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Desenvolvimento do feijão é irregular no Rio Grande do Sul, aponta Emater/RS-Ascar
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Produção de feijão apresenta variações entre regiões gaúchas
O Emater/RS-Ascar divulgou novo Informativo Conjuntural com dados atualizados sobre o andamento das lavouras de feijão da primeira e segunda safra no Rio Grande do Sul. O levantamento mostra que o desenvolvimento das plantações é desigual entre as regiões, principalmente em função das irregularidades climáticas registradas nos últimos meses.
Primeira safra chega à reta final com produtividade afetada pelo clima
Na primeira safra, o plantio está praticamente encerrado, restando menos de 1% das áreas ainda em fase de desenvolvimento vegetativo. De acordo com o informativo, 6% das lavouras estão em floração, 30% em enchimento de grãos, 11% em maturação e 53% já foram colhidas.
As condições variam conforme a localização. O boletim da Emater destaca que, devido à irregularidade das chuvas, algumas áreas apresentaram bom desempenho vegetativo, enquanto outras registraram abortamento de flores e vagens por estresse hídrico, o que impactou negativamente a produtividade.
A projeção estadual aponta para 26.096 hectares cultivados e uma produtividade média de 1.779 quilos por hectare.
Caxias do Sul, Ijuí e Pelotas mostram cenários contrastantes
Na região administrativa de Caxias do Sul, 10% das lavouras estão em floração, 51% em enchimento de grãos, 16% em maturação e 23% já foram colhidas.
Em Ijuí, mais de 99% das áreas já foram colhidas, mas a produtividade ficou abaixo do esperado por conta do estresse hídrico.
Já em Pelotas, a colheita foi concluída em diversos municípios e supera 85% das áreas na região. Em Santana da Boa Vista e Morro Redondo, os trabalhos avançam acima de 95%, com média de 1.103 quilos por hectare.
Esses dados evidenciam o comportamento desigual das lavouras em diferentes localidades do estado.
Segunda safra tem bom desenvolvimento e menos impactos do clima
Na segunda safra, a semeadura também está próxima do encerramento. Segundo o informativo, o estado fitossanitário das lavouras é considerado adequado, e o desenvolvimento das plantas segue dentro da normalidade.
A Emater ressalta que o plantio mais tardio contribuiu para que as lavouras da 2ª safra não sofressem com o estresse hídrico que prejudicou a primeira fase da produção.
Atualmente, 77% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 15% em floração, 6% em enchimento de grãos e 2% em maturação. A previsão é de 11.690 hectares cultivados, com produtividade média de 1.401 quilos por hectare.
Regiões de Ijuí e Soledade apresentam avanços na semeadura
Na região administrativa de Ijuí, houve redução na intenção de plantio, com 85% da área prevista já semeada. As lavouras apresentam bom desenvolvimento e baixa incidência de pragas e doenças.
Em Soledade, a reposição de umidade no solo permitiu a retomada da semeadura, e a área plantada já ultrapassa 75% do total planejado.
Esses dados reforçam a tendência de que, apesar das adversidades climáticas, a segunda safra deve manter um desempenho mais equilibrado no estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea
Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.
O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.
Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso
De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.
O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.
Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.
Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.
Preço mínimo para cobrir os custos
Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.
Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.
O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.
Soja também terá aumento nos custos de produção
Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.
Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.
Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:
- Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
- Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.
Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.
As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.
Crédito restrito preocupa produtores
Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.
Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.
Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.
Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.
Algodão apresenta redução nos custos
Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.
O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.
A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:
- Manutenção de máquinas e equipamentos;
- Operações mecanizadas;
- Defensivos agrícolas.
Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.
Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas
Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.
Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.
Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

