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Ceaf impulsiona formação e fortalece atuação ministerial em 2025

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O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público de Mato Grosso se consolidou em 2025 como espaço estratégico de qualificação profissional, difusão de conhecimento e fortalecimento da atuação ministerial. De acordo com o coordenador do Ceaf, procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, a escola “reafirmou seu compromisso com a educação corporativa de excelência, pautada no planejamento, na interiorização das ações formativas, na valorização das pessoas e no alinhamento às diretrizes do Planejamento Estratégico Institucional”. A instituição também deu continuidade ao trabalho pedagógico desenvolvido nos anos anteriores, garantindo estabilidade, maturidade e qualidade às ações formativas. Em 2025, realizou 81 ações educacionais, entre cursos, eventos, capacitações, cursos de extensão, programas de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado), além da participação em eventos internacionais. Essas atividades alcançaram mais de 2.500 participantes.Os dados do período evidenciam a priorização do público interno e das áreas sensíveis da atuação do Ministério Público. Entre os promotores de Justiça, o índice de adesão foi de 88,84%, e entre os procuradores de Justiça, de 71,79%. No quadro de servidores, mais de 1.300 pessoas foram alcançadas, enquanto o público externo somou 979 participantes.“As atividades desenvolvidas demonstram um esforço contínuo de aprimoramento das competências técnicas, humanas e gerenciais de membros, servidores, estagiários e colaboradores, reconhecendo que o desenvolvimento institucional passa, necessariamente, pelo desenvolvimento das pessoas”, afirmou o coordenador.As capacitações contemplaram temáticas estratégicas e multidisciplinares, abrangendo áreas jurídicas, administrativas, tecnológicas e de desenvolvimento humano, com forte interiorização por meio de iniciativas como o projeto DTI na Estrada, que levou formação a regiões como Tangará da Serra, Barra do Garças, Vila Rica e Nova Mutum. As ações também abordaram temas sensíveis à sociedade, como prevenção ao burnout, inteligência artificial aplicada ao Ministério Público, direitos da pessoa idosa, enfrentamento ao racismo e violência doméstica, reforçando o caráter socialmente responsável da política educacional do MPMT.A educação a distância manteve-se como estratégia central para democratizar o acesso ao conhecimento. Membros, servidores, estagiários, residentes e colaboradores participaram de 25 cursos, que incluíram desde conteúdos básicos, como Excel e Libras, até temas especializados, como feminicídio, primeira infância, solução de conflitos, comunicação sistêmica e hermenêutica constitucional. O formato on-line ampliou a equidade entre as unidades ministeriais e possibilitou aprendizagem contínua em um estado de grandes dimensões geográficas.“Por trás de cada curso ofertado na modalidade a distância, existe um trabalho integrado de planejamento pedagógico, produção técnica e acompanhamento educacional, conduzido por profissionais qualificados e comprometidos com a excelência”, explicou o supervisor pedagógico da escola, Hélio da Silva Taques Filho.A pós-graduação também registrou avanços. O Mestrado Interinstitucional (Minter), realizado em parceria com a PUC Minas, foi concluído com as defesas das dissertações, enquanto o Doutorado Interinstitucional (Dinter), executado com a Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), seguiu em andamento, fortalecendo a produção científica institucional. Paralelamente, a Especialização em Gestão, Governança e Administração Pública finalizou sua fase de aulas e entrou na etapa de elaboração dos artigos.Os projetos pedagógicos continuaram aproximando o Ministério Público da sociedade e fortalecendo competências internas. O “MP Sem Mistério” recebeu estudantes do ensino superior; o “Diálogos Possíveis” percorreu comarcas para discutir temas jurídicos relevantes; o “Trilhas Organizacionais” integrou departamentos internos; e o “Biblioteca Viva” estimulou a circulação de arte e cultura no ambiente institucional.Os cursos de extensão se destacaram pela profundidade acadêmica e pelo impacto na atuação finalística. A formação “MP por Elas” contribuiu para a conquista do Selo Ouro Respeito e Inclusão no Combate ao Feminicídio, concedido pelo Conselho Nacional do Ministério Público. O curso Curadoria da Vida, com mais de 200 participantes, aprofundou estudos sobre o Tribunal do Júri. Já o curso de Inteligência em Fontes Abertas e Investigação em Ambiente Virtual (Osint) preparou membros e servidores em técnicas contemporâneas de investigação digital.A aquisição de vagas em cursos e seminários externos ampliou a presença do Ministério Público em programas de qualificação nacionais e internacionais, permitindo contato com tendências emergentes em gestão, tecnologia e práticas jurídicas. “Essa iniciativa viabiliza o acesso a conteúdos diversificados, que abrangem temas jurídicos especializados e abordagens interdisciplinares com impacto direto na atuação do Ministério Público”, avaliou a supervisora administrativa, Marcela Tereza Belizário da Silva do Prado.A Biblioteca Attílio Ourives, integrada ao Ceaf, continuou expandindo seus serviços, com mais de 2.100 obras disponíveis e novas plataformas digitais especializadas, fortalecendo a pesquisa jurídica e interdisciplinar. O coordenador resume o ano como um período de maturidade e fortalecimento institucional. “Cada ação representa um passo no fortalecimento da cultura organizacional baseada no conhecimento, na ética, na inovação e no serviço público de qualidade”, destacou Antonio Sergio Cordeiro Piedade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Autoridades e rede de proteção à infância e à juventude se reúnem

