CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Acordo Mercosul-UE é oportunidade para ampliar vendas e gerar empregos, avalia secretária do MDIC

Publicados

BRASIL

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, participou na segunda-feira (9/2) da Mesa de Diálogo “Acordo Mercosul: Perspectivas e Oportunidades”, promovida pela Itaipu Binacional durante o 38º Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel (PR).

O encontro reuniu representantes do governo federal, do setor produtivo e do cooperativismo para debater os impactos e as oportunidades do acordo Mercosul para o agronegócio brasileiro, com destaque para a ampliação de mercados e o fortalecimento da competitividade das exportações.

Em sua fala, Tatiana ressaltou a importância do diálogo permanente com o setor produtivo e do papel da política comercial como instrumento de desenvolvimento econômico, integração regional e geração de empregos, especialmente em regiões com forte base agroindustrial.

A secretária citou o empenho do vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckimin, e destacou que as empresas brasileiras que exportam para a União Europeia hoje contam com mais de 3 milhões de trabalhadores. “Com o acordo, as perspectivas são para que esse número de empregados associados as exportações europeias cresçam”.

Leia Também:  Enem 2025: mais de 142 mil inscritos de Minas Gerais são concluintes do ensino médio público

Para a secretária, o acordo Mercosul–União Europeia representa uma oportunidade estratégica para o agronegócio, ao ampliar mercados e fortalecer a inserção internacional da produção brasileira.

“Esse é um acordo que valoriza e beneficia o agronegócio brasileiro, ao abrir mercados para produtos centrais da nossa pauta de exportação. Para regiões como esta [Sul], em que o agro é tão relevante, trata-se de uma oportunidade concreta de ampliar vendas e gerar renda”, afirmou.

Tatiana lembrou que o acordo oferece acesso preferencial a um mercado exigente e com alto potencial de consumo, favorecendo a competitividade do setor.

Ela destacou ainda que os ganhos para o setor vão além do mercado europeu, com reflexos positivos sobre a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, à medida que a produção brasileira se torna mais competitiva.

A mesa contou com a presença de Enio Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional; Fernanda Machiaveli, secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; Dilvo Grolli, presidente da Coopavel; e Robson Mafioleti, superintendente da Ocepar. A moderação foi conduzida por Gisele Ricobom, professora da UFRJ e assessora da diretoria brasileira da Itaipu.

Leia Também:  MTE interdita 10 elevadores em obra na Zona Oeste de São Paulo após acidente com trabalhadores

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

BRASIL

Secretária do MDIC destaca papel da regulação na implementação do Acordo Mercosul-União Europeia

Publicados

em

O papel da regulação na implementação do Acordo Mercosul-União Europeia esteve no centro dos debates do segundo dia do Encontro de Reguladores, realizado nos dias 9 e 10 de junho, em Brasília (DF).

A palestra foi conduzida pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (SECEX/MDIC), Tatiana Prazeres, e teve como tema os impactos do acordo para a regulação brasileira.

Moderado pelo secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo Sebba Ramalho, o painel focou nos desafios e oportunidades decorrentes do acordo comercial que entrou em vigor no último dia 1º de maio.

Durante sua apresentação, Tatiana destacou que o acordo foi concluído em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas, transformações econômicas e reconfiguração das cadeias globais de valor. Segundo ela, nesse cenário, a integração econômica ganha ainda mais relevância para ampliar oportunidades de comércio, investimentos e competitividade.

“O acordo criou oportunidades concretas para o Brasil, mas é fundamental que os reguladores conheçam seus dispositivos, compreendam seus impactos e se reconheçam como atores centrais na sua implementação”, afirmou.

A secretária apresentou dados que demonstram o potencial econômico do acordo para o Brasil. Estimativas do MDIC apontam efeitos positivos de longo prazo sobre diversos indicadores econômicos, incluindo aumento de 0,34% no Produto Interno Bruto (PIB), crescimento de 0,76% nos investimentos, elevação de 0,42% nos salários reais, expansão de 2,65% nas exportações e de 2,46% nas importações, além de redução de 0,56% nos preços ao consumidor.

Leia Também:  O que é um Destino Turístico Inteligente? Entenda o modelo brasileiro e seus benefícios

Tatiana também ressaltou a dimensão estratégica da parceria entre os dois blocos. Juntos, Mercosul e União Europeia reúnem 31 países, cerca de 718 milhões de consumidores e um PIB combinado superior a US$ 22 trilhões. A corrente de comércio entre Brasil e União Europeia alcançou US$ 100 bilhões pela primeira vez em 2025.

A secretária observou ainda que as importações brasileiras provenientes da União Europeia são compostas majoritariamente por bens de capital, insumos e bens intermediários, enquanto parcela significativa das exportações brasileiras para o bloco é formada por produtos de média e alta tecnologia.

Regulação

Ao longo da palestra, Tatiana enfatizou que a eliminação de tarifas é apenas uma das dimensões do acordo. “A eliminação das tarifas abre portas, mas a regulação é que define se é possível atravessá-las com facilidade”, afirmou.

Segundo a secretária, os custos ao comércio internacional também estão relacionados a exigências regulatórias, certificações, inspeções, requisitos técnicos e procedimentos administrativos.

Com a redução das tarifas para entrar no mercado europeu, Tatiana acredita que a transparência, a previsibilidade, a cooperação institucional e a qualidade regulatória tornam-se fatores ainda mais decisivos para que se possa usufruir plenamente dos benefícios do acordo.

Leia Também:  Ministério do Turismo participa de anúncio de voo diário entre Brasília e Campina Grande

Outro ponto destacado foi a necessidade de fortalecer a coordenação entre diferentes instituições públicas envolvidas na implementação do acordo.

De acordo com Tatiana, a efetividade dos compromissos assumidos dependerá da atuação articulada de reguladores, ministérios setoriais, órgãos de comércio exterior, autoridades sanitárias, organismos de acreditação, certificação e demais entidades responsáveis pela aplicação das normas.

“O sucesso da implementação não será determinado apenas pelas questões tarifárias, mas também pela capacidade dos reguladores de transformar compromissos internacionais em procedimentos, normas e práticas que reduzam custos, aumentem a previsibilidade e preservem os objetivos legítimos de interesse público”, destacou.

Promovido pela Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do MDIC, o Encontro de Reguladores reuniu representantes de órgãos reguladores federais, especialistas e gestores públicos para discutir boas práticas regulatórias, cooperação institucional e os desafios da competitividade brasileira.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA