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Projeto de inclusão qualifica e insere pessoas com deficiência no mercado de trabalho no Rio Grande do Sul
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Empresas do Rio Grande do Sul iniciaram, em janeiro, a contratação de 29 aprendizes com deficiência, com idades entre 17 e 60 anos, no âmbito do Projeto Estadual de Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho. A iniciativa é resultado de uma parceria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio Grande do Sul, com o Senac, e conta com a execução da equipe de Auditoria Fiscal do Trabalho no estado.
Em dezembro de 2025, com base em dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), havia cerca de 40 mil pessoas com deficiência em atividade no mercado de trabalho no Rio Grande do Sul.
O projeto tem como objetivo qualificar pessoas com deficiência e promover sua inserção no mercado de trabalho, inicialmente por meio da aprendizagem profissional em empresas gaúchas. No dia 13 de janeiro, foram realizadas as aulas inaugurais dos cursos técnicos de aprendizagem nas áreas de administração e logística, no Senac Comunidade Porto Alegre. A ação marca um momento inédito no estado, com a oferta, pela primeira vez, de cursos de Aprendizagem Técnica voltados especificamente à inclusão de pessoas com deficiência.
Considerada pioneira, a iniciativa reforça a importância da aprendizagem inclusiva como instrumento de desenvolvimento social e profissional, ampliando as oportunidades de formação e de acesso ao trabalho formal. Os 29 aprendizes foram contratados pelas empresas Companhia Zaffari e SLC Agrícola e apresentam diferentes tipos de deficiência.
A formação terá duração até novembro e prevê jornada diária de oito horas, sendo quatro horas destinadas às atividades teóricas e formativas no Senac e quatro horas à prática profissional nas empresas contratantes. O projeto-piloto foi viabilizado a partir da atuação conjunta de entidades representativas das pessoas com deficiência, do Senac Comunidade e das equipes de auditores-fiscais do Trabalho, vinculadas ao Projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho do Rio Grande do Sul, consolidando uma ação integrada em favor da qualificação profissional e da inclusão no mundo do trabalho.
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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais
O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.
O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.
A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.
Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.
Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.
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