BRASIL
Senad apresenta políticas de prevenção ampliada na 69ª Sessão da Comissão de Narcóticos da ONU
BRASIL
Viena, 10/03/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), participa da 69ª Sessão da Comissão de Narcóticos das Nações Unidas (CND), que ocorre entre 9 e 13 de março, em Viena, Áustria.
Este ano, a conferência contará com três eventos paralelos promovidos pela Senad e parceiros, nos dias 11 e 12 deste mês. A participação da Senad tem como pauta central a apresentação do Sistema de Prevenção Ampliada — um conjunto de políticas, programas e serviços voltados à prevenção do uso problemático de drogas, à redução de danos, ao acesso a direitos e ao fortalecimento de comunidades afetadas. Como exemplo, estão os Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais), o Pronasci Juventude e o Cria – Prevenção e Cidadania.
A Senad também apresenta sua proposta de prevenção ampliada na forma de Conference Room Paper, um documento estratégico normalmente utilizado em negociações internacionais para propor novas diretrizes e facilitar acordos durante eventos internacionais.
“O Brasil acredita ser possível construir uma política sobre drogas eficaz e humana: firme no combate ao crime organizado e comprometida com os direitos e com a saúde pública; centrada nas pessoas e atenta às desigualdades estruturais”, destacou a secretária nacional da Senad, Marta Machado, durante a abertura da CND.
Programação e iniciativas
Em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a Senad apresentará à comunidade internacional o Índice de Vulnerabilidade de Territórios Indígenas ao Crime Organizado. O objetivo é identificar e monitorar os principais desafios que os povos indígenas enfrentam diante do aliciamento pelo tráfico de drogas. A partir desse diagnóstico, União e estados poderão integrar políticas de segurança, proteção ambiental e justiça climática, para proteger os territórios indígenas.
Cronograma dos eventos paralelos do Brasil na CND (horário de Brasília)
Quarta-feira (11/03)
• 11h às 12h – Vulnerabilidade Territorial, Crime Organizado e Desenvolvimento Alternativo Sustentável: Lançamento do Índice de Vulnerabilidade ao Crime Organizado – Territórios Indígenas na Amazônia Brasileira.
Participantes: Marta Machado (Senad), Nathalia Dutra (Senad), Isabella Oliveira (Cdesc/UNODC), Sarah David (GIZ), Thierry Rostan (UNODC), Juan Carlos Garzón (Copolad) e Dario Sendoya (Colômbia).
• 12h30 às 13h30 – Acesso a Direitos, Desenvolvimento Humano e Prevenção Estrutural: Plataformas Territoriais para Políticas de Drogas Inclusivas e Centradas nas Pessoas.
Participantes: Marta Machado (Senad), Dario Sendoya (Colômbia), Mercedes Alonso (Copolad), Dudu Ribeiro (Iniciativa Negra), Julie Hannah (ICHRDP) e Pablo Cymerman (Intercambios).
Quinta-feira (12/03)
• 07h30 às 08h30 – Construindo Futuros por meio de Sistemas Abrangentes de Prevenção ao Uso de Drogas: Estratégias Integradas para Proteger Crianças, Adolescentes e Jovens das Drogas e da Violência.
Participantes: Marta Machado (Senad), Giovanna Campello (UNODC), Gabriel Rossi (Uruguai), Massimo Meccheri (Copolad) e Ruby Lawlor (Youth Rise).
BRASIL
Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.
Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.
Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.
No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.
O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.
Parcerias estratégicas
O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.
Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.
Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.
A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.
Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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