BRASIL
Governo lança Centro Integrado Mulher Segura com investimento de R$ 28 milhões
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Brasília, 25/3/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta quarta-feira (25), o Centro Integrado Mulher Segura (Cims), com investimento estimado em R$ 28 milhões. A iniciativa fortalece a atuação do Estado no enfrentamento à violência contra mulheres em todo o País. A criação do Cims integra o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, firmado em fevereiro pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O objetivo é ampliar a prevenção, a proteção, a responsabilização dos agressores e a garantia de direitos das mulheres.
O centro enfrenta dois desafios da segurança pública: a fragmentação de dados e a falta de integração entre sistemas. Para isso, atua como núcleo nacional de inteligência, que reúne, analisa e compartilha informações estratégicas para apoiar decisões e aprimorar políticas públicas.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Welington Lima, destacou que o Cims representa um avanço no uso da tecnologia para enfrentar os crimes contra mulheres. “Combater o feminicídio exige transformar a proteção das mulheres em pauta de Estado, com compromisso dos Três Poderes, uso de dados para prevenção e união de esforços institucionais. É urgente romper com a cultura de ódio e reafirmar o cuidado, o respeito e a defesa da vida e da autonomia feminina como prioridade nacional”, enfatizou.
A primeira-dama Janja Silva participou do evento e ressaltou a importância da iniciativa. Segundo ela, o centro amplia as ações do Governo Federal no enfrentamento ao feminicídio. “Essa é uma das principais entregas para as mulheres. A integração com o Ligue 180 vai conectar os canais de ajuda. Destaco também o trabalho dos profissionais que vão atuar para salvar vidas”, disse.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, explicou que o Cims permitirá antecipar perfis de agressores e evitar crimes. “O enfrentamento à violência contra a mulher exige integração, inteligência e ação coordenada. Estruturamos uma rede nacional capaz de antecipar riscos, qualificar decisões e garantir resposta mais efetiva do Estado”, destacou.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, relembrou ações anteriores de enfrentamento e enfatizou a necessidade de foco no combate à violência. “A violência contra a mulher não pode ser banalizada”, disse.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou que o centro vai qualificar o uso de dados e fortalecer a articulação entre entes federativos e o sistema de justiça. “O monitoramento amplia a confiança para denúncias e fortalece a responsabilização dos agressores”, afirmou.
A coordenadora do Cims, Fernanda Anto, destacou o potencial do cruzamento de informações. “Vamos atuar com previsibilidade, identificar padrões e antecipar situações de risco. A proposta é sair da reação e evitar que a violência aconteça”, explicou.
Como vai funcionar o Cims
Instalado no MJSP, em Brasília, o Cims funcionará de forma integrada a uma rede nacional com 27 salas de situação, distribuídas em todas as Unidades da Federação. A estrutura permitirá monitoramento contínuo, identificação de padrões e antecipação de riscos. A atuação será baseada em policiamento orientado pela inteligência, com uso de dados de registros de ocorrência, monitoramento eletrônico e denúncias feitas por canais como o Ligue 180 e o 190. A integração dessas informações permitirá respostas mais rápidas e eficazes.
O diretor de Operações Integradas e Inteligência, José Anchieta Nery, explicou o funcionamento do sistema. “O centro reúne dados estratégicos, conecta diferentes bases e apoia ações operacionais para localizar e prender agressores”.
Entre as principais entregas estão diagnósticos nacionais, relatórios estratégicos, coordenação de operações integradas, capacitação de profissionais e padronização de protocolos de atendimento.
A iniciativa prevê estrutura tecnológica, implantação das salas de situação nos estados e fortalecimento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) e das Patrulhas Maria da Penha. A expectativa é ampliar a capacidade de monitoramento e resposta do Estado, fortalecer a articulação entre os entes federativos e aumentar a efetividade das políticas públicas de proteção às mulheres.
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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados
Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.
A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.
Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.
Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.
Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.
“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”
O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.
Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.
Operações em unidades prisionais
Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.
A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.
Plataformas digitais
Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.
O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.
“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.
De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.
“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.
A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.
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