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Teve início na manhã desta segunda-feira (18), Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Contra a Criança e o Adolescente, o 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais da Criança e do Adolescente na Perspectiva Nacional e Internacional e o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Estado de Mato Grosso, na Sede das Promotorias de Justiça da Capital, em Cuiabá.O evento, que vai até terça-feira (19), reúne membros do Poder Judiciário, do Ministério Público, especialistas, pesquisadores e integrantes da rede de proteção dos direitos da criança e do adolescente. A realização ocorre por meio da parceria entre Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), com apoio de instituições ligadas à infância e juventude.Na abertura dos Encontros, o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote destacou o comprometimento de todos os profissionais que se reuniram para encontrar maneiras de proteger a infância e a juventude. “Os desafios enfrentados hoje exigem atenção permanente das instituições. A violência, os crimes praticados no ambiente digital, o aliciamento de adolescentes e a fragilização dos vínculos familiares são questões que precisam ser enfrentadas com responsabilidade, união e ações concretas”, disse.O corregedor pontuou ainda que, conforme preconiza a Constituição federal, a proteção de crianças e adolescentes “é um dever compartilhado entre Poder Público, família e sociedade” e que o Poder Judiciário de Mato Grosso “tem buscado atuar de forma simples e eficaz, com responsabilidade, diálogo institucional e fortalecimento da rede de proteção”.O procurador-geral de Justiça do Estado, Rodrigo Fonseca Costa disse que é uma honra receber a todos no Ministério Público para debater o tema da infância e juventude. “A prioridade começa aqui, com todos nós vindo participar, até mesmo de comarcas distantes da capital. Estamos todos juntos nessa luta para que consigamos, cada dia mais, prestar um bom serviço e proteger a criança e o adolescente no Estado de Mato Grosso. Vamos trabalhar cada vez mais essa rede de proteção para efetivar o comando constitucional da prioridade absoluta da criança e do adolescente”, declarou.O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente do MPMT, membro da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja/MT) e coordenador do encontro, lembrou que o evento inicia no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra a Criança e o Adolescente, explicando que tal data se deve à luta pelos direitos humanos infantojuvenis que integram o movimento “Maio Laranja”, criado pela Lei federal nº 9.970/2000.“É uma referência triste, ainda não devidamente resolvida, do sequestro e homicídio da menina Araceli Cabrera Crespo, de apenas 8 anos de idade, em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória, Espírito Santo, conhecido nacionalmente e internacionalmente como o ‘Caso Araceli’. Também temos o dia 3 de maio, que por meio da Lei nº 14.344/2022, foi instituído como o Dia Nacional do Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra a Criança e o Adolescente, a Lei Henry Borel”, pontuou o procurador de Justiça.Paulo Prado reforçou ainda a importância da rede articulada de instituições responsáveis pela efetivação dos direitos das crianças e dos adolescentes por meio do encontro que está sendo realizado. “Nós estamos aqui pelas crianças e adolescentes excluídas, que ainda hoje precisam de uma ação do Ministério Público, de uma decisão do Poder Judiciário para serem atendidos por um especialista médico, assim como para que se tenha a inclusão das pessoas com deficiência. E, ainda, pelas milhares de crianças deste estado que ainda dependem do Ministério Público e do Poder Judiciário para serem encaminhadas para uma cirurgia”, elencou.A juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, supervisora da Ceja-MT e coordenadora do evento, Anna Paula Gomes de Freitas, pontuou a relevância do debate, que conta com a participação de especialistas internacionais. “A causa da infância e juventude é tratada em âmbito internacional. As leis são previstas em tratados internacionais de direitos humanos infantojuvenis. Então, a principal importância de Cuiabá trazer esse evento em nível internacional é nós debatermos diretamente com especialistas do outro lado do mundo e chegarmos a um consenso do que nós podemos eventualmente trocar de experiências, e nos adiantarmos nessas novas políticas que vêm sendo trazidas com as novas temáticas da infância e adolescência”, afirmou.O coordenador da Coordenadoria da Infância e da Juventude de Mato Grosso (CIJ-MT) e juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Túlio Duailibi Alves Souza aponta que os temas tratados nesses dois dias de encontros são transversais e exigem uma organização em rede. “Por isso este evento é muito importante para o fortalecimento da rede, para que as ações possam ser melhor estruturadas”.O magistrado destaca ainda que, ao longo dos anos, o Judiciário vem se aprimorando, junto com os demais atores, nesse propósito. “Hoje temos a Ceja, que tem uma atividade bastante importante no Tribunal de Justiça, temos a Coordenadoria da Infância e Juventude, que atua também junto com a Ceja e com o que diz respeito ao socioeducativo, dentro do GMF, e às diretrizes do CNJ. Então, ao longo dos anos o Poder Judiciário vem encaminhando sua estruturação interna, para que possa manter esse diálogo permanente no aspecto externo, que é com a rede de atendimento”.A abertura do encontro contou com a apresentação artística do Instituto Flauta Mágica e também com a participação das seguintes autoridades: desembargadora Gabriela Knaul de Abuquerque, defensora pública Elianeth Nazário; presidente da Comissão da Infância e Juventude da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Cíntia Nágila Santos Pinheiro; coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, promotor de justiça Caio Márcio Loureiro; presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público de Mato Grosso, promotor de justiça Milton Matos da Silveira Neto; e o diretor-geral da Fundação Escola Superior do MPMT, promotor de justiça Marcelo Caetano Vacchiano.

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Fotos: Alair Ribeiro | TJMT.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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