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MPA participa do Pesca e Companhia Trade Show 2026
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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) esteve presente no Pesca e Companhia Trade Show 2026, realizada em São Paulo (SP), entre os dias 12 e 14 de março. Este é um dos principais eventos voltados à promoção de negócios, inovação e integração nos setores pesqueiro e aquícola.
Durante os dias de evento, a participação do MPA teve como objetivo fortalecer o diálogo institucional, acompanhar as principais tendências do mercado e ampliar as oportunidades de articulação com entidades, governos estaduais, empresas e representantes da pesca esportiva no Brasil.
Na pesca amadora e esportiva, o MPA apresentou um conjunto de entregas estruturantes que reforçam o fortalecimento e a organização do segmento no país.
Entre os destaques, estão o Plano Nacional da Pesca Amadora e Esportiva, que orienta políticas públicas para o setor; a websérie voltada às boas práticas do pesque e solte; o livro temático que registra e difunde conhecimentos sobre a pesca amadora no Brasil; e o Painel do Pescador Amador e Esportivo, ferramenta estratégica que reúne dados e informações para subsidiar a gestão e a tomada de decisões.
De acordo com a coordenadora-geral de Desenvolvimento da Pesca Industrial, Amadora e Esportiva do MPA, Lariessa Soares, essas iniciativas se somam às ações já consolidadas, evidenciando o compromisso do Ministério com a promoção do turismo de pesca, a geração de renda e o uso sustentável dos recursos pesqueiros. “A participação na Trade Show 2026 reafirma o papel do MPA como agente articulador e indutor de ações que promovam o crescimento estruturado e sustentável da pesca amadora e esportiva no Brasil”, ressaltou.
Para Lariessa, a presença no evento também possibilitou o alinhamento com diferentes instituições e a identificação de demandas e oportunidades que contribuem para o aprimoramento das políticas públicas voltadas ao segmento.
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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