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Maranhão combina patrimônio histórico e belezas naturais únicas no Nordeste
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O Maranhão se destaca no cenário turístico nacional por oferecer uma das combinações mais ricas do Brasil: a diversidade cultural e a grandiosidade natural de um deserto repleto de lagoas. O verão maranhense é marcado por dias ensolarados que se intercalam com o início da temporada de chuvas, ambiente que prepara um dos seus grandes atrativos, os Lençóis Maranhenses, para receber os turístas na alta temporada com lagoas cheias e água cristalina.
São Luís, a capital, é o ponto de partida obrigatório. De lá, o roteiro se expande e encontra os Lençóis Maranhenses, um dos destinos mais cobiçados do mundo, formando uma viagem que une o charme urbano ao ecoturismo.
PRAIAS E NATUREZA – A experiência natural no Maranhão é dividida entre a orla urbana da capital e as dunas no interior:
– Avenida Litorânea (São Luís): Principal orla da capital, possui extensa faixa de areia e infraestrutura de barracas. É ideal para caminhadas, prática de esportes e para observar a variação das marés.
– Praia do Calhau e Espigão Costeiro: Áreas de São Luís perfeitas para apreciar o pôr do sol e sentir a brisa que ameniza o calor.
– Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses: A cerca de 250 km da capital, é um cenário surreal de dunas de areia branca a perder de vista.
– Barreirinhas e Atins: São as bases para conhecer os Lençóis. Enquanto Barreirinhas oferece mais estrutura e passeios pelo Rio Preguiças, Atins é um vilarejo rústico pé na areia, onde o rio encontra o mar, ideal para kitesurf e desconexão.
CULTURA E DIVERSÃO – O Maranhão respira cultura popular e também oferece entretenimento:
– Centro Histórico (Reviver): Patrimônio Mundial pela UNESCO, abriga o maior conjunto arquitetônico de azulejos portugueses da América Latina. O bairro é repleto de museus, centros de artesanato e vida noturna.
– Reggae: São Luís é a capital do reggae no Brasil. Visitar os clubes de reggae ou o Museu do Reggae é essencial para entender como o ritmo jamaicano foi incorporado à identidade local.
– Passeios 4×4: Nos Lençóis Maranhenses, a diversão fica por conta dos veículos tracionados que atravessam trilhas de areia e rios para levar os turistas até as lagoas mais famosas, como a Lagoa Azul e a Lagoa Bonita.
CULINÁRIA – A gastronomia maranhense é rica, colorida e cheia de personalidade. O prato símbolo é o Arroz de Cuxá, feito com vinagreira (uma erva ácida), camarão seco e gergelim. Peixes frescos e frutos do mar são abundantes, com destaque para a peixada maranhense e o caranguejo. Para a sobremesa, vale experimentar o sorvete de frutas nativas como bacuri e cupuaçu.
COMO CHEGAR – A entrada principal é pelo Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, em São Luís, que recebe voos diretos e conexões de todo o Brasil. Para chegar aos Lençóis Maranhenses, o trajeto mais comum é terrestre, partindo da capital rumo a Barreirinhas (cerca de 4 horas de viagem por estrada asfaltada). Também há opção de voos regionais em pequenas aeronaves que conectam São Luís a Barreirinhas, oferecendo uma vista aérea inesquecível das dunas.
CONHEÇA O BRASIL – O Programa Conheça o Brasil: Voando tem como objetivo incentivar e facilitar as viagens dos brasileiros dentro do país. A iniciativa do Ministério do Turismo, em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e as companhias Azul, Gol, Latam e Voepass, reúne esforços para democratizar o acesso à aviação civil e reduzir os custos operacionais das empresas aéreas. As ações contribuem para aprimorar o ambiente de negócios e ampliar a competitividade do mercado aéreo nacional.
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação



