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Governo de MT e Nova Rota confirmam entrega da duplicação da BR-163 em metade do tempo de contrato

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Durante visita técnica à Nova Rota do Oeste, o governador Otaviano Pivetta destacou a qualidade e o avanço da duplicação da BR-163 e confirmou que a conclusão das obras ocorrerá em metade do tempo previsto no acordo firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O encontro na sede da concessionária ocorreu na manhã desta quarta-feira (24.6).

“Estamos duplicando em quatro anos o que poderíamos fazer em oito anos, conforme o prazo da ANTT. Por entender a importância dessa rodovia, aceleramos as obras e, em pouco tempo, a BR-163, em Mato Grosso, será a autoestrada mais importante do Brasil”, pontuou o governador.

Conforme o cronograma da Nova Rota do Oeste, até dezembro de 2026 serão entregues os 96 quilômetros de duplicação restantes previstos no contrato original. Outros 230 quilômetros de duplicação já foram entregues. Além desse escopo, a concessionária também executa a construção de outros 100 quilômetros de rodovia, entre Várzea Grande e Jangada, serviços incorporados ao contrato em janeiro de 2025.

“Do ponto de vista financeiro, toda a duplicação da BR-163 está garantida”, completou o governador.

O diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, destacou que, além da celeridade das obras, a concessionária tem investido em qualidade e alcançou em pouco tempo o título de maior obra de infraestrutura rodoviária do Brasil.

“Em 2025 também recebemos o prêmio de melhor rodovia do país, e isso é fruto de muito trabalho. Temos um laboratório de controle de qualidade, um dos mais modernos do Brasil, onde acompanhamos tudo o que é executado na rodovia. Somente no ano passado, realizamos mais de 370 mil ensaios de qualidade, entre testes de compactação, concreto e asfalto, processando todas essas informações com inteligência artificial”, disse.

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Durante a visita técnica, o governador, o presidente do Conselho de Administração da Nova Rota e secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo Oliveira; o conselheiro e presidente da Aprosoja MT, Lucas Beber; o diretor-presidente da concessionária, Luciano Uchoa; e técnicos da empresa percorreram a estrutura da concessionária. O grupo visitou o Centro de Controle Operacional (CCO), de onde acompanhou remotamente o andamento das obras, além da Torre de Controle e do Laboratório de Qualidade e Tecnologia.

Na avaliação do secretário Marcelo Oliveira, a disposição da Concessionária em receber as equipes e ouvir as orientações sobre melhorias que podem ser implementadas na BR-163 demonstra transparência e compromisso com as demandas do Estado.

“A BR-163 é a principal rodovia de Mato Grosso, que, em dez anos, deve alcançar uma produção de 130 milhões de toneladas de grãos. Daí a importância de construir rodovias com qualidade para garantir o escoamento da safra”, afirmou.

Posse no Conselho

Nesta quarta-feira, também foi empossado o novo conselheiro de Administração da empresa, Lucas Costa Beber, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e presidente interino da Aprosoja Brasil.

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O nome do presidente da Aprosoja MT e produtor rural Lucas Beber foi indicado para o Conselho de Administração da Nova Rota pelo Governo de Mato Grosso, acionista da concessionária, atendendo a uma demanda da classe produtora do Estado, interessada em acompanhar os investimentos realizados na BR-163.

Para Beber, integrar o Conselho de Administração representa uma oportunidade e um reconhecimento do Governo de Mato Grosso aos produtores rurais, que são importantes contribuintes para os investimentos em infraestrutura e os principais usuários da BR-163. “Nosso interesse é acompanhar e fiscalizar o andamento das obras, estreitar a comunicação e levar à Nova Rota as demandas da cadeia produtiva sempre que necessário”, disse.

Segundo Uchoa, o novo conselheiro chega para enriquecer o trabalho da concessionária ao trazer a visão dos produtores rurais, principais interessados na rodovia, que é um dos mais importantes corredores de escoamento da produção nacional. “Será uma relação muito importante, fortalecendo a comunicação com o setor produtivo. Isso agrega valor ao trabalho da concessionária, que está sempre em busca de oferecer o melhor serviço ao cidadão”, finalizou.

Atualmente, o Conselho de Administração da Nova Rota tem como presidente o secretário Oliveira e como membros Guilherme Rehder Quintella, Luiz Carlos Moreira Lima, Rafael Vitale Rodrigues e Lucas Costa Beber

Fonte: Governo MT – MT

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Penas de sete faccionados condenados pelo Júri somam 192 anos

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O Tribunal do Júri de Água Boa (a 730 km de Cuiabá) condenou sete integrantes de uma facção criminosa por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte dos réus também foi condenada pelos crimes de cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. Somadas, as penas totalizam 192 anos e quatro meses de reclusão, além de 116 dias-multa. O julgamento foi realizado nos dias 16 e 17 de junho, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).De acordo com denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa, Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos integravam uma organização criminosa com atuação na região. Conforme a investigação, o grupo planejou e executou o assassinato de Allan Davi Andrade Sousa, em fevereiro de 2024, em uma residência localizada no município de Nova Nazaré. A vítima foi atraída para uma emboscada, morta por motivo torpe e submetida a meio cruel de execução.Antes do homicídio, Allan Davi e o amigo Lucas Orescio Dias foram mantidos em cárcere privado por várias horas. Segundo o Ministério Público, os dois foram atraídos para a residência sob o pretexto de um encontro com integrantes da facção. Após chegarem ao local e consumirem entorpecentes com algumas das acusadas, foram surpreendidos por outros integrantes do grupo, que chegaram armados, tomaram seus celulares e os impediram de deixar o imóvel.As investigações apontaram que a execução foi motivada pela suspeita de que Allan integrasse uma facção rival. A desconfiança surgiu após uma publicação feita pela vítima em uma rede social. A partir daí, integrantes da organização criminosa passaram a monitorar Allan, planejaram uma emboscada e acionaram lideranças da facção para decidir o destino da vítima. Durante horas, Allan e Lucas foram submetidos a ameaças e intensa pressão psicológica enquanto os acusados analisavam o conteúdo de seus aparelhos celulares e buscavam obter uma suposta confissão.Ainda conforme a denúncia, após a autorização para a execução, Allan Davi foi asfixiado com um lençol por integrantes do grupo. Em seguida, parte dos envolvidos transportou o corpo para uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, onde o cadáver foi enterrado em uma cova rasa. A vítima foi decapitada no local, circunstância que embasou o reconhecimento da qualificadora do meio cruel. Enquanto isso, Lucas Orescio permaneceu sob vigilância dos criminosos e, ao ser liberado, teria sido ameaçado para não revelar o que havia ocorrido.Entre os condenados, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior pena, de 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, dois crimes de cárcere privado, dois crimes de tortura e organização criminosa com função de comando. Natália Galvão Alves foi condenada a 29 anos de reclusão e 20 dias-multa; Yara Yasmin Vilava Alves, a 28 anos de reclusão e 10 dias-multa; Diego Oliveira dos Santos, a 28 anos e oito meses de reclusão e 20 dias-multa; Ana Julia Xavier Morais, a 26 anos de reclusão e 20 dias-multa; Eduardo Ribeiro da Silva, a 25 anos de reclusão e 10 dias-multa; e Mathias Xavier Campos, a 20 anos de reclusão e 20 dias-multa.Todos os condenados deverão cumprir a pena em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri negou o direito de recorrer em liberdade e manteve as prisões preventivas dos réus.Processo 1001338-09.2024.8.11.0021.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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