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MCTI apoia soluções para resíduos, saneamento e construção sustentável por meio da Finep

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Reduzir resíduos, melhorar o saneamento, reaproveitar materiais e tornar as cidades mais eficientes. Esses são alguns dos resultados esperados da chamada pública lançada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa vai destinar R$ 150 milhões em recursos não reembolsáveis para apoiar projetos de inovação alinhados à economia circular e à sustentabilidade urbana. 

A seleção integra o programa Mais Inovação Brasil — Rodada 2: Economia Circular e Cidades Sustentáveis e é voltada a empresas brasileiras que desenvolvam produtos, processos ou serviços com risco tecnológico. Os projetos devem ser executados em parceria obrigatória com uma instituição científica, tecnológica e de inovação (ICT), responsável pelo suporte técnico-científico. 

Segundo a ministra do MCTI, Luciana Santos, a chamada reforça o compromisso do governo com o desenvolvimento sustentável. “Estamos direcionando recursos públicos para apoiar empresas que queiram inovar com responsabilidade ambiental e impacto social. A economia circular é estratégica para gerar emprego, reduzir desperdícios e fortalecer a soberania tecnológica do País”, afirmou. 

O edital contempla iniciativas voltadas ao desenvolvimento de soluções em áreas como gestão de resíduos, saneamento, reaproveitamento de materiais, novos insumos para a construção civil e outras linhas descritas no regulamento. A proposta deve apresentar inovação com grau de incerteza tecnológica, fator que amplia a pontuação no processo de análise. 

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Os recursos são concedidos na modalidade de subvenção econômica, ou seja, não precisam ser devolvidos. Em contrapartida, a empresa deve aportar recursos próprios, conforme percentuais estabelecidos no edital. A capacidade financeira para esse investimento será avaliada durante a habilitação. 

São financiáveis despesas relacionadas às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, como prototipagem, produção de lotes piloto, ensaios, certificações e registro de propriedade intelectual. 

Quem pode participar 

Podem concorrer empresas brasileiras com fins lucrativos, individualmente ou em parceria com outras companhias. Não são elegíveis associações sem fins lucrativos, fundações, cooperativas, empresário individual e microempreendedor individual (MEI). 

A participação de uma ICT como parceira técnico-científica é obrigatória. A instituição deve contribuir para o desenvolvimento tecnológico da proposta. 

Como se inscrever 

O envio ocorre exclusivamente pelas plataformas digitais da Finep. O primeiro passo é cadastrar a empresa no sistema da financiadora. Em seguida, a proposta deve ser submetida na plataforma de financiamento, acompanhada de vídeo de apresentação com até 10 minutos, detalhando a inovação, a relevância da solução, a capacidade técnica e a infraestrutura disponível, além da identificação dos parceiros envolvidos. 

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Também é necessário anexar documentação empresarial, demonstrações financeiras e declarações previstas no regulamento. Propostas enviadas por outros meios não serão aceitas. As inscrições podem ser feitas até 31 de agosto de 2026, às 18h (horário de Brasília), ou até o esgotamento dos recursos. 

Etapas de avaliação 

O processo inclui duas fases. A primeira é eliminatória e verifica o cumprimento dos requisitos formais, como elegibilidade da empresa, documentação e percentuais de contrapartida. A segunda etapa analisa o mérito técnico, considerando critérios como consistência, relevância, regionalização e articulação com parceiros. 

Os projetos aprovados passam pela Diretoria Executiva da Finep para decisão final. A contratação deve ocorrer em até quatro meses após a aprovação, condicionada à disponibilidade orçamentária e ao atendimento das exigências previstas. 

Mais informações, regulamento completo e anexos estão disponíveis na página da chamada pública, no portal da Finep. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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