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Fórum Empresarial Brasil-Rússia reforça parceria estratégica e abre novas oportunidades de cooperação
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O Fórum Empresarial Brasil-Rússia, realizado nesta quinta-feira (5), em Brasília (DF), marcou um novo momento nas relações econômicas e comerciais entre os dois países. O encontro, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), reuniu autoridades e empresários para discutir formas de fortalecer a cooperação bilateral e ampliar as trocas comerciais.
Brasil busca ampliar exportações de produtos de maior valor agregado
Durante a abertura, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou que o fórum foi criado para impulsionar as exportações brasileiras de produtos industrializados.
“Queremos ampliar as exportações de bens com maior valor agregado e fomentar parcerias em setores estratégicos como indústria, tecnologia, energia, saúde e serviços especializados”, afirmou Alckmin.
Rússia demonstra interesse em ampliar cooperação tecnológica e industrial
O primeiro-ministro da Federação Russa, Mikhail Mishustin, reforçou o compromisso de Moscou em estreitar as relações com o Brasil.
“Este fórum reflete o interesse do presidente Vladimir Putin em fortalecer nossa cooperação bilateral. O Brasil é um parceiro estratégico, e temos amplo espaço para ampliar a colaboração em áreas como indústria, agronegócio, farmacêutica e tecnologia”, destacou Mishustin.
Ele também enfatizou o interesse russo em avançar em transferência de tecnologia, digitalização, cibersegurança e inteligência digital, sempre preservando a soberania digital dos países envolvidos.
ApexBrasil ressalta papel estratégico da parceria com Moscou
Representando a ApexBrasil, a chefe do Escritório da Agência em São Paulo (EA São Paulo), Márcia Nejaim, salientou que o evento representa um passo importante para elevar o patamar das relações comerciais.
“A ApexBrasil considera estratégica a parceria com a Rússia, onde mantemos há 16 anos um escritório ativo e fundamental em Moscou”, afirmou.
Márcia lembrou que o Brasil é um fornecedor essencial de alimentos e proteínas para a Rússia, enquanto o país europeu desempenha papel chave ao fornecer fertilizantes e combustíveis — insumos vitais para o agronegócio brasileiro.
“Queremos ampliar a diversificação da pauta comercial e agregar valor ao intercâmbio entre nossas empresas”, completou.
Comércio bilateral movimenta US$ 10,9 bilhões em 2025
O comércio entre os dois países manteve-se sólido em 2025, atingindo US$ 10,9 bilhões. Segundo dados da ApexBrasil, o Brasil exportou US$ 1,5 bilhão para a Rússia, um aumento de 5% em relação a 2024. Já as importações brasileiras de produtos russos somaram US$ 9,4 bilhões, valor 14,2% inferior ao do ano anterior, com destaque para combustíveis e fertilizantes.
Apesar dos números positivos, o desafio é diversificar a pauta exportadora. O estudo Perfil de Comércio e Investimentos Brasil-Rússia, da ApexBrasil, identificou 217 oportunidades de negócios ainda pouco exploradas. Entre os produtos com maior potencial estão alumina, veículos para transporte de mercadorias, soja, cacau em pó e frutas secas.
Novos produtos agropecuários brasileiros ganham espaço no mercado russo
Entre 2024 e 2025, a Rússia abriu seu mercado para novos produtos agrícolas brasileiros, ampliando o leque de exportações. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), foram autorizadas as exportações de feijão (2025), banana, erva-mate, amêndoas de cacau e noz-pecã (2024).
A ApexBrasil destaca que a demanda russa por alimentos está alinhada à oferta brasileira, o que aumenta o potencial de crescimento nas relações comerciais, especialmente no agronegócio.
Fórum debate sustentabilidade, tecnologia e segurança alimentar
Ao longo da programação, o fórum contou com três painéis temáticos, que abordaram as oportunidades de cooperação em sustentabilidade, segurança alimentar e tecnologias industriais e da informação. As discussões reforçaram a importância da inovação e da parceria entre os setores público e privado para impulsionar o desenvolvimento econômico conjunto.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Crédito de ICMS ganha força no agronegócio como alternativa para reforçar o caixa e reduzir custos financeiros
Em um cenário de crédito rural mais restrito e custos financeiros ainda elevados, produtores e empresas do agronegócio têm buscado novas alternativas para fortalecer o fluxo de caixa e reduzir a dependência de financiamentos bancários. Entre elas, os créditos acumulados de ICMS deixaram de ser apenas uma questão tributária e passaram a ocupar posição estratégica na gestão financeira das propriedades e agroindústrias.
