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Lar Cooperativa registra receita líquida de R$ 23,2 bilhões em 2025 com crescimento de 14,4%

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A Lar Cooperativa encerrou o exercício de 2025 com resultados recordes, confirmando a eficiência do seu modelo de gestão centrado em pessoas e em investimentos estratégicos. Durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada em 30 de janeiro, a cooperativa divulgou crescimento de 14,4% na receita líquida, atingindo R$ 23,2 bilhões.

Segundo o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, apesar de desafios como a frustração parcial da lavoura de soja no Sul do Mato Grosso do Sul e a influenza aviária, a cooperativa apresentou desempenho sólido, garantindo sustentabilidade e geração de valor para associados, funcionários e comunidades.

O resultado financeiro também avançou 6,6% em relação a 2024, alcançando R$ 983 milhões, reforçando o papel da Lar como motor de desenvolvimento regional e exemplo de sucesso no cooperativismo.

Expansão e diversificação do portfólio de proteínas

O Relatório e Balanço 2025 destacou investimentos estratégicos em infraestrutura e na ampliação do portfólio. Entre os principais movimentos:

  • Expansão da capacidade de recebimento de grãos com 10 novas unidades;
  • Abertura de 20 novas lojas de insumos;
  • Entrada na piscicultura com aquisição da Unidade Industrial de Peixes em São Miguel do Iguaçu (PR);
  • Início das operações de abate de suínos no Paraná;
  • Ampliação do abate de frangos no Rio Grande do Sul, consolidando a oferta das três principais proteínas animais.
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Logística e presença internacional fortalecidas

Para sustentar o crescimento, a Lar ampliou sua frota própria de 1.373 para 1.600 veículos, garantindo maior eficiência no transporte. A cooperativa atendeu todos os estados brasileiros e exportou para 71 países em 2025, operando por meio de 168 portos.

A marca Lar Foods também passou por revitalização de identidade visual e contratou o apresentador Ratinho como embaixador, fortalecendo o vínculo com o consumidor final e agregando valor ao portfólio de produtos.

Distribuição de resultados e benefícios aos associados

As sobras distribuídas aos associados somam mais de R$ 101 milhões, com pagamento programado para 9 de fevereiro. Nesse mesmo dia, será realizada a devolução de capital aos associados jubilados, totalizando mais R$ 53 milhões.

Incluindo bonificações de insumos, soja e milho, sobras da Lar Credi, cesta de Natal e créditos em conta capital, o valor total distribuído chega a R$ 335,9 milhões.

O Programa de Participação nos Resultados (PPR) garantiu aos funcionários um 14º salário integral, pago em duas parcelas, sendo a primeira já quitada em janeiro de 2026.

Recorde histórico de investimentos

Em 2025, a Lar realizou o maior volume de investimentos de sua história, aplicando R$ 1,379 bilhão no desenvolvimento das cadeias produtivas e na consolidação de novos negócios. O planejamento estratégico 2026-2035 projeta continuidade no crescimento, com foco em inovação, expansão e fortalecimento do cooperativismo.

“A Lar tem sido ousada nas últimas três décadas e segue confiante no futuro, superando desafios econômicos e globais”, afirmou o diretor-presidente Irineo da Costa Rodrigues.

AGO aprova resultados por unanimidade

Mesmo em período de colheita da soja, mais de 800 associados acompanharam a AGO presencialmente em Medianeira (PR), além dos participantes via Zoom e YouTube.

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Todos os itens da pauta foram aprovados por unanimidade, incluindo:

  • Relatório e Balanço 2025;
  • Destinação das sobras do exercício;
  • Eleição e posse do Conselho Fiscal 2026;
  • Integralização de capital em cooperativas centrais e coligadas;
  • Autorizações para operações financeiras e garantias.
Conselho Fiscal 2026
  • Membros efetivos: Natália Ghellere Garcia Miranda (PR), Rafael Messias Viapiana (PR) e Evandro Scheid Behenck (PR).
  • Suplentes: Djonathan Henrique Kuhn (PR), Alfonso Pedro Eidt (MS) e Neusa Aparecida Bogo (PR).
Homenagem a funcionários

A Lar prestou homenagem a 58 funcionários que completaram 25, 40 e 50 anos de casa, reconhecendo suas contribuições à cooperativa.

Profissionais com 40 anos de cooperação plantaram árvores no Bosque das Autoridades e Pioneiros, simbolizando as raízes sólidas de parceria e crescimento da Lar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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