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CNJ reconhece potencial do Projeto Hannah e avalia expansão nacional da IA do TJMT

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O avanço no uso responsável da tecnologia no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) tem tornado a Justiça mais célere, organizada e acessível ao cidadão. Nesse contexto, o Projeto Hannah, solução de inteligência artificial desenvolvida pela Vice-Presidência do TJMT, foi apresentado à equipe técnica do Conselho Nacional de Justiça durante visita realizada nesta sexta-feira (30), no âmbito do Projeto Conecta, iniciativa vinculada ao Programa Justiça 4.0.

A ferramenta foi apresentada pelo juiz auxiliar da Vice-Presidência Gerardo Humberto Alves da Silva, com apoio do engenheiro de inteligência artificial da Vice-Presidência, Daniel Dock. A apresentação integrou a agenda técnica do CNJ voltada à identificação de iniciativas tecnológicas com potencial de nacionalização e aplicação em outros tribunais brasileiros.

Plano aberto de sala de reunião em formato de Voltado ao juízo de admissibilidade de recursos, o Projeto Hannah atua em uma das etapas mais relevantes do fluxo processual, funcionando como um filtro prévio antes de o processo seguir para análise do mérito nos tribunais superiores.

A solução aplica, de forma automatizada, um Mapa de Admissibilidade composto por 14 critérios objetivos, realizando a leitura dos autos, a verificação dos requisitos formais e a organização das informações em uma sequência lógica, o que agiliza o trabalho de magistrados e servidores, sem afastar a responsabilidade humana da decisão.

Tecnologia como apoio à decisão humana

Responsável pela apresentação ao CNJ, o juiz Gerardo Humberto Alves da Silva destacou que o sistema foi concebido a partir de princípios éticos, com foco na centralidade do ser humano no ato de julgar.

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“O sistema é construído a partir do respeito à dignidade humana, considerando que a decisão judicial é um ato humano produzido para humanos. A inteligência artificial atua como um sistema de auxílio à atuação jurisdicional, apoiando a construção do juízo de admissibilidade do recurso especial, sem substituir o magistrado”, afirmou.

Segundo o juiz, trata-se de uma solução inovadora no cenário nacional.

“Nenhum outro tribunal possui um sistema semelhante. Por isso, surge a possibilidade concreta de expansão para outros tribunais, já que o juízo de admissibilidade é uma realidade comum a todos os Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais”, explicou.

Reconhecimento e proposta de nacionalização

O potencial das soluções apresentadas foi destacado pelo desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, presidente do Comitê de Governança Estratégica de Inteligência Artificial (CGEIA), ao avaliar a receptividade do CNJ. Segundo o desembargador, cada ferramenta atende a uma dor específica do Judiciário.

“A LexIA atua diretamente no apoio à atividade final de magistrados e servidores; o Omni-IA no âmbito da Corregedoria, e a Hannah nas Vice-Presidências, especialmente na análise de recursos especiais e extraordinários. O Tribunal fica muito satisfeito com essa receptividade e isso nos motiva a aperfeiçoar ainda mais as ferramentas. Vamos, sim, atender ao chamado do CNJ e trabalhar para a nacionalização dessas soluções no âmbito do Projeto Conecta”, completou.

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Governança como diferencial

O juiz Jeremias de Cássio Carneiro de Melo, do Tribunal de Justiça da Paraíba e colaborador do Projeto Conecta, ressaltou a estrutura de governança de inteligência artificial do TJMT como um dos principais diferenciais observados durante a visita. De acordo com o magistrado, a intenção do Conecta é levar essas iniciativas ao cenário nacional.

“Vimos projetos que enfrentam problemas concretos da magistratura e mostram como a inteligência artificial, bem governada e bem conduzida, pode melhorar a prestação jurisdicional. Nossa expectativa é levar, o quanto antes, essas soluções e essa liderança em governança de IA do Judiciário de Mato Grosso para todo o Brasil”, antecipou Jeremias.

Acesse as fotos no Flickr do TJMT

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Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Junho Vermelho: Organizadores celebram sucesso de coleta de sangue no TJMT

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A coleta de sangue realizada no ambulatório do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) resultou em 91 atendimentos e 60 bolsas coletadas ao longo de dois dias de mobilização. A ação integra a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais (SNJE).

