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Escola estadual e Emater-MG lançam projeto de horta escolar sustentável em Belmiro Braga

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Parceria para produção sustentável de alimentos

A Escola Estadual Belmiro Braga, em parceria com o escritório local da Emater-MG, está implantando uma horta escolar com foco na produção sustentável de alimentos. A iniciativa, que acontece no município de Belmiro Braga, na Zona da Mata, tem o objetivo de enriquecer a merenda escolar e também doar parte da produção para as famílias dos estudantes.

Alunos envolvidos no projeto

Doze alunos do 2º ano do ensino médio participam ativamente da ação. Segundo a professora Joceline Alvarenga, responsável pela disciplina de Educomunicação e Ambientalismo, o projeto chamado Sustentabilidade busca incentivar práticas sustentáveis tanto na comunidade escolar quanto nos ambientes urbano e rural.

Apoio técnico da Emater-MG

A Emater-MG oferece assistência técnica durante todo o processo, desde o preparo do solo até a colheita das hortaliças. O técnico Rafael Cassador Monteiro explica que o projeto tem como objetivo ensinar aos alunos todas as etapas da produção de alimentos, destacando ações que promovem um cultivo sustentável e a preservação do meio ambiente.

Detalhes da horta escolar

A horta será implantada em uma área de 8 metros quadrados, com canteiros já em preparação. A expectativa é que a primeira colheita ocorra em cerca de dois meses. Entre as hortaliças plantadas estarão alface, cebolinha, couve e hortelã, com sementes doadas pelas famílias dos estudantes.

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Importância da Emater para o projeto

Para a professora Joceline, a participação da Emater-MG é fundamental. “A Emater tem uma presença marcante junto à comunidade, com conhecimento em agricultura sustentável, familiar e no desenvolvimento rural. Além disso, ajuda a educar os estudantes sobre a importância da sustentabilidade e suas práticas”, destaca.

Colaboração especial da cozinheira e educadora Cidinha Santiago

O projeto também conta com o apoio da educadora e cozinheira Cidinha Santiago, natural de Belmiro Braga e autora do livro Receitas de Comidas Típicas. Com mais de 30 anos de experiência e participação em programas de TV, Cidinha ministra cursos de culinária voltados à valorização dos alimentos regionais. Ela destaca seu entusiasmo com a iniciativa: “Estou muito feliz e animada em abraçar este projeto porque acredito nos jovens e numa alimentação sustentável”, afirma.

A horta escolar em Belmiro Braga une educação, sustentabilidade e cultura alimentar, promovendo um impacto positivo na comunidade e preparando os alunos para práticas responsáveis e conscientes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

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O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

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Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

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Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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