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Mercado do açúcar e etanol inicia abril em queda no Brasil e no exterior
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O mês de abril começou com desvalorização para o açúcar nas principais bolsas internacionais e recuo no mercado interno brasileiro. O etanol também registrou queda, refletindo pressão nos preços do setor de combustíveis renováveis.
Açúcar recua nas bolsas internacionais
O mercado global de açúcar iniciou abril em queda, seguindo o movimento de ajuste após oscilações recentes.
Nova York (ICE Futures): Os contratos do açúcar bruto encerraram o pregão com perdas. O contrato maio/26 caiu 0,23 cent, fechando a 15,29 cents de dólar por libra-peso (lbp). Julho/26 recuou 0,21 cent, a 15,47 cents/lbp, e outubro/26 perdeu 0,20 cent, sendo negociado a 15,85 cents/lbp. Contratos de vencimentos mais longos também registraram quedas moderadas.
Londres: O açúcar branco seguiu tendência negativa. O contrato maio/26 recuou US$ 6,40, cotado a US$ 442,10 por tonelada. Agosto/26 caiu US$ 6,30, a US$ 445,70, e outubro/26 perdeu US$ 6,20, fechando a US$ 449,20 por tonelada. Os demais vencimentos também apresentaram desvalorização.
Mercado interno apresenta leve recuo
No Brasil, o açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, registrou leve queda de 0,12% nesta quarta-feira (1º), sendo negociado a R$ 105,33 a saca de 50 quilos.
O indicador inicia abril com variação negativa de 0,12%, após encerrar março com valorização significativa de 6,97%.
Projeções de safra influenciam preços
Segundo a Hedgepoint Global Markets, a safra brasileira 2025/26 deve alcançar cerca de 610 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, com produção estimada de 40,5 milhões de toneladas de açúcar. Para 2026/27, as primeiras projeções indicam potencial de até 630 milhões de toneladas.
Esse cenário tende a manter pressão estrutural sobre os preços do açúcar. No curto prazo, o mercado ainda encontra algum suporte, impulsionado por recomposição de posições por fundos especulativos e fatores macroeconômicos, incluindo tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, segundo o portal Notícias Agrícolas.
Etanol registra queda em Paulínia
O etanol hidratado também iniciou abril em baixa. O Indicador Diário Paulínia apontou preço de R$ 2.997,50 por metro cúbico nesta quarta-feira (1º), com queda diária de 0,99%.
No acumulado de abril, o recuo do biocombustível é de 0,99%, indicando um início de mês pressionado para o mercado de etanol.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira
As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.
Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão
Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.
Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas
No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.
O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.
China amplia importações e consolida liderança entre os compradores
Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.
As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.
O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.
Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês
Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.
A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