A atividade faz parte da campanha “Junho Vermelho – Juizados Especiais Mobilizando Vidas”, coordenada pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), em parceria com o MT Hemocentro e com apoio do Departamento de Saúde do TJMT.

De acordo com a diretora do Daje e idealizadora da iniciativa, Shusiene Tassinari Machado, o objetivo é incentivar a doação voluntária e contribuir para o abastecimento dos estoques de sangue no Estado. A mobilização segue até o dia 30 de maio de 2026 e propõe uma competição solidária entre unidades dos Juizados Especiais. O resultado será divulgado durante a III SNJE, prevista para ocorrer entre os dias 15 e 19 de junho.

Entre os participantes da ação nesta sexta-feira (24) estão magistrados recém-empossados. Participaram o juiz da 2ª Vara de São Félix do Araguaia, Raphael Alves Oldemburg, a juíza da 2ª Vara de Porto Alegre do Norte, Ana Carolina Pelicioni da Silva Volkers, o juiz da Vara Única de Novo São Joaquim, Danilo Marques Ribeiro Alves, o juiz da Vara Única de Tabaporã, Iron Silva Muniz, o juiz substituto da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, Antonio Bertalia Neto, e a juíza da 1ª Vara de Juína, Ana Flávia Martins François.

O juiz substituto de Novo São Joaquim, Danilo Marques Ribeiro Alves, destacou a importância da participação. “É a minha primeira experiência como doador de sangue participando de uma campanha do Poder Judiciário, e me sinto extremamente feliz por contribuir. Sabemos que a doação de sangue salva vidas, e é muito importante que nós, magistrados, também demos o exemplo e participemos dessa mobilização. A partir de agora, pretendo realizar doações de forma frequente.”

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O juiz de São Félix do Araguaia, Raphael Alves Oldemburg, também reforçou o caráter coletivo da ação. “A doação de sangue é fundamental para a manutenção dos estoques e, em última análise, para salvar vidas. Essa é uma responsabilidade de toda a sociedade. Eu tenho um tipo sanguíneo raro, o que aumenta ainda mais minha responsabilidade, por isso faço doações de forma contínua.”

A estagiária da Primeira Câmara de Direito Privado do TJMT, Mariana Eduarda Barbosa, doou sangue pela primeira vez e avaliou a experiência como positiva. “Achei super tranquila. As profissionais foram muito atenciosas, tanto na triagem quanto na coleta. Em cerca de 15 minutos já havia finalizado todo o procedimento, sem dor ou desconforto. Além disso, foi muito prático realizar a doação no próprio ambiente de trabalho.”

A juíza auxiliar da CGJ, Anna Paula Gomes de Freitas Sansão também contribuiu com a campanha. “A vinda do pessoal do MT Hemocentro ao Tribunal facilitou muito. Fiz questão de realizar minha doação e contribuir com a campanha que salva vidas.”

Para a coleta de sangue no Tribunal de Justiça a equipe de profissionais do Ambulatório de Saúde teve papel fundamental, A Diretora do Departamento de Saúde, Neucimeire Alves de Oliveira, destaca a importância da ação para o reforço do estoque de sangue. “A participação de servidores e magistrados é de grande importância durante a Campanha Junho Vermelho, ao aderirem a campanha, eles contribuem diretamente para o aumento dos estoques de sangue, mas também nos ajudam como agentes de conscientização dentro e fora do ambiente institucional”.

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A campanha segue com novas datas de coleta:
12 de maio, das 13h às 17h, no Fórum de Cuiabá
13 de maio, das 13h às 17h, no Fórum de Várzea Grande
14 de maio, das 13h às 17h, no Complexo dos Juizados Especiais

Também é possível doar na sede do MT Hemocentro, em Cuiabá, localizada na Rua 13 de Junho, nº 1055, Centro Sul.

Para doar, é necessário apresentar documento oficial com foto, pesar no mínimo 50 quilos, estar bem alimentado, evitar alimentos gordurosos nas três horas anteriores, ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas e estar em boas condições de saúde.

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Autor: Larissa Klein

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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