Pró-Amazônia atua em cinco frentes: biodiversidade e biotecnologia; monitoramento ambiental e climático; energia limpa e tecnologias sociais; valorização de povos e comunidades tradicionais; e desenvolvimento territorial sustentável.   

AmazonFace: olhar científico sobre o futuro da Amazônia 

Entre as iniciativas do MCTI em 2025, o AmazonFace se destaca como um dos maiores experimentos científicos em florestas tropicais. Localizado a cerca de 80 quilômetros de Manaus (AM), o projeto está com sua infraestrutura instalada e pronto para iniciar a fase de experimentação de longo prazo. Ele é composto por 96 torres metálicas de 35 metros de altura, distribuídas em seis círculos com 30 metros de diâmetro. Em três dessas áreas, o sistema vai injetar dióxido de carbono (CO) diretamente na vegetação, por meio de tubos sustentados pelas torres, simulando cenários futuros de aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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