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Soja opera estável em Chicago nesta sexta-feira, com o mercado à espera de dados do USDA e atentos a encontro entre EUA e China

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O mercado se mostra cauteloso diante de dois importantes acontecimentos que podem influenciar os preços nos próximos dias: o encontro entre Estados Unidos e China, previsto para este sábado (10) em Genebra, e a divulgação do novo boletim de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), marcada para a próxima segunda-feira (12).

Realização de lucros após altas recentes

Após uma semana de valorização impulsionada por expectativas geopolíticas, os contratos da soja operam em baixa moderada na manhã desta sexta-feira. Por volta das 5h20 (horário de Brasília), os principais vencimentos registravam perdas entre 2,25 e 3,25 pontos. O contrato de julho era negociado a US$ 10,43 por bushel, enquanto o de setembro estava cotado a US$ 10,18 por bushel.

Soja caminha em direção oposta a outros produtos agrícolas

Enquanto a soja registra leve queda, outros produtos agrícolas, como milho, trigo e óleo de soja, seguem em trajetória de alta. O farelo de soja, por sua vez, acompanha o movimento de baixa, ainda que de forma discreta. Essa diferença entre as commodities evidencia a cautela específica do mercado de soja, diante dos fatores externos que devem ganhar destaque nos próximos dias.

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Expectativa pelo encontro entre EUA e China

Um dos principais focos do mercado está voltado ao encontro marcado para este sábado (10), em Genebra, entre representantes dos governos dos Estados Unidos e da China. A reunião é aguardada com atenção pelos investidores e agentes do setor, que buscam sinais sobre possíveis avanços nas relações comerciais entre as duas potências. O resultado do encontro pode influenciar diretamente o comportamento dos preços da soja, considerando o peso da China como principal importadora do grão.

Acompanhamento do plantio nos Estados Unidos

Paralelamente às expectativas geopolíticas, o mercado monitora o avanço do plantio da nova safra nos Estados Unidos. As condições climáticas favoráveis têm permitido um ritmo acelerado dos trabalhos no campo, o que contribui para uma perspectiva positiva quanto à produtividade da próxima safra norte-americana.

Divulgação do novo boletim do USDA

Outro fator aguardado com expectativa é a divulgação do novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA, prevista para segunda-feira (12). O documento poderá trazer ajustes importantes nos números da safra dos EUA, além de atualizações sobre estoques e exportações, com potencial de impactar diretamente os preços no mercado internacional.

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Mercado busca estabilidade diante das incertezas

Diante desse cenário, o mercado da soja adota uma postura de cautela, buscando encerrar a semana com certa estabilidade. Os investidores aguardam os desdobramentos do cenário geopolítico e os dados oficiais do USDA para reavaliar as estratégias de negociação e traçar novas projeções para os preços da oleaginosa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos

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A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.

Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.

É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

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O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.

Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.

Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.

Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.

Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.

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A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.

Fonte: Pensar Agro

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