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29ª Reunião Trimestral do Comitê destaca resultados positivos da Enimpacto

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Com foco no incentivo a negócios e investimentos que gerem impacto social e ambiental positivo atrelado ao crescimento econômico, a Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC) realizou, na última quinta-feira (12), a 29ª Reunião Trimestral do Comitê de Economia de Impacto. Durante o evento, os resultados positivos do programa Simpacto foram comemorados, com o ingresso do Pará como o sexto estado a participar da iniciativa ao lado de Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Outro destaque apresentado na reunião foram os resultados históricos do programa Inovativa de Impacto, que já conta com mais de 4,6 mil startups aceleradas, 21 mil projetos submetidos e 44,5 mil empreendedores cadastrados. Para 2026, o Inovativa de Impacto terá seu foco estratégico direcionado às cadeias produtivas industriais indicadas por estados do Simpacto, que serão conectadas a soluções de negócios de impacto acelerados pelo programa

Na ocasião, também foram apresentados os resultados do Relatório Anual de Atividades Enimpacto 2025. O documento reúne o resultado das ações desenvolvidas ao longo do último ano e mostra o amadurecimento institucional do programa, que pretende fortalecer o papel da Economia de Impacto para o desenvolvimento nacional.

Entre os principais pontos apresentados no relatório estão o lançamento de ferramentas estratégicas como o Cadastro Nacional de Empreendimentos de Impacto (Cadimpacto) e o Portal Impacta Brasil. Ambos reforçam a capacidade da Enimpacto de agregar atores em torno de pautas estratégicas e de entregar ao ecossistema informações atualizadas sobre negócios e soluções de impacto no país, bem como apresentar o potencial dessas iniciativas para ampliar investimentos na área.

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“A Economia de Impacto tem se espalhado pelo país, não só como prática social, mas como política institucional. Importante que ela não esteja apenas na esfera federal, porque a Economia de Impacto deve estar próxima das pessoas. Nós pretendemos alcançar os municípios, porém, atualmente as ferramentas de implementação estão no governo federal e nos estados, e precisamos ampliar isso”, afirmou Julia Cruz.

“Nós sabemos, secretária, de todos os avanços que ocorrem no Pará, por isso parabenizamos e agradecemos a vocês, secretários e governador, pela adesão ao programa”, declarou Julia, em diálogo com a secretária adjunta de Água e Clima do Pará, Renata Ribeiro Souza Nobre, convidada especialmente para a 29ª Reunião, ao celebrar o acordo.

“Nós, no Pará, buscamos ampliar o impacto dessas ações, mas ainda temos muitos desafios para valorizar a bioeconomia no nosso Estado. Então, além de desenvolver o que já temos, precisamos trazer novas formas econômicas, valorizar esses ativos e não só tê-los como práticas laterais, complementares a outras atividades já estabelecidas”, explicou Renata Nobre, representante do governo paraense.      

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ENIMPACTO

A Estratégia Nacional de Economia de Impacto (Enimpacto) é uma política pública do governo brasileiro criada para incentivar negócios e investimentos que gerem impacto social e ambiental positivo, ao mesmo tempo em que produzem retorno econômico.

Relançada em agosto de 2023, a Enimpacto incentiva negócios e investimentos no Brasil que equilibram resultados financeiros com a geração de impactos sociais e ambientais positivos.

Liderada pelo MDIC, a política pública é executada pelo Departamento de Novas Economias da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC), em parceria com um comitê paritário de 52 instituições, que envolve órgãos governamentais e entidades privadas e da sociedade civil.

Ancorada em cinco eixos estratégicos de ações, a Enimpacto pretende fortalecer o setor, ao ampliar a oferta de capital e o número de negócios dessa categoria, além de disseminar conhecimento sobre a área, gerar dados, capacitação e, também, a conexão entre os diversos atores envolvidos. Outro objetivo é estabelecer um marco regulatório favorável à economia de impacto em todo o território nacional.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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