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IGP-DI sobe 0,20% em janeiro e acumula queda de 1,11% em 12 meses

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O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,20% em janeiro, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). O resultado representa aceleração em relação a dezembro, quando o índice havia subido 0,10%.

Com esse desempenho, o indicador acumula alta de 0,20% no ano e queda de 1,11% nos últimos 12 meses. Em janeiro de 2025, o índice havia registrado aumento de 0,11%, com elevação acumulada de 7,27% em 12 meses.

Alta do IPC e do INCC impulsionam resultado do IGP-DI

De acordo com o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, o avanço do IGP-DI em janeiro foi influenciado principalmente pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que subiu 0,59%, representando aceleração de 0,31 ponto percentual frente a dezembro.

A alta foi puxada por reajustes nas tarifas de ônibus urbano, taxas de água e esgoto residencial e aumentos sazonais no ensino formal. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também mostrou aceleração, impulsionado por reajustes salariais da mão de obra ligados ao salário mínimo e às condições do mercado de trabalho — com destaque para Belo Horizonte.

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Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) manteve estabilidade no resultado geral, mas apresentou avanço nos preços de produtos industriais, principalmente em minerais metálicos, como o minério de ferro.

IPA mostra estabilidade, mas com variações entre os grupos

A estabilidade do IPA em janeiro reflete uma acomodação dos preços ao produtor após leve alta no mês anterior. Confira o desempenho dos principais grupos:

  • Bens Finais: queda de 0,22%, após alta de 0,08% em dezembro;
  • Bens Finais (ex-alimentos e combustíveis): de -0,05% para 0,04%;
  • Bens Intermediários: alta de 0,76%, ante 0,12% em dezembro;
  • Bens Intermediários (ex-combustíveis e lubrificantes): avanço de 0,85%, frente a 0,19% no mês anterior;
  • Matérias-Primas Brutas: queda de 0,36%, mais intensa do que a registrada em dezembro (-0,06%).
IPC sobe 0,59% com pressão de transportes e alimentação

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,59% em janeiro, acima dos 0,28% de dezembro. Cinco das oito classes de despesa apresentaram aceleração:

  • Transportes: de 0,38% para 1,18%, influenciado pelo aumento das tarifas de ônibus urbano;
  • Alimentação: de 0,13% para 0,70%;
  • Saúde e Cuidados Pessoais: de 0,07% para 0,46%;
  • Despesas Diversas: de 0,08% para 0,23%;
  • Habitação: de 0,20% para 0,23%.
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Em contrapartida, os grupos Vestuário (-0,62%), Comunicação (0,00%) e Educação, Leitura e Recreação (1,16%) apresentaram desaceleração nas taxas.

Núcleo de inflação e índice de difusão indicam maior disseminação de altas

O núcleo do IPC, que desconsidera itens com variações extremas, registrou alta de 0,52%, acima dos 0,33% observados em dezembro.

Dos 85 itens analisados, 41 foram excluídos: 24 por apresentarem variações inferiores a 0,15% e 17 por registrarem variações acima de 0,84%.

O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com aumento de preços, alcançou 71,29%, contra 61,29% no mês anterior — um avanço de 10 pontos percentuais, sinalizando uma inflação mais espalhada entre os grupos de consumo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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