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Açúcar oscila entre altas e correções, mas exportação segue mais atrativa que mercado interno

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O mercado de açúcar atravessa um período de volatilidade, com oscilações nas bolsas internacionais e reflexos diretos no mercado brasileiro. Apesar das recentes quedas observadas no início da semana, o cenário segue favorecendo as exportações, sustentadas por preços externos mais elevados.

Exportações de açúcar seguem mais vantajosas

Os preços do açúcar cristal branco reagiram no mercado spot do estado de São Paulo, com o Indicador CEPEA/ESALQ (Icumsa 130-180) voltando a superar o patamar de R$ 100 por saca de 50 kg.

No mercado externo, as cotações do açúcar demerara avançaram com maior intensidade nas últimas semanas, garantindo, pela segunda semana consecutiva, maior vantagem para exportação em comparação às vendas no mercado interno paulista. Esse cenário não era registrado desde julho do ano passado.

Na bolsa de Nova York, na ICE Futures, os preços atingiram os níveis mais elevados desde outubro de 2025, reforçando o movimento de valorização recente.

Influência do petróleo e cenário geopolítico

De acordo com pesquisadores do CEPEA, a valorização no mercado internacional foi impulsionada principalmente pelo conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo aos maiores patamares dos últimos três anos.

Esse fator influencia diretamente o setor sucroenergético, ao aumentar a competitividade do etanol frente à gasolina, impactando o mix de produção das usinas e sustentando as cotações do açúcar.

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Bolsas internacionais registram realização de lucros

Após uma sequência de altas, o mercado iniciou a semana com ajustes técnicos nas bolsas internacionais.

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o pregão em queda:

  • Maio/26: 15,52 cents por libra-peso
  • Julho/26: 15,70 cents/lbp
  • Outubro/26: 16,07 cents/lbp

Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco acompanhou o movimento de baixa:

  • Maio/26: US$ 448,70 por tonelada
  • Agosto/26: US$ 452,60
  • Outubro/26: US$ 455,10

As quedas refletem a realização de lucros por investidores após as valorizações recentes.

Mercado interno recua, mas mantém alta no mês

No Brasil, o Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo registrou leve recuo de 0,54% na segunda-feira (23), com a saca negociada a R$ 100,77.

Apesar da queda pontual, o indicador ainda acumula valorização de 2,21% ao longo de março, refletindo a recuperação dos preços no mercado físico.

Retorno da Índia ao mercado internacional

No cenário global, outro fator relevante é a retomada das exportações por parte da Índia. Segundo informações da Reuters, usinas do país negociaram aproximadamente 100 mil toneladas em apenas uma semana.

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O movimento foi impulsionado pela desvalorização da rúpia e pela recente recuperação dos preços internacionais, tornando novamente viáveis as exportações indianas.

Perspectivas indicam limitação de altas

No longo prazo, as projeções apontam para um possível superávit na produção mundial de açúcar na safra 2026/27. Mesmo com redução na margem de excedente, a expectativa de produção elevada no Brasil, na Índia e na Tailândia indica uma oferta global acima do consumo.

Esse cenário tende a limitar avanços mais expressivos nas cotações internacionais.

Etanol apresenta leve valorização

No segmento de biocombustíveis, o etanol hidratado registrou alta. O Indicador Diário Paulínia (SP), também calculado pelo CEPEA/ESALQ, apontou o preço de R$ 3.056,00 por metro cúbico no fechamento da sexta-feira (20), com valorização de 0,38% no dia.

Síntese do mercado

O mercado de açúcar permanece sustentado por fatores externos, como a valorização do petróleo e tensões geopolíticas, que favorecem as exportações brasileiras. No entanto, ajustes nas bolsas internacionais e a perspectiva de maior oferta global indicam um ambiente de maior cautela para os próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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