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Operação Transbordo causa prejuízo de R$ 100 milhões ao crime
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Distrito do Abacate da Pedreira, 24/02/2026 – A Polícia Civil do Estado do Amapá (PCAP), por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), deflagrou a Operação Transbordo. A ofensiva, ocorrida na segunda-feira (23), é um desdobramento da apreensão de aproximadamente 400 kg de cocaína no Distrito do Abacate da Pedreira, em Macapá (AP). Com um prejuízo estimado em mais de R$ 100 milhões para as organizações criminosas, a operação é considerada uma das maiores já realizadas no estado.
A primeira fase foi deflagrada em 4 de junho do ano passado. Na ocasião, além da expressiva quantidade de entorpecente, foi apreendida uma lancha utilizada na logística criminosa para o transporte e a transferência da droga entre embarcações.
A nova fase da investigação ocorreu na segunda-feira (23). O trabalho incluiu aprofundamento técnico e análise de informações, que resultaram na prisão do principal operador da organização criminosa responsável pela logística de transferência da droga entre embarcações. Essa prática era empregada para redistribuir o entorpecente e viabilizar o envio a outros estados da Federação.
O apoio logístico e operacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), foi viabilizado no âmbito do Projeto I.M.P.U.L.S.E. A cooperação permitiu o deslocamento de equipes e a integração com a Polícia Civil de São Paulo, o que fortaleceu a execução simultânea das ações e o intercâmbio de informações estratégicas.
Como o grupo agia
A investigação identificou que o grupo utilizava o território amapaense como ponto estratégico para a movimentação interestadual da droga, com conexões operacionais no estado de São Paulo. A atuação integrada das forças de segurança permitiu o cumprimento coordenado de medidas judiciais e o avanço no mapeamento da estrutura da organização criminosa.
Segundo o delegado Leonardo Alves, titular da Denarc/PCAP, a operação é considerada a maior já realizada no estado, principalmente pelo volume de droga apreendido.
“A operação resultou na prisão de três criminosos altamente articulados no transbordo de drogas para navios e em uma expressiva apreensão de cocaína no Amapá”, ressaltou. O delegado acrescentou que a prisão do principal responsável pela logística de redistribuição representa um avanço significativo na desarticulação da organização criminosa e reforça a estratégia de enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas com atuação interestadual.
O MJSP, por intermédio da Senasp e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), reafirmou o compromisso com o fortalecimento das Polícias Civis e com a promoção de operações integradas voltadas à descapitalização e à desestruturação de organizações criminosas em todo o território nacional.
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Projeto Integra moderniza investigações das polícias civis e amplia uso de tecnologia no combate ao crime organizado
Brasília, 24/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), tem ampliado a capacidade investigativa das polícias civis dos estados e do Distrito Federal com o Projeto Integra. A ação já contabiliza mais de 16 mil extrações de dados de dispositivos móveis, 9.719 aparelhos analisados e 530 profissionais capacitados para operar tecnologias avançadas de investigação criminal. O investimento do Governo Federal é de R$ 85 milhões, destinados à modernização da infraestrutura tecnológica das polícias civis.
Coordenado pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi/Senasp), o projeto fortalece o enfrentamento às organizações criminosas por meio da disponibilização de equipamentos e soluções tecnológicas de última geração para desbloqueio, extração, análise e armazenamento de dados de dispositivos móveis, sempre mediante autorização judicial.
Os resultados evidenciam o impacto da ação nas investigações conduzidas pelas polícias civis. Das mais de 16 mil extrações realizadas, 5,5 mil estão relacionadas a investigações de tráfico de drogas, 2,8 mil a casos de homicídio doloso e 12,7 mil a apurações envolvendo organizações criminosas, contribuindo para a produção de provas e para o avanço de investigações complexas em todo o território nacional.
“O Projeto Integra representa um marco na cooperação federativa ao promover a integração tecnológica entre as polícias civis de todo o País. A ação fortalece a produção de provas digitais, qualifica investigações e amplia a capacidade do Estado de combater organizações criminosas, contribuindo para uma atuação mais eficiente, coordenada e alinhada aos desafios da criminalidade contemporânea”, afirma o diretor de Operações Integradas e Inteligência (Diopi), Anchieta Nery.
Investimentos
A ação está estruturada em três eixos: aquisição e distribuição de equipamentos e softwares especializados; capacitação e suporte técnico aos operadores; e gestão do cadastro e do acesso dos usuários das unidades da Federação. Esses eixos atuam de forma integrada e ampliam a eficiência das investigações criminais.
As 27 unidades da Federação receberam quatro estações de trabalho, sistemas de armazenamento de dados e licenças de software para extração de informações de dispositivos móveis.
Além da infraestrutura tecnológica, o Projeto Integra investe na formação continuada dos profissionais responsáveis pela operação dos equipamentos. Até o momento, 530 servidores foram capacitados, dos quais 208 atuam como operadores ativos das soluções disponibilizadas pela Senasp.


