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Safra de uva no Rio Grande do Sul mantém ritmo de vendas e produtividade elevada

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Clima favorece qualidade e sanidade dos vinhedos

Os produtores de uva na região administrativa de Bagé seguem realizando tratamentos fitossanitários preventivos, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. As condições climáticas, com predomínio de tempo seco e ensolarado, têm favorecido a sanidade dos parreirais, atualmente na fase de maturação.

Grande parte da produção é destinada às vinícolas da Serra Gaúcha, mantendo um fluxo regular de comercialização. Em Hulha Negra, a colheita para consumo in natura e processamento já começou, com destaque para as variedades Isabel, Niágara, Bordô, Violeta e Concord, comercializadas nas feiras locais por cerca de R$ 8,00/kg. Em Quaraí, cerca de 20% dos 96 hectares de área plantada já foram colhidos, especialmente de variedades de mesa e uvas brancas viníferas.

Serra Gaúcha registra boa maturação, mas exige atenção com podridões

Na região de Caxias do Sul, o clima seco também contribuiu para o avanço da maturação e aumento dos teores de açúcar nas uvas. Entretanto, técnicos da Emater alertam para ocorrências pontuais de podridão-da-uva-madura, exigindo cuidado redobrado no manejo e na definição do ponto ideal de colheita.

Na Ceasa Serra, o preço da uva Niágara recuou de R$ 4,30 para R$ 4,00/kg na última semana. Já na venda direta nas propriedades, as variedades americanas, como as Niágaras, são negociadas entre R$ 2,00 e R$ 3,00/kg, enquanto as viníferas e cultivares BRS voltadas ao consumo in natura variam entre R$ 5,00 e R$ 8,00/kg, conforme qualidade e destino.

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Produtividade supera 20 toneladas por hectare no norte gaúcho

Na região de Erechim, a safra mantém desempenho satisfatório, com produtividade média acima de 20 toneladas por hectare. Os preços variam de R$ 3,00 a R$ 6,00/kg, podendo chegar a R$ 15,00/kg para uvas de mesa com melhor calibre e aparência.

Em Frederico Westphalen, a combinação de tempo seco e alta insolação favoreceu a maturação e o aumento do grau Brix. As cultivares Bordô, Niágara Rosada, Niágara Branca e Lorena estão em fase final de colheita, enquanto Seyve Villard e Carmem seguem sendo colhidas. A variedade BRS Magna já teve a safra concluída.

Segundo a Emater, entre as uvas destinadas ao consumo in natura, 95,46% já foram colhidas e comercializadas, com produtividade média de 19.586 kg/ha. Para as cultivares de processamento, 76% da produção foi comercializada, com média de 19.536 kg/ha. No total, 87,95% da safra 2025/2026 já foi escoada.

Regiões de Ijuí e Passo Fundo encerram colheita com boa qualidade

Na região de Ijuí, a colheita das uvas de mesa, especialmente das cultivares americanas, está em fase de encerramento. Os produtores concentram esforços na recuperação fisiológica das plantas e na reposição nutricional, visando à próxima safra.

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Em Passo Fundo, a colheita segue com padrão de qualidade satisfatório tanto para consumo in natura quanto para processamento. A uva de mesa é comercializada a cerca de R$ 6,00/kg, enquanto as viníferas têm preço médio de R$ 3,00/kg, dentro das expectativas para o período de safra.

Região de Pelotas encerra colheita com produtividade de até 30 t/ha

Na região de Pelotas, a colheita entra na fase final com produtividades que chegam a 30 toneladas por hectare. De acordo com a Emater/RS-Ascar, o tempo seco contribuiu para a boa qualidade das uvas e reduziu a incidência de doenças.

A comercialização ocorre majoritariamente dentro da própria região, com preços variando entre R$ 2,80 e R$ 4,00/kg, dependendo da qualidade e do canal de venda. A expectativa é de que a safra se consolide com médias próximas de 30 toneladas por hectare, reforçando o bom desempenho do setor vitivinícola gaúcho neste ciclo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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