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Brasil destaca protagonismo sustentável da pecuária no World Meat Congress 2025, em Cuiabá
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Pecuária brasileira assume papel de destaque no cenário global
O Brasil se prepara para apresentar ao mundo sua transformação rumo a uma pecuária mais sustentável, rastreável e comprometida com a responsabilidade socioambiental. Essa será a principal mensagem brasileira no World Meat Congress 2025 (Congresso Mundial da Carne), que acontece entre os dias 28 e 30 de outubro, em Cuiabá (MT).
O evento, promovido pela International Meat Secretariat (IMS) e organizado em parceria com o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), reunirá representantes de cerca de 20 países e será uma vitrine para políticas públicas, tecnologias e certificações que estão redefinindo os padrões da carne produzida no Brasil.
Meta é reposicionar imagem da carne brasileira no mercado internacional
Segundo Caio Penido, presidente do Imac, o congresso representa uma oportunidade estratégica para reforçar a imagem da carne brasileira no cenário global.
“O Brasil já é o maior exportador de carne bovina do mundo, mas queremos ser reconhecidos também como o país com a produção mais sustentável. Temos dados, programas e resultados concretos para comprovar isso — e o World Meat Congress é o palco ideal para apresentar essas conquistas”, afirmou Penido.
Passaporte Verde: rastreabilidade e transparência na pecuária
Entre as iniciativas que serão apresentadas durante o evento, o destaque é o Passaporte Verde, desenvolvido pelo Imac, em parceria com o Governo de Mato Grosso e instituições do setor produtivo. O programa estabelece critérios de sustentabilidade e rastreabilidade que acompanham toda a cadeia produtiva, desde o nascimento do animal até o abate.
Com esse sistema, o consumidor — tanto no Brasil quanto no exterior — poderá acessar informações sobre a origem e o histórico socioambiental da carne adquirida.
“Com o Passaporte Verde, queremos mostrar que a carne mato-grossense — e, por extensão, a brasileira — é produzida de forma legal, sem desmatamento e com inclusão de pequenos produtores. É uma revolução baseada em evidências, não apenas em discursos”, destacou Penido.
Programas sustentáveis fortalecem a imagem do Brasil
Além do Passaporte Verde, o Brasil apresentará resultados do Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem), que já recuperou milhares de hectares de áreas degradadas, e lançará o selo “Carne de MT”, voltado à certificação de produtos com base em qualidade, bem-estar animal e sustentabilidade.
“A sustentabilidade é, hoje, o principal passaporte comercial do agronegócio. O Brasil tem todas as condições de liderar essa pauta e mostrar que é parte da solução global para o clima, a segurança alimentar e o desenvolvimento rural”, ressaltou Penido.
Congresso marca nova era da carne sustentável
Com o tema “A nova era da carne”, o World Meat Congress reflete o momento de transformação da pecuária mundial, que busca reduzir emissões de carbono, ampliar a transparência da cadeia produtiva e atender às novas exigências dos consumidores globais.
Entre os palestrantes internacionais confirmados estão:
- Juan José Grigera Naón, presidente da IMS;
- Michael Lee, vice-reitor da Harper Adams University;
- Eric Mittenthal, diretor de Estratégia do Meat Institute dos Estados Unidos.
O evento conta com patrocínio da MSD, MBRF, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Governo de Mato Grosso.
Brasil reforça liderança na pecuária de baixa emissão
Com uma cadeia produtiva cada vez mais eficiente e transparente, o Brasil busca consolidar-se como referência mundial em carne de baixa emissão e alta produtividade.
“Vamos receber lideranças globais e mostrar, com dados, que o Brasil está entre os poucos países capazes de produzir carne sustentável em grande escala. Esse é o futuro da pecuária — e nós já estamos nele”, concluiu Caio Penido.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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