Mesmo após a redução da taxa Selic para 14,50% ao ano em 2026, o custo do dinheiro continua elevado para boa parte do setor produtivo, o que tem levado empresários rurais a revisarem processos internos em busca de recursos já existentes dentro das próprias operações.
Especialistas avaliam que valores acumulados de ICMS, quando corretamente apurados e recuperados, podem representar uma importante fonte de liquidez para financiar investimentos, aquisição de insumos e reorganização financeira das empresas.
Crédito tributário passa a ser visto como ativo financeiro
De acordo com Altair Heitor, contador, especialista em gestão tributária para o agronegócio e CFO da Palin & Martins, o crédito acumulado de ICMS deixou de ser tratado exclusivamente como uma obrigação fiscal e passou a integrar o planejamento financeiro das empresas rurais.
Segundo ele, esses recursos representam capital próprio, sem incidência de custos financeiros, podendo reduzir a necessidade de recorrer a linhas de crédito com juros elevados.
“Muitos produtores ainda buscam financiamento externo sem perceber que possuem recursos acumulados na própria operação. Quando bem administrado, o crédito de ICMS pode fortalecer o caixa e ampliar a capacidade de investimento da empresa”, afirma.
Recuperação de créditos pode ampliar liquidez no campo
Em um setor que depende fortemente de capital de giro para custeio das lavouras, compra de fertilizantes, defensivos, sementes e demais insumos, a recuperação de créditos tributários passou a ser considerada uma ferramenta importante para melhorar a saúde financeira das empresas.
Segundo o especialista, a utilização desses recursos pode contribuir para investimentos em tecnologia, ampliação da produção, modernização das estruturas e reorganização do fluxo financeiro, reduzindo a necessidade de contratação de crédito bancário.
No entanto, ele ressalta que muitos produtores ainda deixam de aproveitar esse potencial por desconhecimento ou pela falta de organização da documentação necessária para comprovar os créditos.
Organização fiscal é fundamental para transformar crédito em caixa
Embora o direito ao crédito esteja previsto na legislação, sua utilização depende do correto levantamento das informações fiscais e do atendimento às exigências específicas de cada estado.
De acordo com Altair Heitor, a crescente digitalização dos sistemas de fiscalização tornou ainda mais importante a qualidade das informações prestadas pelas empresas, já que os órgãos fazendários utilizam cruzamentos eletrônicos de dados para validar os pedidos de recuperação.
Nesse contexto, falhas na escrituração, inconsistências fiscais ou ausência de documentação podem impedir que créditos legítimos sejam reconhecidos e utilizados pelas empresas.
Planejamento tributário reduz dependência de financiamentos
Outro ponto destacado pelo especialista é que a gestão tributária deve fazer parte do planejamento financeiro permanente das empresas rurais, e não apenas ser acionada em momentos de dificuldade econômica.
Segundo ele, a organização preventiva amplia a capacidade de tomada de decisão, melhora o controle financeiro e reduz a necessidade de recorrer a soluções mais onerosas em períodos de maior pressão sobre o caixa.
“A gestão tributária precisa ser encarada como parte da estratégia do negócio. Quando bem estruturado, o crédito tributário deixa de representar apenas uma questão fiscal e passa a funcionar como um instrumento de geração de liquidez e fortalecimento financeiro”, destaca.
Eficiência financeira ganha protagonismo no agronegócio
A busca por maior eficiência na gestão financeira acompanha a evolução do agronegócio brasileiro, que nas últimas décadas incorporou avanços em tecnologia, mecanização, genética e gestão da produção.
Agora, especialistas apontam que o planejamento tributário tende a ocupar espaço cada vez mais relevante dentro das estratégias empresariais do setor, contribuindo para aumentar a competitividade, preservar o capital de giro e melhorar a capacidade de investimento das propriedades rurais.
Em um ambiente marcado por custos elevados, mudanças no crédito rural e maior rigor na fiscalização tributária, a recuperação e o aproveitamento adequado dos créditos de ICMS surgem como uma alternativa para fortalecer a sustentabilidade financeira das empresas do agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
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