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Safra de trigo do Paraná deve cair 12% em 2026 e área atinge menor nível em 26 anos

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Área de trigo no Paraná terá menor nível desde 2000

O Paraná, segundo maior produtor de trigo do Brasil, deverá reduzir em 6% a área plantada com o cereal em 2026, totalizando 775,6 mil hectares.

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), esse será o menor plantio de trigo no Estado desde o ano 2000, marcando uma retração histórica na cultura.

Produção de trigo deve recuar 12% na safra 2026

Com a redução da área e expectativa de menor produtividade, a produção paranaense de trigo deve cair 12% em relação a 2025, atingindo cerca de 2,53 milhões de toneladas.

A estimativa é a primeira projeção oficial do Deral para a safra de 2026.

Menor oferta pode ampliar necessidade de importações

A queda na produção do Paraná, que já liderou o cultivo de trigo no país — atualmente com protagonismo do Rio Grande do Sul — pode impactar o abastecimento nacional.

O Brasil é um dos principais importadores globais do cereal e depende do mercado externo para suprir cerca de metade do consumo interno, com destaque para as compras da Argentina.

Milho safrinha avança e reduz espaço do trigo

A principal razão para a redução da área de trigo é o avanço do milho segunda safra, que tem apresentado maior rentabilidade ao produtor.

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Segundo o agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Deral:

“O milho safrinha vem ganhando espaço sobre o trigo há muito tempo, porque tem preços mais compensadores, especialmente nas regiões norte e oeste.”

Além disso, mesmo nas regiões mais tradicionais, como o sul do Estado, o trigo tem perdido espaço para outras culturas, como a cevada.

Área de milho safrinha cresce e produção se mantém elevada

Na contramão do trigo, o milho segunda safra deve registrar aumento de área no Paraná:

  • +2% na área plantada, chegando a 2,865 milhões de hectares

A produção está estimada em 17,54 milhões de toneladas, praticamente estável em relação à projeção anterior, mas com leve queda de 1% na comparação anual, devido à redução na produtividade frente ao ciclo anterior.

Safra de soja é revisada, mas mantém crescimento anual

O Deral também atualizou as estimativas para a soja no Estado:

  • Produção prevista em 21,89 milhões de toneladas na safra 2025/26
  • Revisão abaixo da projeção anterior (22,12 milhões)
  • Ainda assim, representa alta de 3% em relação ao ciclo passado
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O Paraná segue como o segundo maior produtor nacional de soja, atrás do Mato Grosso.

Avanço da colheita da soja e plantio do milho

O andamento das lavouras no Estado mostra bom ritmo:

  • Colheita da soja atingia 82% da área até o início da semana
  • Plantio do milho safrinha chegava a 90% da área prevista

Os números indicam avanço consistente das atividades no campo.

Primeira safra de milho tem revisão positiva

O Deral elevou a estimativa para a primeira safra de milho no Paraná:

  • Produção projetada em 3,8 milhões de toneladas
  • Aumento de 200 mil toneladas em relação à previsão anterior
  • Crescimento anual de 28%

A colheita da safra de verão está próxima da conclusão.

Perspectiva: mudança no perfil produtivo do Estado

O cenário aponta para uma mudança estrutural no perfil agrícola do Paraná, com culturas mais rentáveis ganhando espaço sobre o trigo.

Apesar de o cereal continuar estratégico, a tendência é de redução gradual de área, enquanto o milho safrinha e outras culturas consolidam sua importância na matriz produtiva do Estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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