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Lagarta-do-cartucho exige atenção no início da safrinha de milho: veja como identificar e controlar a praga

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Safrinha de milho começa com alerta fitossanitário

O início da safrinha de milho traz consigo um desafio conhecido pelos produtores: a lagarta-do-cartucho. A praga, comum nas lavouras brasileiras, encontra condições ideais de desenvolvimento nesta fase inicial da cultura e pode comprometer significativamente a produtividade se não for identificada e controlada rapidamente.

De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional de milho segunda safra deve atingir 110,46 milhões de toneladas. Com o aumento da área plantada, cresce também o risco de infestações e de perdas econômicas associadas à praga, especialmente quando o monitoramento é tardio ou o manejo inadequado.

Como identificar a presença da Spodoptera frugiperda na lavoura

A lagarta-do-cartucho atua de forma discreta nas primeiras fases de infestação. Os sinais iniciais incluem raspagens nas folhas mais novas, furos irregulares e presença de resíduos no cartucho — local onde as lagartas se abrigam e se alimentam.

Segundo Bruno Vilarino, gerente estratégico de produtos da ORÍGEO, o produtor muitas vezes só percebe o ataque quando o inseto já está bem instalado na lavoura.

“Quando a praga se estabelece, o controle se torna mais difícil e o risco de perda de produtividade aumenta consideravelmente”, explica o especialista.

Boas práticas de manejo são fundamentais para prevenir o problema

A prevenção e o manejo correto são essenciais para reduzir os danos causados pela lagarta-do-cartucho. Entre as estratégias recomendadas estão:

  • Rotação de culturas, para quebrar o ciclo da praga;
  • Manutenção da cobertura do solo, favorecendo o equilíbrio biológico;
  • Monitoramento constante da lavoura, especialmente nas fases iniciais do milho;
  • Aplicação de inseticidas no momento adequado, dentro das janelas de uso indicadas.

“Um manejo bem planejado, aliado à observação frequente da lavoura, é decisivo para conter a infestação e garantir o bom desenvolvimento das plantas”, reforça Vilarino.

Controle químico e manejo integrado de pragas

Entre as alternativas disponíveis no mercado, o Propose, da UPL Brasil, é uma das soluções indicadas para o controle da Spodoptera frugiperda. Registrado junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o produto combina dois ingredientes ativos — Clorfenapir e Clorantraniliprole — que atuam tanto por contato quanto por ingestão.

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O uso do inseticida deve estar inserido em um Manejo Integrado de Pragas (MIP), que inclui monitoramento, aplicações programadas e rotação de produtos para evitar resistência.

“O controle eficaz começa com a observação em campo. Quanto mais cedo a Spodoptera for identificada, maiores são as chances de preservar o potencial produtivo da lavoura”, conclui Vilarino.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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