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Esmagamento de soja em Mato Grosso registra crescimento expressivo em janeiro com impacto da política de biodiesel

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Mato Grosso alcança recorde histórico de esmagamento de soja em janeiro

Mato Grosso registrou em janeiro de 2026 o maior volume de esmagamento de soja para o mês na série histórica do Imea, com 968,43 mil toneladas processadas, um avanço de 15,17% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado consolida a posição do estado como principal polo de industrialização da oleaginosa no país, refletindo a estrutura robusta do agronegócio local.

Capacidade industrial e oferta elevada impulsionam processamento

Segundo o Imea, a expansão observada no início do ano está associada ao aumento de 13,95% na capacidade de esmagamento das indústrias em Mato Grosso, bem como à elevada disponibilidade de soja no estado, o que favoreceu o volume processado no período. Estes fatores combinados sustentaram a expansão do esmagamento frente ao ano anterior.

Política de biodiesel e demanda por óleo de soja sustentam o crescimento

A elevação da mistura obrigatória de biodiesel no óleo diesel para 15% (B15) no Brasil — medida que entrou em vigor em 1º de agosto de 2025 — ampliou a demanda por óleo de soja, principal insumo na produção de biodiesel nacional, contribuindo diretamente para a expansão do esmagamento em 2026. A maior participação do biodiesel na matriz energética brasileira trouxe otimismo ao setor e incentivou o processamento de soja para atender à demanda do mercado interno.

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Cenário macroeconômico influencia o setor agroindustrial

No atual contexto econômico brasileiro, marcado por debates em torno da política monetária e das metas de inflação do Banco Central do Brasil, o agronegócio segue demandando atenção às condições de crédito e aos custos de produção. Embora o relatório mais recente de inflação do Banco Central aponte cenários desafiadores para a economia como um todo, o desempenho robusto do esmagamento de soja evidencia resiliência em segmentos ligados à bioenergia e ao complexo soja.

Impacto esperado para a cadeia do biodiesel em 2026

Analistas do setor também projetam que a demanda por biodiesel deve continuar crescendo em 2026 em decorrência da vigência da mistura B15 ao longo do ano, o que pode elevar ainda mais o consumo de óleo de soja no país. Estimativas de consultorias do mercado sugerem aumento de cerca de 6% na demanda por biodiesel em 2026, com reflexos diretos sobre a cadeia de esmagamento e sobre a comercialização do grão e seus derivados.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne

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O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.

O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.

Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil

Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.

De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.

“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.

A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.

“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.

MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.

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A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.

No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate

Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.

As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.

Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.

“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.

Competitividade da carne brasileira pode ser impactada

O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

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No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.

Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.

Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta

O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.

A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.

Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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