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Ministério da Saúde amplia cuidado para a população da Grande São Paulo com carreta do Agora Tem Especialistas e policlínica do Novo PAC

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Com o programa Agora Tem Especialistas, do Governo do Brasil, a ampliação do acesso a cirurgias, exames e consultas já beneficia a população da Grande São Paulo. Nesta terça-feira (10), além de inaugurar uma carreta oftalmológica em Francisco Morato (SP), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da autorização do início das obras de uma nova policlínica em Franco da Rocha (SP), para a qual foram destinados R$ 30 milhões em recursos federais do Novo PAC Saúde. No local, ressaltou a importância da iniciativa, que beneficiará pelo menos 625 mil pessoas que vivem na região.

“A policlínica vai ter tomógrafo, ressonância, especialidades médicas e outros exames de imagem necessários para toda a região. Também vamos atender a um pedido do município e remanejar alguns recursos do Novo PAC Saúde para construir um novo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) aqui em Francisco Morato”, anunciou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Para reduzir o tempo de espera por serviços especializados, o programa Agora Tem Especialistas está aumentando a capacidade de atendimento do SUS com o reforço de suas estruturas de saúde. Unidade especializada de apoio diagnóstico, a nova policlínica de Francisco Morato ofertará consultas clínicas, exames gráficos e de imagem com fins diagnósticos, além de pequenos procedimentos realizados por equipes médicas e não médicas de especialidades diferentes – definidas com base no perfil epidemiológico da população da região.

A nova unidade garantirá a continuidade do cuidado para a população em todas as faixas etárias, contribuindo para reduzir a incidência de complicações de doenças crônicas, as hospitalizações dos usuários e, principalmente, a fila de espera.

Para fortalecer o SUS em todo o país, o programa Agora Tem Especialistas está investindo, ao todo, R$ 31,5 bilhões em obras, equipamentos e veículos com recursos do Novo PAC. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura do sistema público, que já realizou investimentos em 2.600 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 330 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 101 policlínicas, 4.800 ambulâncias do SAMU e 800 Unidades Odontológicas Móveis (UOM) pelo país.

O estado de São Paulo teve 3.103 propostas selecionadas pelo Novo PAC Saúde, totalizando R$ 3,66 bilhões. Esse montante significa 369 novas UBS, 34 CAPS, 669 ambulâncias do SAMU 192, 801 equipamentos para salas de teleconsulta e kits de telessaúde e 48 obras retomadas, entre outras conquistas.

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Mais de 2,5 mil pessoas atendidas pelas carretas de oftalmologia

Já em Francisco Morato (SP), o ministro Alexandre Padilha inaugurou uma carreta de oftalmologia do Agora Tem Especialistas, que já está atendendo pacientes do SUS previamente agendados pela secretaria de saúde local. Lá, eles têm acesso a consultas, avaliações oftalmológicas, ultrassonografias oculares e até cirurgias de catarata. Desde que começaram a operar no Brasil, em novembro de 2025, as unidades móveis especializadas em oftalmologia do programa já devolveram a visão para mais de 2,5 mil pessoas em Ribeirão Preto (SP) e Ariquemes (RO).

Para o ministro Padilha, existe a certeza de que esse equipamento, a carreta, vai garantir um atendimento. “A Secretaria Municipal de Saúde vai chamar as pessoas que estão esperando há muito tempo para fazer uma cirurgia de catarata ou uma avaliação oftalmológica, por exemplo. As equipes vão ficar na região por 30 dias, o tempo necessário para zerar a fila de demandas represadas no município”, disse. A carreta pode fazer cerca de 110 cirurgias de catarata por dia.

Atualmente, o município paulista de Capão Bonito conta com uma carreta de saúde da mulher, cujo foco é o diagnóstico precoce de câncer de mama e de colo de útero. Ela oferta mamografia, ultrassonografia transvaginal e até biópsia. Essa unidade móvel também já atendeu aos municípios de Registro e São Caetano do Sul.

Mais de 50 carretas percorrem o Brasil reduzindo o tempo de espera no SUS. Elas já atenderam pacientes do SUS em mais de 100 regiões de saúde, ampliando a oferta de assistência especializada na região e fortalecendo o acesso da população aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). A ação integra a estratégia do Governo do Brasil para reduzir o tempo de espera por consultas e exames especializados.

O SUS como referência para sistemas de saúde em outras nações

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Os ministérios da Saúde do Brasil e de Angola assinaram plano de trabalho do programa de cooperação internacional para o ano de 2026. O ato ocorreu durante o evento “Evento Integrador do Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde: Brasil & Angola, Ciclo 2026”, realizado na Universidade de São Paulo (USP). Durante a cerimônia, o ministro Alexandre Padilha recebeu a ministra da Saúde angolana, Sílvia Lutucuta.

Na ocasião, o chefe da Pasta ressaltou que a cooperação é horizontal, baseada na troca de experiências, no respeito à soberania dos dois países e na construção conjunta de soluções, expressando a defesa brasileira da cooperação em saúde com o país irmão. “A formação e a qualificação de recursos humanos em saúde são prioridades estratégicas do Estado brasileiro e do SUS, visando fortalecer o Brasil para atuar como um importante ator na cooperação global, especialmente no hemisfério Sul. A experiência exitosa do sistema público de saúde brasileiro pode e deve ser compartilhada com outras nações”, completou.

O cronograma para este ano prevê a formação de 1,3 mil profissionais de saúde angolanos, nas modalidades de qualificação presencial e a distância. O programa envolve cursos de especialização, residências, estágios, mestrados e doutorados em 33 instituições de ensino do Brasil.

Entre elas, estão a USP, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Nacional do Câncer e a Universidade Federal de Pernambuco. Para este ciclo, as ofertas educacionais foram ampliadas, incluindo áreas como cardiologia, anestesiologia, ginecologia, oncologia, infectologia, medicina familiar, saúde coletiva, além de especialidades multiprofissionais como enfermagem, nutrição, fisioterapia e psicologia, entre outras.

Além do suporte operacional, o Ministério da Saúde atua no monitoramento acadêmico e técnico dos profissionais, visando garantir que as competências adquiridas estejam alinhadas às demandas do sistema de saúde de Angola. Iniciada em 2023, esta cooperação bilateral não apenas fortalece os laços diplomáticos entre as duas nações, mas também promove o intercâmbio de boas práticas e a produção de conhecimento científico compartilhado, contribuindo diretamente para o fortalecimento das políticas de saúde pública e a qualificação da assistência prestada.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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