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Maior oferta brasileira derruba preços do suco de laranja em Nova York, mas varejo dos EUA mantém valores recordes

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Cotações internacionais do suco de laranja recuam com previsão de safra maior no Brasil

De acordo com o Itaú BBA, os preços do suco de laranja na Bolsa de Nova York registraram forte queda nas últimas semanas, reflexo da estimativa de aumento na produção brasileira.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a safra 2026/27 do país deve superar a anterior, que já havia sido considerada alta.

Na bolsa, o suco foi negociado a US$ 2.498,20 por tonelada, acumulando recuo de 21% em 30 dias e desvalorização de 56% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando as cotações se aproximavam de US$ 6.000/t.

A expectativa de uma oferta global mais robusta, liderada pelo Brasil, segue pressionando os contratos futuros.

Mesmo com queda em NY, preços seguem recordes no varejo americano

Apesar da desvalorização no mercado futuro, o consumidor americano ainda enfrenta preços recordes nas prateleiras. Dados do Departamento de Pesquisa Econômica do USDA mostram que o suco de laranja concentrado congelado foi vendido, em dezembro, a US$ 4,82 por lata, o maior valor da série histórica.

Na média de 2025, o preço ficou 8,6% acima do registrado em 2024, alcançando US$ 4,60/lata.

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Esse movimento se explica pela baixa produção doméstica dos Estados Unidos, especialmente na Flórida, cuja safra foi estimada em 12 milhões de caixas para 2026/27, e pela maior dependência do suco brasileiro.

Exportações brasileiras mudam de rota: queda nos EUA e alta na Europa

O relatório aponta que, em janeiro, o perfil das exportações brasileiras de suco de laranja passou por uma mudança importante.

As compras dos Estados Unidos, que vinham em ritmo forte desde o início da safra, caíram para 12 mil toneladas no mês.

Em contrapartida, as aquisições da União Europeia voltaram a crescer, atingindo 50 mil toneladas — um aumento de 56% em relação a janeiro de 2025 e salto de mais de 230% na comparação com dezembro.

O movimento reforça a recomposição da demanda europeia, após meses de retração.

Fundecitrus reduz novamente a estimativa da safra 2025/26

Enquanto o mercado internacional projeta alta na oferta global, o Fundecitrus revisou para baixo sua estimativa da safra 2025/26 no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro.

O levantamento divulgado em 10 de fevereiro apontou produção de 292,6 milhões de caixas, uma queda de 0,7% em relação à segunda reestimativa (294,8 milhões) e 7% menor que a projeção inicial (314,6 milhões de caixas).

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A redução foi atribuída ao desempenho abaixo do esperado das variedades tardias, prejudicadas pelo déficit hídrico entre maio de 2025 e janeiro de 2026, período em que as chuvas ficaram abaixo da média histórica.

Até meados de janeiro, 87% da safra já havia sido colhida, confirmando a tendência de ajuste negativo antes do fechamento do ciclo.

USDA projeta leve recuperação da produção global em 2026/27

Para o próximo ciclo (2026/27), o USDA projeta uma leve recuperação da produção mundial de suco de laranja concentrado congelado (FCOJ), estimada em 1,351 milhão de toneladas, alta de 0,8% sobre o ciclo anterior.

O Brasil deve liderar essa expansão, com crescimento de 1,9%, alcançando 1,032 milhão de toneladas, consolidando-se como o maior produtor e exportador global.

Do lado da demanda, espera-se uma retomada gradual do consumo, impulsionada pela queda dos preços ao consumidor após o período de forte valorização.

Ainda assim, o volume de produção projetado deve ser suficiente para atender a demanda global, mantendo o equilíbrio no mercado internacional de suco.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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