BRASIL
Silveira promove Conexões MME em Ipatinga, que marca início de um novo ciclo de desenvolvimento para o setor metalmecânico do Vale do Aço
BRASIL
O Conexões MME – Encontro Nacional de Grandes Compradores da Indústria do Petróleo, Gás e Naval no Vale do Aço, promovido pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, teve início nesta quinta-feira (5) com grande sucesso de público e participação expressiva, consolidando-se como um marco para a retomada da indústria naval e para o fortalecimento da cadeia industrial brasileira.
Cerca de 500 pessoas participam do evento, entre representantes do setor metalmecânico, autoridades, deputados estaduais e federais, prefeitos, lideranças empresariais e grandes companhias nacionais, reforçando a relevância do encontro como espaço estratégico de conexão entre fornecedores e grandes compradores dos setores de petróleo, gás natural e indústria naval. A programação segue nesta sexta-feira, 6 de fevereiro.
O encontro tem como objetivo aproximar a capacidade produtiva instalada no Vale do Aço às demandas de grandes empresas nacionais, criando oportunidades concretas de negócios, geração de receita, novos investimentos e empregos, além de estimular a inovação industrial e o fortalecimento do conteúdo local.
Durante a abertura, o ministro Alexandre Silveira destacou que o desempenho do primeiro dia confirma a escolha acertada de Ipatinga como sede do evento e evidencia a força industrial da região.
“O Conexões MME nasce exatamente para alavancar o setor metalmecânico do Vale do Aço, conectando as demandas do petróleo, do gás natural e da indústria naval à enorme capacidade produtiva de Ipatinga, Timóteo, Coronel Fabriciano e de toda a região, gerando encomendas, emprego e desenvolvimento”, afirmou o ministro.
Silveira ressaltou ainda que as políticas de conteúdo local estão diretamente ligadas à ampliação das oportunidades para a indústria mineira.
“Para cumprir os índices de conteúdo local, a parte estrutural dos navios e embarcações deverá ser produzida no Brasil, e isso significa mais aço de Minas, mais encomendas para as siderúrgicas e metalúrgicas e mais oportunidades para o Vale do Aço se consolidar como base estratégica dessa nova fase da indústria nacional”, completou Silveira.
A Diretora Executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos, destacou a relevância estratégica do Vale do Aço para a companhia e para o país.
“O Vale do Aço é um berço de fornecedores de alto nível e estratégico para a Petrobras e para o desenvolvimento nacional. Investir em conteúdo local e produzir no Brasil é uma questão de de segurança de suprimento e de estabilidade para o futuro. Estamos aqui com nossa equipe de Suprimentos para ampliar ainda mais uma parceria histórica com as empresas da região”, disse a diretora.
Desenvolvimento Regional
O presidente da FIEMG Regional Vale do Aço, João Batista Alves, ressaltou o papel institucional da entidade na articulação entre indústria e grandes cadeias produtivas:
“O Conexões Ministério de Minas e Energia materializa o papel da FIEMG de conectar a indústria mineira às grandes cadeias nacionais. O Vale do Aço tem capacidade técnica, escala produtiva e mão de obra qualificada para ser protagonista na cadeia de petróleo, gás e naval, e este encontro transforma esse potencial em negócios, investimentos e geração de empregos”, ressaltou.
O evento está alinhado às políticas do Governo Federal voltadas à retomada da indústria naval e à expansão do setor de petróleo e gás, lideradas pelo presidente Lula. Entre as iniciativas destacam-se o Programa de Renovação da Frota Naval do Sistema Petrobras, o Programa Mar Aberto, com construção de novas embarcações, e a Política de Depreciação Acelerada, que reduz de 20 para dois anos o prazo para abatimento do custo de navios-tanque, condicionada ao uso de conteúdo local.
Nesse contexto, o Vale do Aço, reconhecido nacionalmente pela força da produção de aço e da indústria metalmecânica, desponta como um dos polos mais preparados para receber investimentos e ampliar sua participação estratégica nessas cadeias produtivas.
Programação
Nesta quinta-feira, foram realizados painéis sobre a demanda estruturante como instrumento de política industrial e fortalecimento das cadeias produtivas do Aço nos setores de óleo e gás e indústria naval, além das perspectivas para fornecedores nacionais e planejamento setorial.
A programação do Conexões MME inclui rodadas de negócios com grandes companhias, painéis temáticos, debates técnicos e apresentações de oportunidades para a indústria do aço, petróleo, gás natural e setor naval, além de uma feira com estandes de empresas da região.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
Ajuste do Fundeb 2025 garante mais R$ 710 milhões a entes
A arrecadação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em 2025 superou as previsões iniciais e resultou em um reforço nos repasses da União para estados e municípios. Ao todo, o Fundo alcançou R$ 282,53 bilhões, o que representa R$ 13,49 bilhões a mais do que o estimado no início do ano passado (R$ 269,03 bilhões).
Com a revisão, a complementação da União também foi ampliada. Após a dedução de R$ 3,053 bilhões destinados ao fomento de matrículas em tempo integral, conforme o inciso XIV do art. 212-A da Constituição Federal, o valor total passou de R$ 56,15 bilhões para R$ 56,29 bilhões.
Os recursos adicionais foram distribuídos da seguinte maneira: R$ 26,68 milhões na complementação Valor Anual por Aluno (VAAF); R$ 24,51 milhões na complementação Valor Anual Total por Aluno (VAAT), e R$ 5,1 milhões na complementação Valor Anual por Aluno Resultado (VAAR).
A Portaria Interministerial MEC/MF nº 5/2026, publicada em 30 de abril, que apresenta os demonstrativos do ajuste anual, também atualizou os valores mínimos por aluno. O VAAF-MIN passou de R$ 5.669,79 para R$ 5.670,14, enquanto o VAAT-MIN foi reajustado de R$ 8.020,77 para R$ 8.024,31. A norma atualizou ainda as estimativas de complementação da União ao Fundeb para o exercício de 2026.
Os valores do ajuste foram creditados, em parcela única, nas contas de estados e municípios na última quinta-feira, 30 de abril. A medida foi coordenada pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e reforça o compromisso do governo federal com o fortalecimento da educação básica pública.
Com a complementação VAAF, foram beneficiados os fundos estaduais de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí. Já na complementação VAAT, 2.375 municípios receberam recursos, incluindo dois novos entes que passaram a atender aos critérios legais: Taguaí (SP) e Rubim (MG).
Previsto na Lei nº 14.113/2020, que regulamenta o novo Fundeb, o ajuste anual tem como objetivo adequar os valores da complementação da União com base na arrecadação efetiva de impostos e transferências. Esses dados, apurados pela Secretaria do Tesouro Nacional, substituem as estimativas utilizadas ao longo do exercício anterior.
A atualização fortalece diretamente as redes públicas de ensino, viabilizando investimentos em infraestrutura escolar, aquisição de materiais didáticos, transporte escolar e outras ações voltadas à manutenção e ao desenvolvimento da educação básica. A medida também contribui para maior transparência, equidade e eficiência na gestão dos recursos educacionais.
Fundeb – O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é um fundo permanente, de natureza contábil e âmbito estadual, composto por 27 fundos (um por unidade da Federação). É formado por recursos provenientes de impostos e transferências dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, além da complementação da União. Os recursos do Fundeb são destinados exclusivamente à manutenção e ao desenvolvimento da educação básica pública e à valorização dos profissionais da educação, independentemente de sua origem.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
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