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Consumo de café no Brasil recua 2,31% em 2025, mas mercado mostra avanços em qualidade e sustentabilidade

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Setor cafeeiro mantém maturidade apesar da retração no consumo

O consumo total de café no Brasil atingiu 21,4 milhões de sacas em 2025, registrando uma queda de 2,31% em comparação ao ciclo anterior, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) durante a coletiva de apresentação dos Indicadores da Indústria de Café 2025.

A entidade destacou que, apesar da retração, o setor segue demonstrando maturidade, organização e qualidade das informações, consolidando o Brasil como uma das cadeias cafeeiras mais completas e dinâmicas do mundo.

O consumo per capita também recuou, reflexo de preços elevados, inflação persistente e crescimento populacional — fatores que influenciaram diretamente a redução nas compras domésticas.

Cafés certificados e sustentáveis crescem no mercado brasileiro

Mesmo com a queda geral, o levantamento mostra um avanço expressivo no consumo de cafés certificados e sustentáveis.

Os cafés especiais, embora ainda representem menos de 1% do mercado nacional, tiveram crescimento consistente em 2025. Já os cafés sustentáveis registraram alta de 31% no número de produtos certificados.

A ABIC atribui esse resultado à confiança do consumidor e à trajetória de monitoramento da qualidade no setor, reforçada pelo Selo de Pureza ABIC, que já acumula cerca de 200 mil análises de produtos desde sua criação.

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Novos projetos fortalecem a imagem do café brasileiro

Durante a coletiva, a ABIC também apresentou três projetos estratégicos para 2026, voltados ao fortalecimento do mercado interno e à valorização do café nacional no exterior:

  • Gôndola Certificada ABIC: iniciativa que amplia parcerias com o varejo, garantindo transparência e qualidade nas prateleiras;
  • ABIC no Mundo: projeto que promove o café brasileiro como produto final no mercado internacional;
  • Protocolo Brasileiro de Avaliação de Cafés Torrados: único no mundo, voltado à padronização da qualidade e capacitação de avaliadores.

Essas ações buscam elevar a competitividade da indústria brasileira e reforçar a percepção de qualidade do café nacional perante o consumidor global.

Preços devem se manter estáveis em 2026

Para o consumidor final, a ABIC prevê que os preços do café não terão quedas significativas em 2026, mas podem apresentar variações pontuais ao longo do ano, especialmente com a entrada de uma safra considerada de boa qualidade.

Com o mercado menos volátil e os estoques globais ainda limitados, o setor deve operar em um cenário de estabilidade, permitindo ações promocionais pontuais que podem estimular a retomada do consumo após a retração observada em 2025.

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Atuação conjunta fortalece o setor em negociações internacionais

A ABIC ressaltou ainda a unidade do setor cafeeiro brasileiro nas questões comerciais globais, destacando o alinhamento “da planta à xícara” entre produtores, indústrias e governo.

A entidade relembrou a articulação conjunta iniciada em abril de 2025, após a imposição de tarifas de 10% e, posteriormente, 40% pelos Estados Unidos, revertidas parcialmente em novembro.

A mobilização envolveu entidades brasileiras e norte-americanas, o setor privado, além do apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin, da ApexBrasil e do Ministério da Cultura.

Segundo a ABIC, a retirada completa das tarifas sobre o café brasileiro deve ocorrer nas próximas semanas ou meses, dada a relevância do país como principal fornecedor para o mercado norte-americano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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USDA mantém projeções para soja e milho dos EUA, mas eleva estoques globais e reforça cenário de oferta confortável

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta quinta-feira (11) seu mais recente relatório mensal de oferta e demanda agrícola (WASDE), confirmando a expectativa do mercado de poucas alterações nos principais números da safra 2026/27. Apesar da estabilidade nas projeções para soja e milho nos Estados Unidos e no Brasil, o destaque ficou para o aumento dos estoques globais, especialmente no mercado de milho.

Os dados reforçam um cenário de ampla oferta mundial de grãos, fator que segue sendo acompanhado de perto por produtores, exportadores e agentes do mercado internacional.

USDA mantém números da soja nos Estados Unidos

Para a soja, o USDA manteve inalterada a estimativa de produção norte-americana em 120,7 milhões de toneladas na temporada 2026/27. Os estoques finais dos Estados Unidos também permaneceram estáveis em 8,44 milhões de toneladas.

No cenário global, a produção mundial foi ajustada levemente para baixo, passando de 441,54 milhões para 441,34 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais globais registraram pequeno aumento, avançando de 124,78 milhões para 124,88 milhões de toneladas.

A manutenção dos estoques elevados continua sendo um fator de atenção para o mercado, uma vez que contribui para limitar movimentos mais expressivos de valorização das cotações internacionais.

Brasil segue com safra recorde de soja estimada em 186 milhões de toneladas

As projeções para a América do Sul permaneceram inalteradas no relatório.

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O USDA manteve a estimativa de produção brasileira de soja em 186 milhões de toneladas, consolidando mais uma safra recorde para o país. Já a Argentina segue projetada com uma colheita de 50 milhões de toneladas.

As exportações brasileiras também foram mantidas em 117,5 milhões de toneladas, reforçando a liderança do Brasil no comércio global da oleaginosa.

Nos Estados Unidos, os embarques externos continuam estimados em 44,36 milhões de toneladas.

Outro dado sem alteração foi a previsão de importações da China, principal compradora mundial de soja, mantida em 114 milhões de toneladas para a temporada.

Estoques globais de milho aumentam acima das expectativas

No mercado de milho, o USDA também optou por manter a estimativa de produção dos Estados Unidos em 406,29 milhões de toneladas para a safra 2026/27.

Os estoques finais norte-americanos apresentaram apenas um pequeno ajuste positivo, passando de 49,71 milhões para 49,78 milhões de toneladas. As exportações dos Estados Unidos seguem projetadas em 80,01 milhões de toneladas.

O principal destaque veio do cenário global. A produção mundial de milho foi revisada para cima e passou de 1,295 bilhão para 1,300 bilhão de toneladas, refletindo perspectivas favoráveis em importantes regiões produtoras.

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Como consequência, os estoques finais mundiais do cereal aumentaram de 277,54 milhões para 281,22 milhões de toneladas, indicando maior disponibilidade de produto no mercado internacional.

Brasil mantém produção e exportações de milho

Para o Brasil, o USDA não promoveu alterações nos principais indicadores da safra 2026/27.

A produção nacional foi mantida em 139 milhões de toneladas, enquanto as exportações seguem estimadas em 44 milhões de toneladas.

O único ajuste ocorreu nos estoques finais brasileiros, que foram reduzidos de 11,38 milhões para 11,1 milhões de toneladas, refletindo uma perspectiva de consumo interno mais aquecido e maior escoamento da produção.

Mercado monitora impacto sobre os preços

A manutenção das projeções para as principais origens produtoras e o aumento dos estoques globais reforçam um cenário de oferta confortável tanto para soja quanto para milho.

Para os analistas, a combinação de safras robustas na América do Sul, produção elevada nos Estados Unidos e estoques mundiais em crescimento tende a limitar movimentos de alta nas bolsas internacionais no curto prazo.

Ao mesmo tempo, fatores climáticos durante o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, a demanda chinesa e o ritmo das exportações brasileiras continuarão sendo determinantes para a formação dos preços globais dos grãos nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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