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MEC orienta redes sobre o MEC Gestão Presente
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O Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta terça-feira, 3 de fevereiro, um webinário para lançar as atualizações do Sistema Gestão Presente, versão 2.0 (SGP 2.0). O encontro foi transmitido pelo canal do MEC no YouTube e apresentou o contexto de modernização da plataforma, as principais atualizações integradas ao Conjunto Mínimo de Dados da Educação Básica (CMDEB), as mudanças no envio e na organização das informações das redes estaduais e municipais, além do cronograma operacional e dos canais de suporte disponíveis às equipes técnicas.
Durante a abertura, o coordenador-geral de Apoio à Gestão Escolar do MEC, Pedro Barreto, destacou o caráter colaborativo da iniciativa. “Com o MEC Gestão Presente, queremos, cada vez mais, apoiar as redes de ensino, a gestão escolar e principalmente os entes que estão lidando e aprendendo junto com a gente a operar e a lidar com os dados”, afirmou.
O SGP 2.0 foi apresentado como etapa de transição entre o modelo anterior de coleta educacional e a lógica mais integrada estabelecida pelo CMDEB, instituído por normativos específicos do MEC. A nova versão amplia a padronização nacional das informações, aprimora o controle de acessos e perfis e permite acompanhamento mais detalhado da trajetória de estudantes e profissionais da educação.
Entre as atualizações, foram detalhados os novos módulos integrados ao CMDEB, como matrícula, turma, componente curricular, frequência e avaliação de desempenho, além de melhorias na interface da plataforma. O sistema passou a contar com login centralizado, tela inicial unificada, menus reorganizados e planilhas “humanizadas”, com cabeçalhos padronizados, uso de cores para agrupamento de informações, listas suspensas e orientações automáticas de preenchimento.
No contexto da integração do Programa Pé-de-Meia ao sistema, a coordenadora-geral de Operações da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Thais Croco, ressaltou que o processo de transição ocorrerá de forma gradual. “No contexto do Pé-de-Meia, essa é uma mudança que vamos fazer com bastante calma e tranquilidade. Agora é só o início desse processo”, explicou.
A equipe técnica também apresentou a atualização da API (Interface de Programação de Aplicativos), com novo mecanismo de autenticação por meio de uma chave digital de acesso (Bearer Token) e documentação revisada, reforçando a segurança e a troca de informações com os sistemas das redes.
Cronograma e suporte – O MEC informou que a coleta dos dados referentes ao CMDEB ocorrerá de forma gradual, respeitando a diversidade e a capacidade técnica das redes de ensino. A periodicidade e o calendário de transmissão serão definidos e divulgados pela SEB/MEC, com envio preferencial por meio de API.
Foi apresentado o cronograma operacional do SGP, com janelas mensais de transmissão de dados: de 10 de março a 10 de abril (ciclo 1); de 14 de abril a 8 de maio (ciclo 2); e de 12 de maio a 12 de junho (ciclo 3).
O suporte às dúvidas está integrado à própria plataforma do MEC Gestão Presente, com canal específico para atendimento às equipes técnicas. Também estão previstos plantões de dúvidas entre 18 de março e 10 de abril, com datas e horários divulgados nos canais oficiais.
Próximos encontros – A programação dos webinários formativos seguirá ao longo do mês de março, com foco nos dados prioritários para os primeiros envios na versão 2.0:
- 11/3 – Sistema Gestão Presente 2.0: cadastro, estudante e matrícula;
- 12/3 – Sistema Gestão Presente 2.0: frequência;
- 17/3 – Sistema Gestão Presente 2.0: profissionais da educação.
Os encontros ocorrerão entre 3 e 17 de março e têm como objetivo orientar as redes estaduais e municipais quanto às mudanças no sistema e à implementação do CMDEB, fortalecendo a gestão baseada em dados e o monitoramento contínuo da educação básica.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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