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Conheça os projetos apresentados por escolas na EduCOP30
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“Cuidar do Pantanal é cuidar da nossa própria estrada. E tudo começa com pequenos gestos na escola.” A declaração feita por estudantes da Escola Estadual Domingos Briante, de Mato Grosso, reflete o sentido da EduCOP30. O evento, realizado no dia 4 de novembro e transmitido ao vivo pelo canal do Ministério da Educação (MEC) no YouTube, reuniu jovens de diferentes regiões do país em torno de um mesmo propósito – apresentar projetos de educação ambiental e refletir sobre o papel das escolas na construção de um futuro sustentável. A iniciativa contou com a participação do ministro Camilo Santana e da secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt.
A EduCOP foi uma das ações preparatórias da pasta para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorrerá de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA). Durante a transmissão, estudantes e professores apresentaram projetos inspirados nos biomas brasileiros, destacando práticas pedagógicas que unem conhecimento científico, cultura local e compromisso com o meio ambiente.
O evento realizado no âmbito escolar integra o conjunto de iniciativas do MEC voltadas à educação climática e à sustentabilidade. O objetivo consiste em mobilizar redes de ensino de todo o país para a formação de cidadãos conscientes e engajados com o planeta.
Confira os projetos apresentados:
Amazônia – Estudantes da Escola Maria Ivone de Menezes, em Macapá (AP), desenvolveram o projeto Ecoarte da Cidadania, que uniu arte, ciência e educação ambiental. A iniciativa utilizou a fotografia como linguagem para registrar os problemas ambientais do bairro Cidade Nova, como o descarte inadequado de lixo e o esgoto a céu aberto. As imagens foram impressas em folhas de plantas da região, utilizando materiais naturais como madeira e vidro, além da exposição à luz solar.
Cerrado – A Escola Municipal Raymundo Gravito, em Sete Lagoas (MG), apresentou um projeto com foco nas nascentes e na biodiversidade do bioma. Os estudantes realizaram pesquisas e ações sobre a importância da vegetação e das águas do espaço geográfico que abriga nascentes de rios como o São Francisco. O trabalho envolveu também a comunidade local, com relatos de moradores sobre a necessidade de cuidar, zelar e orientar turistas quanto à preservação da natureza e a importância de não retirar recursos naturais do ambiente.
Pantanal – Em São José do Rio Claro (MT), a Escola Estadual Domingos Briante apresentou um projeto que combinou metodologias de educação híbrida para aproximar estudantes das zonas urbana e rural. A proposta envolveu aulas sobre a fauna, a flora e os impactos ambientais provocados por queimadas, desmatamento e garimpo ilegal. O estudo do ecossistema permitiu o desenvolvimento de estratégias interativas e colaborativas, favorecendo a aprendizagem e a formação da consciência ambiental.
Pampa – No Rio Grande do Sul, a Escola Estadual Osvaldo Aranha apresentou o projeto Árvores de Consciência, inspirado na trajetória da ativista queniana Wangari Maathai, criadora do movimento Cinturão Verde e vencedora do Prêmio Nobel da Paz. A atividade começou com a contextualização da história de Wangari e, em seguida, os alunos realizaram coletas de galhos secos e resíduos no ambiente escolar. O material foi utilizado na criação de esculturas em formato de árvores, representando a importância da preservação ambiental.
Caatinga – Já no Rio Grande do Norte, alunos da Escola Estadual Doutor Edino Jales, em Patu, desenvolveram o projeto Serra do Lima Sustentável. O trabalho destacou as características únicas da vegetação do semiárido e as adaptações das plantas para resistir à seca, como espinhos, caules suculentos e folhas caducas. O projeto reforçou a mensagem de que preservar a Caatinga é cuidar do futuro e da identidade do povo nordestino.
Mata Atlântica – De União dos Palmares (AL), estudantes da Escola Municipal Dr. Antônio Gomes de Barros apresentaram o projeto Árvore da Vida. A proposta envolveu a construção de uma árvore simbólica dividida em raízes, tronco e galhos — representando, respectivamente, o equilíbrio ambiental, as ações inspiradoras e os compromissos individuais de preservação.
MEC rumo à COP30 – Em novembro de 2025, o Brasil sediará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), no coração da Amazônia. Na conferência, o Ministério da Educação participa ativamente da Agenda de Ação da COP30, que reúne 30 objetivos-chave voltados à transformação de compromissos em resultados concretos. A pasta atua no 18º objetivo, que contempla os temas “Educação, capacitação e geração de empregos para enfrentar a mudança do clima”.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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Acordo fortalece retomada de obras em educação e saúde
O Ministério da Educação (MEC) firmou um acordo de cooperação técnica (ACT), na terça-feira, 9 de junho, para identificar e buscar soluções para obras públicas paralisadas por decisões judiciais ou administrativas, com prioridade para empreendimentos das áreas de educação e saúde. A solenidade contou com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini.
O acordo foi celebrado entre o MEC, o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Contas da União (TCU), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).
Segundo o ministro Leonardo Barchini, o acordo contribuirá para superar obstáculos que ainda impedem a retomada de parte das obras da educação em todo o país. “Em 2022, havia 5,6 mil obras paradas na educação. Desse total, nós conseguimos retomar 3.784 e já entregamos mais de 700 obras. Mas ainda ficaram, por conta dessas decisões judiciais e administrativas, quase 2 mil obras sem andamento. Portanto, esse acordo é uma grande notícia. Estaremos à disposição para sanar todos esses problemas, para que a gente não perca os investimentos que fez nessas infraestruturas”, explicou.
A iniciativa prevê o compartilhamento de informações e dados entre os órgãos participantes, além da articulação entre órgãos de controle e gestores públicos. O ACT também contempla o desenvolvimento de instrumentos de monitoramento e a adoção de ações coordenadas voltadas à retomada das obras paralisadas.
Para o MEC, o acordo tem relevância especial em razão do volume de obras educacionais paralisadas ou com dificuldades de execução em todo o país, como creches, escolas e unidades de educação profissional e superior.
A cooperação está alinhada aos esforços do governo federal para a retomada e a conclusão de obras estratégicas no contexto do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e com a atuação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em programas como o Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação.
A expectativa é que a atuação conjunta dos órgãos envolvidos contribua para a identificação de entraves, a priorização de empreendimentos e a construção de soluções que viabilizem a continuidade das obras.
Participantes – Além do ministro Barchini, participaram da celebração do acordo o presidente do CNJ, ministro Luiz Edson Fachin; o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Filho; o procurador-geral da República e presidente do CNMP, Paulo Gonet Branco; o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o presidente da OAB, Beto Simonetti; e o presidente da Atricon, Edilson de Sousa Silva.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE)
Fonte: Ministério da Educação
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